quinta-feira, junho 30, 2005

Já fiz a boa-acção do dia. Como blogger inveterada, lá dei a minha contribuição para a tese de doutoramento de alguém. Camarada bloguista (raio de palavra), clica na imagem e junta-te à amostra! (O que eu gosto de estatística!)

Take the MIT Weblog Survey
visto aqui
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Irresistível

Nunca fui grande apreciadora dos gelados Magnum. Gosto do chocolate, e muito, mas da parte de dentro, não. No entanto, algo me atrai nas edições limitadas. Adorava Magnum Mint, no ano em que o houve. Este ano, são os Magnum 5 sentidos, principalmente o da visão. Adoro o chocolate branco por fora, e o morango por dentro, é uma delícia. Infelizmente, não sou a única a pensar assim. O supermercado da minha rua esgota este gelado logo que o recebe. Se bem que com o calor que tem estado, tudo o que é gelado desaparece num instante. Assim, sempre que tenho a sorte de encontrar o meu novo favorito, açambarco todos. Na semana passada comprei os 8 que havia no hipermercado, e fui a correr para casa com eles, não fosse algum outro fanático assaltar-me (mentira, era só para não derreterem, que estavam mais de 30 graus e eu nem tinha saco térmico nem nada). Esta semana ainda não encontrei um único à venda. E o meu congelador está a ficar quase vazio...


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Maldades

Passando na rua com uns amigos danados para a brincadeira, encontrámos uma fonte de inspiração. Alguém tinha prendido um daqueles blocos sanitários na grelha da frente de um automóvel. Os meus amigos saem-se logo com: e se fizéssemos o mesmo ao nosso querido amigo sueco que comprou um carro novo? E o diabinho que há em mim responde: Nada disso. Roubamos-lhe as chaves do carro e penduramos o bloco sanitário no espelho retrovisor! :)
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quarta-feira, junho 29, 2005

Tudo por um Ipod mini

Imagino que a grande maioria dos machos latinos (e nao só) diga horrores e se mostre escandalizado se alguém fala em depilaçao masculina. Que isso é coisa de gay, de Castelos Brancos e afins. Que os pêlos no peito fazem parte do seu charme, assim como os das costas, e que quem nao tem pêlos nas pernas nao é homem nem é nada. Provavelmente dizem que depilaçao nunca! e que nem por todo o dinheiro do mundo fariam uma coisa dessas.
Pois, por dinheiro nenhum, está-se mesmo a ver. Ou anda tudo a virar metrossexual, ou entao, deve ser da crise. É que acabo de me divertir imenso a ver 5 tipos, machos, cheios de pêlos, nunca antes depilados, a sofrer às maos de uma miúda semi-vestida de cabedal preto. Deve ser para atenuar a dor. Eles estao quase a chorar ainda antes de a banda de cera fria ser puxada. Como os pêlos estao enormes - se os tipos soubessem ao que iam tinham rapado tudo dois dias antes - aquilo fica tudo vermelho. Dá para ver, e bem, que doeu. Mas nao tenho peninha nenhuma deles. Acho imensa graça à caretas, à vermelhidao, ao aspecto de sofredores. Apetece-me dizer-lhes: sejam homens, se as gajas passam por isso e nao se queixam, estao para aí armados em quê?
Pelos vistos basta a perspectiva de ganhar um Ipod mini - nem sequer é um Ipod maxi ou assim, nao, um Ipod mini! - e ter direito aos seus 15 minutos de fama num canal por cabo, para os meninos se sujeitarem à depilaçao com cera.
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1 - Que é que fazias se....

... ganhasses o "um contra todos"?

Eu, das duas uma. Ou estoirava o dinheiro todo com a família e amigos - jantaradas, prendas, férias juntos à pala do concurso - ou então punha no banco e pronto. É preciso ter em conta que os valores que se ganham às vezes dão para um carro, e raramente para mais que isso. Como já tenho carro...
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Horas perdidas em reuniões inúteis. Conteúdos que não interessam à audiência. Apresentação em power point que nem sequer segue as regras básicas, e que nem se consegue ler nas últimas filas. Nada de fotocópias dos slides. Minutos preciosos perdidos em longas explicações que ninguém vai recordar sem a ajuda das malditas fotocópias que não foram entregues. Falta de café. Desperdício de tempo. Produtividade que não melhora com estas perdas de tempo. Conclusão final: uma folha A4 de bonecos. À próxima tenho que levar mais cores.
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Cheques

Não gosto de cheques. Nunca gostei. Desde que saí de casa que o meu pai me tenta convencer a usar cheques, e a manter um registo em papel dos cheques que passei. Ao início usava-os para pagar a renda, mas passados poucos anos, deixei totalmente de usar cheques. Gosto de cartões multibanco, e de caixas multibanco. Da facilidade em fazer uma transferência pela internet, de ter dinheiro disponível 24 horas por dia em qualquer esquina. E de não precisar de andar com muito dinheiro na carteira. De pagar tudo com cartão, só para não me dar ao trabalho de ir levantar uns euros. E quanto ao registo dos movimentos, ao "quanto tenho" a um dado momento, para isso tenho a internet. Não me imagino a viver sem as comodidades de hoje em dia. Lembro-me de em miúda ir de férias com os meus pais, e desperdiçarmos sempre pelo menos uma manhã porque era preciso ir ao banco "reabastecer" as carteiras dos meus pais. Hoje em dia é nas férias a única altura em que realmente tenho de tomar nota num papel de quanto é que ainda há na conta, apenas porque os sistemas multibanco não são compatíveis pela Europa fora. E nessas alturas fico com pena de o acesso à internet não ser uma coisa tão banal que esteja disponível a preços acessíveis em qualquer lado.
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terça-feira, junho 28, 2005

Aeroporto

Fiquei impressionada com esta história do acidente entre um carro e uma avioneta no aeródromo de Espinho. Por mais que digam que naquela zona, já a avioneta deveria estar no ar, não consigo encaixar esse argumento. Não me passava pela cabeça que uma pista para aviões se pudesse cruzar com uma "estrada", nem que um aeródromo não tivesse rede em toda a volta, precisamente para impedir que carros, animais ou pessoas cruzassem a pista. E às tantas este caso nem sequer é único, se calhar há mais aeródromos em situações semelhantes, à espera que aconteça mais um acidente. Esta noite até tive pesadelos com esta história. Eu, que raramente tenho pesadelos, passei a noite atormentada por conduzir um carro que tinha que atravessar uma pista de aviões, num aeródromo qualquer. E só sobrevivi por muito pouco.
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Mágico

Estava eu de noite refastelada no sofá a ouvir televisão, que é coisa que faço frequentemente, com as luzes apagadas, quando de repente uma coisa invulgar aconteceu. Olhei em frente, e parecia que uma das pequenas luzes verdes da aparelhagem vinha em direcção a mim. Nunca tinha visto uma luz a voar. Passados uns segundos, a luz verde pousar na parede. Enquanto procurava o comando da luz, sim, que lá em casa é só tecnologias, perdi a luzinha de vista. Mais uns minutos, e lá começa outra vez a voar, e eu, de comando em punho, toca de acender a luz, para ver o tamanho do animal. Infelizmente, voltei a não ter sorte, o pirilampo escondeu-se atrás do sofá e eu não consegui voltar a vê-lo. Pareceu-me ser do tamanho de um mosquito. Mas não tive vontade de o esmagar, como aos mosquitos, pois aquela luzinha verde a voar só podia ser sinal de alguma coisa boa.
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Teste de personalidade?

Isto é mas é o resultado de escolher a única imagem em que predomina o vermelho. E claro que o vermelho só podia estar associado a estas coisas...


You are sexy, powerful, and bold.
You're full of passion and energy...
Sometimes this passion has a dark side.

You feel most alive when you're seducing someone.
You never fail to get someone's attention.
Quick minded, you're also quick to lose your temper!

The World's Shortest Personality Test
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segunda-feira, junho 27, 2005

Costumo ler o blog da rititi. Gosto. Vi a entrevista da Rita, no Livro Aberto. Esteve gira, com piada, e muito nervosa - notou-se na maneira como se mexia, tipo menina envergonhada. Contou algumas coisas da vida dela, e opinou sobre Portugal, os portugueses e as portuguesas, Espanha, e os espanhóis. Fiquei a compreender umas coisas. Eu até percebo que a Rititi pense que a mulher portuguesa é escravizada - pelo homem e por ela própria. E, depois da entrevista, até percebo que ela ache que Portugal é o país dos novos ricos, de miúdos de 20 anos que se tratam por "você", e onde os jovens adultos têm por objectivo um crédito habitação, e que até lhes "doa o Audi". Até pode ter tem razão em muitas coisas que diz. Mas Portugal não é só as meninas da Católica. Não é só estudantes que vão para a faculdade de BMW. Não há só mulheres cujo objectivo de vida é casar e ter filhos. Não é só jovens que se tratam "como se tivessem 50 anos". A mãe e a avó da rititi não são as únicas mães que trabalha(ra)m. Digo eu, que não escrevi um livro, e que tenho um blog que não tem a piada que o blog da rititi tem. Mas que também sou portuguesa e não me revejo - nem agora nem no meu passado - no retrato que a rititi fez das portuguesas. Nem as minhas amigas portuguesas encaixam nesse retrato.
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Linguagem

Há anos que volta e meia me sinto incompreendida pelas pessoas, em coisas tao simples como a linguagem. Porque uns dizem "afia" e outros dizem "aguça", uns dizem "cruzeta" outros dizem "cabide", há quem nao saiba o que é "pôr-se de cócoras", e há quem nunca tenha ouvido dizer "parreco". Há quem fale de diferenças entre norte e sul, mas para mim as grandes diferenças sao entre o litoral e o interior. Porque é que nuns sítios dizer merda, caralho ou foda-se nao tem grande impacto em quem ouve, e noutros sítios é uma ofensa enorme, que leva a sermos considerados "personas non gratas"? Tenho saudades de ouvir a minha avó dizer "catancho" e "catano", é daquelas coisas que me fazem lembrar dela, desde que "abalou". E por terras de nativos que usam sandálias e meias brancas em pleno Verao, recordo histórias do meu avô, emigrante por uns anos, que dizia ao patrao dele que sim a uma "pêra", que afinal era uma "birra" (cerveja). E que um dia, num supermercado, perguntou à empregada se uma certa comida, enlatada, era boa, e que por a empregada lhe dizer que sim, a comprou, para mais tarde descobrir que, por muito boa que a comida fosse, nao era para humanos, mas sim para gatos.

Isto tudo para dizer que me pus ao saltos de contente porque encontrei mais alguém que chama "avecs" ao emigrantes portugueses em França. A sério (que pulei de contente). É tao bom saber que há quem partilha as mesmas expressoes que nós, quando, de encontrar tanta gente diferente, tanto portugueses como estrangeiros, às vezes já nem sei o que é "ser português" ou ser "transmontana" ou mesmo ser emigrante. Cada vez mais estou convencida que os estereótipos estao/sao errados, que apesar dos pontos comuns com aqueles que já viveram ou vivem em sítios onde eu vivo ou vivi, há tanta história por trás de cada pessoa, que uma imagem pré-definida nao pode nunca bater certo a 100%. E ainda bem.
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domingo, junho 26, 2005

Solstício de verao

Esta é a minha altura do ano preferida. Principalmente a norte de Portugal. Os dias sao bem maiores. Muitas vezes acordo pelas 4 da manha porque já é dia. O sol poe-se tarde, às 22 horas é que começa finalmente a ser noite. É tudo tao mais alegre, e cheio de energia. Os pássaros andam por todo o lado, mesmo na cidade vêem-se de todas as cores e feitios. À beira do rio Isar, há sempre gente a descontrair, quer ao fim de semana, quer durante a semana. As pessoas aproveitam os tempos livres para fazerem passeios de bicicleta, ou de patins em linha, ou simplesmente fazerem grandes caminhadas. Alguns preferem as montanhas, outros os grandes lagos das redondezas. As águas do rio e dos lagos, vindas directamente das montanhas, sao geladas, mesmo no verao. Mas nada disso detém os alemaes, que nadam corajosamente durante horas. E há, claro, os aventureiros exibicionistas, que saltam nús das estruturas de madeira à beira do lago, que fazem as vezes de prancha, e nadam no lago, "ao natural". Sao loucos, estes alemaes. Há aqueles que vao passear à beira da água, e que de repente lhes dá uns calores, e toca de ficar em roupa interior ou nadar mesmo sem fato de banho, ou às vezes até sem toalha. Muitas vezes, as toalhas que têm para se secar nem sao sequer toalhas de praia, sao apenas umas toalhas de rosto que possivelmente trazem sempre consigo na mochila. Têm piada estes nativos, de sandálias e meias brancas, que nao se intimidam com o seu corpo ou o corpo dos outros. Trocam de fato de banho para cuecas sem paneleirices de meter uma toalha a tapar as partes privadas, que assim passam a ser mais públicas.
E há os churrascos. Por estes dias, ninguém cozinha comida normal, a partir do meio da tarde cheira a carvao a queimar e a deliciosas salsichas e outras carnes a assar. À beira rio há churrascos públicos, onde os miúdos (e nao só) fazem grandes festas, pois além de grelharem a comida ainda podem usar o rio gelado como frigorífico, pousando as cervejas e coca-colas nas margens. De tao bêbedos, às vezes fazem apostas malucas, deitam-se à água que corre demasiado depressa, e tentam nadar contra a corrente, mas nunca têm sucesso. Às vezes com tantas brincadeiras, lá cai algum à água com roupa e tudo.
Outra coisa típica do Verao é a cerveja, ou nao estivesse eu em Munique. Os jardins de cerveja, os Biergatens, abrem com o bom tempo, e toda a gente quer um lugarzinho num dos enormes bancos, com a sua litrada de cerveja fresca à frente. Partilham as mesas e os bancos com estranhos, sem se incomodarem minimamente. Por vezes, pode haver festa no Biergarten, com direito a música tradicional. Os músicos vêm trajados a rigor, e há música pimba até fartar. E além da música pimba, ainda vem a música para fazer beber. É só uma, mas é repetida em intervalos regulares, de uns 10 ou 15 minutos, como se a banda fosse paga consoante o número de canecas de cerveja vendidas durante a sua actuaçao.
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sábado, junho 25, 2005


Nao há nada como ter filhos. Se nao fosse o miúdo, que desculpa tinha eu para passar a tarde de sábado a jogar futebol de Lego?
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sexta-feira, junho 24, 2005

Jardim Alemao


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Coisas de gajo

Há muitos homens (odeio generalizações) que têm por hábito carregar tudo aquilo que têm ou precisam nos bolsos das calças. Ele é carteira, ele é telemóvel, ele é chaves de casa, do trabalho, do carro, lenços, e sabe-se lá mais o quê. Alguns guardam a carteira no bolso de trás das calças. Outros guardam tudo e mais alguma coisa nos bolsos da frente, o que criaria um efeito "tás contente por me ver, ou quê?", se fosse só num dos bolsos. Acreditem, não é nada sexy ter dois altos naquela zona das calças, por muito que não vos pareça verosímil.
E há aqueles que adoram usar as namoradas - sim, usar é mesmo a palavra certa - para carregar as coisas deles. Tipo: "Ó Maria, tu tens uma carteira tão grande, leva aí a minha carteira/chaves/telemóvel que eu não tenho onde levar as minhas coisas." Claro que estes mesmos tipos são aqueles que, de cada vez que se fala de carteiras/malas de senhora, se saem com um "eu não percebo para que é que elas querem umas carteiras tão grandes, eu ando sempre com as minhas coisas nos bolsos e não preciso de nada disso".
Mas esses tempos estão a acabar. Agora há a "pochete". De vários tamanhos e feitios, cabem lá todas as coisas que eles insistem em trazer com eles: carteiras, chaves, telemóveis, lenços, máquina fotográfica, pedrinhas, garrafas de água, fotografias da namorada, fotografias do cão, tudo! Acabou-se o "guarda aí a minha carteira". O transporte grátis dos itens pessoais masculinos passou à história. Meus amigos, comprem uma pochete. Passam a ter muito melhor aspecto sem aqueles "altos" nas calças, e a ter onde guardar aquelas coisas com que queriam andar sempre, mas que não tinham onde guardar. E as vossas amigas/namoradas deixam de ter que fazer de burros de carga. Libertem-se!
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quinta-feira, junho 23, 2005

As contas públicas...

...e os professores.
Parece que os professores andam chateados com o governo, até fazem/fizeram greve e tudo. Eu até compreendo. Os professores sofrem, anos após ano, por nunca saberem onde irão trabalhar, por não terem condições para fazerem um bom trabalho, porque os alunos são maus e não os respeitam, porque são mal pagos, porque ninguém lhes dá o devido valor, porque as colocações no ano passado foram a palhaçada que foram.
É verdade que há professores e professores. Professores bons há muitos, professores muito bons, há poucos, professores muito maus, também há muito poucos. Há aqueles que estão sempre disponíveis, e os que estão sempre indisponíveis. Aqueles que dão boas aulas, e aqueles que não sabem dar aulas. Os que sabem motivar, e os que nem sequer estão motivados. Há de tudo.
Há por aí gente que se queixa que os professores, principalmente no ensino secundário, não dão aulas em condições, mas que depois dão explicações. Não sabem ensinar os seus alunos, mas na sua própria casa já têm tudo o que é necessário para que aqueles que podem pagar a peso de ouro, aprendam fora da escola aquilo que deviam ter aprendido durante as aulas.
A minha pergunta é quantos (eu sei que não são todos) destes professores passam recibos das explicações que dão? Todos os "explicadores" que conheci na minha vida de estudante, davam explicações na casa deles e recibo era palavra que não constava dos dicionários deles. Não seria mais fácil/melhor/mais produtivo/mais justo obrigar esta gente a pagar os impostos que deve, do que pura e simplesmente congelar-lhes os salários e as progressões nas carreiras? É que pelas minhas contas, e dos que conheço, eles ganham bem mais em explicações do que a dar aulas. E sem pagar os impostos que contribuiriam para que as suas carreiras não tivessem de ser congeladas.
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Coisas de miúdos

Toda a gente sabe que os miúdos de hoje em dia não são nada como os de antigamente. Que antigamente é que era, e hoje em dia os miúdos são todos estragados com mimos, não têm responsabilidade nenhuma, cuidado nenhum, não dão valor a nada, etc., etc., etc.. Não sei se será bem assim. Mas a verdade é que o meu miúdo me consegue surpreender, tanto no bom como no mau sentido, a cada dia que passa. E os miúdos da idade dele também.
Na escola existe um armário de perdidos e achados, que volta e meia sou forçada a visitar. Por lá há de tudo: lancheiras, sacos de desporto, casacos, camisolas, t-shirts, calças, luvas, guarda-chuvas, cachecóis, porta-lápis, e ainda mais coisas. Até há pouco tempo, o item que eu achava mais surpreendente, eram os sapatos. Mas como é que os miúdos conseguem perder os sapatos? Será que vão descalços para casa, pensava eu. No Verão até pode ser que sim, há miúdos que andam por aí sem sapatos nem chinelos, como se isso fosse a coisa mais saudável do mundo. Mas no Inverno também há sapatos perdidos. Como é que pode ser?
Infelizmente, a resposta a esta pergunta veio da maneira mais dura. O meu miúdo perdeu as sandálias. Chegou a casa de sapatilhas, e eu perguntei logo, mas onde é que estavam as benditas sandálias com que o tinha mandado para a escola de manhã? Pois, o rapaz teve aula de desporto. E teve de trocar as sandálias pelas sapatilhas. Entretanto esqueceu-se onde deixou as sandálias e veio para casa de sapatilhas. E agora eu que me desenrasque. Sacana do puto. Se não me encontra as sandálias nos próximos dias, passa a andar descalço.
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This book will self destruct in 5 seconds

Se não fosse verdade, não tinha tanta piada. É assim*: uma amiga minha precisava de fotocopiar um livro, enquanto o dela não vinha. Sabendo de um alemão que tinha o tal livro, pediu-lho emprestado, e contou-lhe porquê e para quê. O alemão ficou logo aflito. É que o livro dizia, na capa, que "a fotocópia mata o livro". Ele não deve ter percebido o sentido da metáfora, e só acedeu a emprestar o livro depois de a minha amiga lhe prometer que parava logo a seguir a tirar a primeira cópia, para confirmar que a página não se tinha auto-destruído.
As fotocópias foram tiradas. O livro está intacto. O alemão ainda está à espera que amanhã o livro se desintegre.

*só para irritar a minhoca
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Isto é uma surpresa


I am nerdier than 83% of all people. Are you nerdier? Click here to find out!

83% nerd. Eu? Não pode ser. Logo no dia em que fiz tudo e mais alguma coisa (desligar os cabos, reiniciar o pc, trocar os tinteiros, abanar e limpar os tinteiros), e mesmo assim a impressora continua a recusar-se a imprimir. Isto é um engano. Eu não sou nerd, quando muito, um bocadinho nerd. Agora high-level nerd?! Isso são os gajos que crackam o software, fazem páginas web com javascripts e essas coisas, e ainda são capazes de dar cabo das páginas de outros. Eu sou só uma gaja normal e nem sequer uso óculos.

Adenda: afinal nem os nerds conseguiram pôr a impressora a trabalhar. Quando cheguei do almoço, tinha uma nova. :)
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26 graus logo de manhã

Há coisas piores que trabalhar. Por exemplo, tirar um dia de "férias" para aturar 25 putos. Principalmente quando eles começam à porrada ou a fazer queixinhas. What the hell was I thinking?
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terça-feira, junho 21, 2005

É o Verao

Com 28 graus, até parece verao a sério por cá. Tanto que o pessoal vai trabalhar logo de manhazinha em trajes mais apropriados para a praia. A sério. Calçoes, chinelos, saias e tops, braços ao léu, the full monty. Até os gajos. Entretanto dá para perceber que sim, mesmo "branca" (nos meus standards), sou muito mais morena que as alemas. Algumas sao tao pálidas que até parece que ou acabaram de sair de um caixao, ou estao prestes a desmaiar.
(Os meus vizinhos, passeiam-se em boxers. Os miúdos e miúdas, correm rua acima de fato de banho, pés ainda molhados das mangueiradas no jardim, suponho eu. E as trotinetes sao mais populares que nunca, é vê-los - aos tripulantes - passar, de todas as idades e roupa, desde fatos a calçoes de praia!)
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Ah, a produtividade

O meu chefe devia pagar-me o triplo em dias como hoje. Em que nao tive um segundo para me coçar, e até a pausa do almoço foi passada a trabalhar. E fiquei até tarde. Estou que nem posso. Ainda nao li os blogs, nem vi as notícias, nem escrevi posts. Aliás, já nem sei sobre o que escrever. Nao tenho a cabeça em água, mas antes tivesse. É que estao 28 graus lá fora - quase 30 cá dentro. Devia de ter uma piscina em vez de varanda, da maneira que estou acho que o melhor é mesmo meter-me em água fria. Amaldiçoo a hora em que prometi que ainda ia fazer um bolo de chocolate. Porque é que eu nao me rendo às pastelarias? Eu bem sei que um bolo feito por mim é incomparavelmente melhor e mais saudável que um fabricado por qualquer pastelaria alema. Mas mesmo assim. Eu nem vou comer assim tanto.
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segunda-feira, junho 20, 2005

22h00


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Estranha sensação

Depois de meses e meses a acumular porcaria, domingo chegou finalmente o dia em que me decidi a limpar o carro. Por dentro. Ora isso implica limpar todos os estofos e aspirar o chão e os tapetes.
Infelizmente por cá, é de lei que não se pode lavar o carro ao domingo. E que não se pode fazer barulho - o que até é bom, porque a quantidade de cortadores de relva por m^2 na minha vizinhança é assustadora. E os vizinhos usam-nos.
Claro que me estive nas tintas para as leis. Mas demorei o mínimo possível a aspirar (uns 20 minutos, no total, ou menos). E o pior é que estava sempre com a sensação de que a polícia iria aparecer a qualquer momento com um papelinho para pagar a visita. Assim não tem piada nenhuma quebrar as regras.
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trojan 4, snowgaze 1, vitória por KO

Foram várias duras batalhas, muitas horas perdidas, muitos mortos e feridos na equipa dos cavalos de tróia que infestaram o meu computador e pareciam não desistir nunca. Ataquei com o anti-vírus, com o Spybot e Ad-aware (linkados ali ao lado), editei o registry, procurei no google o nome dos ficheiros suspeitos, e nem assim. Para a batalha final, tinha duas estratégias. A primeira, pedir ajuda ao google, à procura de aliados. A segunda, mais radical e que levaria a enormes baixas do meu lado, formatar o disco. Felizmente encontrei um óptimo aliado no google. Ajudou-me a identificar todos os problemas, e deu cabo deles. Dos trojans já não resta nada. O meu pc está limpo. VIVA !:)

*o aliado chama-se hijackthis. Se alguma vez tiverem problemas com cavalos de tróia, peçam-lhe ajuda. É muito fácil de utilizar.
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sábado, junho 18, 2005

Omen

Comi crepes com doce de framboesa e amêndoa picada ao pequeno almoço. Vários. Entretanto vim para o PC tentar por umas coisas em dia, e tentar pela terceira vez livrar-me da porcaria do "trojan" que me anda a atazanar há uns dias. Para acompanhar, um dos últimos CDs que comprei - "O Melhor do Rock Português". A certa altura sai-me o António Variaçoes a dizer cantar que "o corpo é que paga" "e tu estás a gostar". Caramba, até parece que adivinhou o que foi o meu pequeno-almoço! Mas estou-me nas tintas. Os crepes estavam uma delícia, e nao há voz nenhuma, dentro da minha cabeça ou fora dela, que me venha incomodar.
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sexta-feira, junho 17, 2005

snowgaze starkiss

É hoje que vou desvendar o grande segredo. A pergunta que tantas vezes os meus leitores me fazem, e à qual eu
a) não respondo
b) digo que um dia vou responder
c) faço um ar de mistério e digo apenas "long story"
conforme o dia e a disposição.
Aliás já era para ter contado esta história há uns tempos, quando o blog fez um ano. Mas na altura não me apeteceu. Hoje voltaram-me a fazer a pergunta (agradeçam à minhoca) e como não me apetece postar sobre outras coisas (a falta de sol, apesar da temperatura agradável, por exemplo), aqui vai.
Tudo começou por causa da internet. Mais concretamente, por causa dos registos em sites a propósito de tudo e de nada. Eu não gosto de dar os meus dados pessoais sem mais nem menos, mas muitas vezes é a única maneira de obter acesso a um serviço qualquer que me faz falta num dado momento. Muitas vezes faço o registo uma vez, uso o serviço uma vez, e depois nunca mais volto a usar o site. Claro que isto é um bocado chato. Principalmente o facto de haver por aí imensa gente que eu não conheço de lado nenhum, que tem dados pessoais meus, e que eu não faço a mínima ideia do que andam a fazer com eles.
Mas isto era dantes. Um belo dia, alguém me mandou um link para alguns sites que atribuem nomes de acordo com as características seleccionadas pela pessoa. Por exemplo, um nome feminino de origem romena. Ou um nome francês de género indefinido. Ao experimentar o site, uma ideia brilhante passou-me pela cabeça. E que tal criar uma identidade fictícia? Escolhi então ter dois nomes próprios de género indefinido, e de origem índia. Cliquei várias vezes até que saísse um que me agradasse. Que foi este: Snowgaze Starkiss. Provavelmente escolhi-o porque era inverno, e se fosse hoje talvez tivesse passado à frente e escolhido outro qualquer (beachgaze sunkiss?). Mas na altura também não me pareceu que o nome fosse assim tão importante.
Passei a assumir esta identidade em todos os sites onde tenho que me registar. Para eles, criei também uma conta de email (snowgazestarkiss@hotmail.com) com filtro anti-spam que só aceita mensagens dos meus contactos - ou seja, pouco uso tem. E tenho-me dado bem. Não propago os spams pelas minhas contas de email "privadas", e tenho um nome para me registar. A razão pela qual não me fiquei apenas pelo "snowgaze" é porque muitos sites obrigam ao registo de um nome e apelido. Claro que o resto dos dados - morada, número de telefone e coisas do género, são inventadas na hora. A rua costuma ser "none of your business street". Cidade e país, um qualquer da lista.
Está o segredo desvendado. Afinal, não tem nada de especial!
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quinta-feira, junho 16, 2005

Trojan

Ontem, enquanto surfava na net, apareceu-me uma mensagem do anti-vírus. Dizia que tinha encontrado um cavalo de tróia, e que não podia removê-lo. Passados uns minutos, outra vez a mesma mensagem. Entre descobrir o que fazer e tentar apagar os ficheiros de vírus (eram uns executáveis guardados no windows/system32 e estavam vísiveis), passaram 25 minutos. Conclusão: para apagar aquela porcaria tive que reiniciar o computador em "safe mode" (e descobrir como iniciar em safe mode - carregar em F8 enquanto o PC arranca), e depois correr o anti-vírus. Quando a purga finalmente terminou, tinham sido encontrados e removidos 19 destes parasitas. Espero que tenham ido de vez!
Felizmente, segundo o site do anti-vírus, os cavalos de tróia não infectam outros ficheiros. No entanto replicam-se - provavelmente por isso é que apanhei 19. Mesmo assim, fico a sentir-me um pouco insegura ao surfar na net. Ainda bem que tenho anti-vírus, mas pergunto-me se será suficiente.
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Blog do dia

O canhoto. Um blogue político, com direito a comentários dos leitores, e com artigos muito interessantes. Muitos deles fundamentados com leituras adicionais.
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quarta-feira, junho 15, 2005

Estatísticas

23% dos habitantes de Munique nao sao alemaes. 7% vêm de outros países da UE.
23% é muita gente. É quase 1 em cada 4. Eu acho giro. Ando na rua e ouço falar línguas que nao conheço. Ou que conheço, como o espanhol, italiano, francês, inglês ou português. E quando ando às compras, principalmente em lojas de roupa como a Mango ou a Benetton, volta e meia acabo a entender-me com as empregadas em portunhol. Ou português. Há imensas sul americanas por cá. E costumam ser umas queridas, porque ao contrário dos "nuestros hermanos", elas esforçam-se para me entender, sem que eu tenha que falar arranhar espanhol.
Depois há as coisas estranhas: as mulheres tapadas com uns lençóis pretos (ok, eu sei, nao sao nada lençóis) da cabeça até aos pés, das quais só se vêem os olhos. E aquelas, vestidas da mesma forma, que andam com um metal na cara que quase parece um açaime para a zona do nariz e olhos. Isso ainda acho muito esquisito. Há quem me diga que é bom, essas mulheres andarem pela rua, dizem que antigamente nem assim tapadas nem de outra forma, essas mulheres ficavam em casa prisioneiras e nunca saíam.
E também há muitas mulheres muçulmanas que se tapam muito, mas ainda deixam a cara à mostra, tapando o cabelo todo, ou quase todo. Às vezes acho-lhes graça, por exemplo quando ando a ver lojas de roupa, e as vejo comprar o mesmo que eu. No inverno , o lenço chama-me a atençao por parecer ser uma boa protecçao contra o frio. E gosto das cores dos lenços. As miúdas mais novas às vezes prendem-nos aos cabelos com uns ganchos às cores.
E há as russas. Reparo naquelas mais produzidas, mulheres novas mas com maquilhagem que nunca mais acaba, extremamente exagerada. Outras, mais raras, parecem ter acabado de sair de um anúncio.
E há bebés. Muitos bebés. Talvez nao sejam tantos quantos o que se apregoa como "necessário", mas vêem-se imensas maes com miúdos pelas maos. Ou pelos carrinhos de bebé, mesmo quando o "puto" já tem mais que idade para usar as pernas. Aos dois e três miúdos por mae, possivelmente para compensar tantas outras que acham que nao podem ter filhos e ao mesmo tempo trabalhar e que por isso se ficam pelos escritórios e esquecem as fraldas. Há muitas maes quarentonas, ou quase.
E há homens de todos os feitios. Acastanhados, indianos, turcos, russos com bigodes farfalhudos. Bávaros de nascença ou de Oktoberfest, que gostam de usar as suas Lederhosen e os chapéus de caça com um penacho. Homens que gostam de andar com os miúdos às cavalitas, e homens que se sentam à mesa do restaurante sem ligarem pevide à família, enquanto a mulher dá de comer aos três filhos. Homens que trabalham nas obras e nao mandam bocas às mulheres que passam. Homens que se sentem orgulhosos por trabalharem e ganharem o suficiente para as mulheres ficarem em casa com a prole. Homens que ficam em casa com a prole enquanto as mulheres vao ganhar o sustento da família. Italianos que têm restaurantes, africanos de países de expressao francesa, de cor escura e sorriso aberto. Homens loiros de olhos azuis. Homens morenos de olhos azuis. Homens morenos de olhos castanhos. Homens de pele muito branca, mas pêlos e cabelos e olhos escuros. Homens de camisas amarelas, que escolhem viver com homens, e que discutem sonoramente na rua. Homens que passeiam os caes. Homens que se passeiam em descapotáveis, mesmo que só estejam 14 graus e prestes a chover. Carecas em descapotáveis. E mulheres em descapotáveis. E mulheres ao volante de "grandes bombas".
Rastas que brincam com fogo e têm consigo o sempiterno cao. Miúdos, adolescentes, jovens por todo o lado. E turistas de câmaras em punho também. Turistas japoneses, americanos, franceses, espanhóis, portugueses, italianos. E para os entreter, uma catrefada de artistas de rua vindos dos quatro cantos do mundo e com certificado de qualidade da câmara municipal.
É assim que eu vejo Munique. Uma grande mistura de gente de todo o género e feitio. E isto sem dizer o que se passa ou onde, e em que sítios se passa o quê ou quem frequenta cada local. Essa parte fica para outro post.
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Ouvido na tv

Uma gaja, aos 13 anos, corta os pulsos. Cheia de sangue, vai mostrar ao pai, que estava na banheira (com espuma ou sem ela, não sei). O pai diz-lhe que nem para isso tem jeito, devia ter cortado na outra direcção.
(Não sei porque é que me lembrei disto agora.)
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Pac pix

Lembram-se do pac man? Eu na verdade já não me lembro assim tão bem, sei que era uma bola com uma boca, que andava nuns labirintos a fugir aos fantasmas e tinha de comer umas bolinhas. Agora há uma versão nova, com gráficos modernos, e monstros actuais de várias cores. É o Pac Pix para Nintendo DS. A parte mais gira é que o jogador tem que desenhar o seu próprio pac man (com o tamanho que se quiser), e até as "armas" com que vai jogar. Os Pac mans grandes andam mais devagar, e os pequenos bastante depressa. É divertido, e diferente dos jogos "normais". Este jogo tira partido do touchscreen da Nintendo DS. É muito à frente! ;)

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Bizarro

Tive um sonho mesmo esquisito.
A minha avó tinha morrido. Passados uns dias, o meu avô começa a receber SMSs e mensagens na caixa de correio do telemóvel da minha avó. Ao início assustou-se, mas depois ficou muito contente e animado. A parte mais estranha disto tudo é que tanto o meu avô como a minha avó já morreram há algum tempo. Mas pelos vistos os meus sonhos não sabem. Tal como não sabem que não é possível receber mensagens escritas ou de voz de um morto num telemóvel. Embora talvez não seja assim se o destinatário das mensagens já estiver do outro lado. De qualquer forma acordei bem disposta. Os meus avós devem andar a brincar comigo.
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terça-feira, junho 14, 2005

hmm

Dermatologista alemão: "Então você não fica mais branca do que isso?"

hmmm... quer dizer... tendo em conta que não vou à praia há um ano... não me parece que fique mais branca que isto! Lá porque mesmo assim sou mais morena que as alemãs, não quer dizer que esteja morena! É que não estou mesmo! Passaria vergonha numa qualquer praia portuguesa!
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Coisas de gaja

Para melhorar a qualidade de vida de uma gaja, nada como um ginecologista novo. Lembram-se porquê? Pois é, eu já estava mais que farta do meu ex-ginecologista, que me marcava uma hora e atendia-me mais que uma hora depois da marcação (cheguei a esperar quase 2 horas). O suplício terminou. Encontrei um novo médico, simpático, competente - pelo menos é o que dizem as minhas amigas, e algumas até já tiveram bebés com assistência dele - e, mais importante ainda, que cumpre o horário. A mim não me parece pedir muito, e a ele também não. Eu não gosto de esperar, e ele não gosta de ter a sala de espera cheia. Eu odeio perder tempo, e ele acha uma falta de respeito fazer as clientes esperar. Assim sim.
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segunda-feira, junho 13, 2005

A história do João

Há uns tempos, numa passagem pela FNAC, depois da secção de CDs e DVDs, lá dediquei uns minutos à secção de livros. Na zona das crianças, encontrei um livro inacreditável, e a capa chamou-me logo a atenção. Nem me passava pela cabeça o que estaria lá dentro.
O livro chama-se "João Porcalhão", e se pensam que o objectivo de um livro com este título seria ensinar os miúdos a não serem porcos, enganam-se redondamente. Ou quadraticamente, como quiserem.
O João é um miúdo que está sempre a "soltar gases". Ao longo do livro encontram-se diversos sinónimos para este acto, e ainda bem que não se lembraram de pôr lá os cheiros, senão não se aguentava. É então que, depois de muitas páginas de "então João, foste tu o porcalhão?", chegamos ao apoteótico final. (Para quem não gosta de saber o final dos livros antes de os ler, é melhor parar aqui. De qualquer modo, aviso que qualquer adulto consegue ler este livro em 10 minutos. Bem, talvez nem todos...Adiante.) Um leitor mais incauto esperaria que o livro dissesse que o João levou com um mau cheiro de tal ordem que caiu para o lado. Ou que aprendeu com tanta reprimenda e deixou de dar "puns" em público. Nada mais errado. A brilhante conclusão deste livro tão educativo é de que todos soltamos gases. E a ilustração final não deixa margem para dúvidas: à mesa da sala, toda a família, cão incluído, se "descuida". Resumindo e concluindo: este livro é a prenda ideal para miúdos de 6 anos cujos pais sejam uns chatos. Certifiquem-se é que o miúdo lê o livro antes que os pais se apercebam o que é que vem lá dentro. Uma bomba.
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O fim de semana perfeito

Foi um fim de semana perfeito. Mau tempo, preguiça, preguiça e mais preguiça. Calhou na altura perfeita. Há alturas em que não é preciso fazer sol, não é preciso fazer nada, e apenas se quer estar assim. De pé, deitada, sem fazer nada, vendo horas e horas de televisão, brincando com a última novidade que há em casa, ou voltando a instalar e a jogar um jogo de computador antigo.
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O que é que se faz quando um tipo, que nunca vimos na nossa vida mas com quem temos de lidar, nos dificulta a vida o mais possível sempre que tem oportunidade?
a) toma-se nota do nome e dificulta-se-lhe a vida a ele sempre que possível;
b)toma-se nota do nome e do número de telefone e evita-se todo e qualquer contacto para além do estritamente necessário. Por exemplo, se ele telefonar, não atendemos;
c) continua-se a tratar o tipo normalmente, como se nada tivesse acontecido.
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domingo, junho 12, 2005

Blog do dia

É o bandeira ao vento. Desenhos, piadas, tem tudo. Diversao garantida.
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sábado, junho 11, 2005

Fico chateada, pois concerteza que fico chateada

Sempre que viajo com a TAP obrigam-me a mostrar o BI montes de vezes. É no check-in, à entrada do aviao, no aviao seguinte, se o houver, e mais as vezes que lhes der na telha. Mesmo que o vôo seja Porto-Lisboa. Eu até achava natural, até que comecei a viajar com mais frequência noutras companhias aéreas. Onde posso viajar sem mostrar identificaçao uma única vez até chegar ao destino. Onde posso ir da Alemanha até ao Porto, ou Lisboa, ou outro sítio qualquer dentro do espaço Schengen sem mostrar o Bilhete de Identidade uma única vez. Porque é que a TAP me faz sentir uma criminosa?
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Notícias à portuguesa

Ontem uma praia foi varrida por 500 jovens, que desataram a assaltar tudo e todos, mais rápidos e eficazes do que a meia dúzia de agentes policiais que foram acudir. Nos telejornais, minutos, meias horas, horas, dedicadas a falar com as pessoas, que nada têm a acrescentar, pois a notícia é apenas esta. Num telejornal alemao, teria direito a um, dois minutos (pois, se o total sao 15, nao poderia ser mais). Em Portugal, cultiva-se o gosto por dizer a mesma coisa 100 vezes, talvez por nao haver mais nada para dizer ou fazer, talvez porque há mais jornalistas do que realmente seriam necessários. Prolongam-se os directos em que falam com os banhistas. Hoje, a mesma cena. Se as pessoas que foram à praia nao têm medo. Se acham que vai voltar a acontecer. Se a polícia agora já está em número suficiente. O discurso da casa roubada e das trancas à porta.
Ó meus amigos, nao disseram que eram 500 assaltantes? 500? Organizados? Nao deve ser assim tao difícil encontrar alguns desses 500. Falem com eles. Perguntem-lhes como é que fizeram. Esses jovens sao o futuro do país. Sabem organizar-se. Nao têm medo de trabalhar nos feriados. É pô-los a trabalhar. Com eles nao haverá problemas de produtividade.
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A flauta mágica

Falei aqui há uns tempos, naquele questionário sobre música, que gostaria de encontrar uma certa música... Eu lembrava-me do autor/intérprete, e pensava que a música se chamava "A flauta mágica"... mas estava enganada. Lembram-se de uma série da RTP, do tempo do Duarte e Companhia, que se chamava "o Anel Mágico"? Pois, a tal música que eu queria encontrar era a música do genérico dessa série. Era um instrumental, em que a flauta era o "vocalista", por assim dizer. Sendo assim, é natural que o intérprete fosse mesmo o Rao Kyao. Só que quando fui procurar o tal CD, encontrei dezenas de CDs do homem. Ele quando apanha uma flauta a jeito poe-se logo a gravar CDs, aquilo nunca mais acabava. Mas referências a "flauta mágica" ou "anel mágico", nada... O que me valeu foi a minha memória quase fotográfica. E o facto de os CDs de discos que já existiram em versao LP, há muitos muitos anos, normalmente terem a mesma capa do original. Quando vi esta capa:



algo fez "click" no meu cérebro. Pedi para ouvir o CD, e era mesmo este. Logo a primeira música, chamada "Cançao da manha". Eu até punha aqui, mas primeiro precisava de descobrir como pôr música num blog - o que provavelmente é bastante fácil - e depois precisava de encontrar esta música num site qualquer - o que já é bastante mais difícil. Por isso, resta-vos, queridos leitores, imaginar. Ou entao passem na FNAC, descubram o que estao a perder. Eu vou ouvindo o CD.
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sexta-feira, junho 10, 2005

Resultado de deixar uma empregada doméstica à solta: de repente, todas as fotografias, velas e quinquilharia estao fora do sítio. A casa parece outra. E isso nao é necessariamente bom.
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Resultado de estar uma semana quase sem acesso à net: nao é preciso verificar se os outros blogues foram actualizados. O único que ficou em banho maria foi este.
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Uma noite descansada

Tens mais de 20 anos? Não gostas de dormir sozinh@? Medo do escuro? Não feches a persiana à noite. Não cerres as cortinas. Terás uma noite descansada, e cheia de sonhos agradáveis. O único senão é que de manhã não conseguirás acordar.
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quinta-feira, junho 09, 2005

Zombie

Acordei às 6 da manhã por causa de um pesadelo. Só tinha que me levantar bastante mais tarde, por isso tentei voltar a dormir. Durante uma hora dei voltas e voltas na cama, e nada. Olhei lá para fora, era dia, abri as cortinas, liguei a televisão, e continuei a não dormir. Lembrei-me que "se não consegues vencê-los, junta-te a eles", e decidi que era melhor levantar-me. Com muita calma, lá me vesti e fui tomar o pequeno almoço. Cheguei ao trabalho antes da hora, o que foi um total desperdício. Durante as reuniões, finalmente, o sono veio. No intervalo do almoço não encontrei nenhum local próprio para dormir. Estou condenada a passar o resto do dia em estado "zombie". Quero a minha cama!!!
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quarta-feira, junho 08, 2005

Amor é...

...ter uma hora livre para almoçar, e usá-la para carregar o telemóvel através da internet e ver o mail, e ainda conseguir escrever dois posts e ler uma dúzia de blogs.
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Eu percebo que é difícil viver sem os posts diários, mas esta vida tem mais que se lhe diga. Senão acreditam, tentem convencer o meu patrão. Estou até ao fim da semana a trabalhar que nem uma doida/escrava (riscar o que não interessa). Poucas horas de sono, quase sem acesso a computadores, e a pensar em trabalho, trabalho, e mais trabalho. E a fazer figas para que isto acabe depressa.
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sábado, junho 04, 2005

Um negócio que nao é da China

Todos os anos, por altura do outono, embora possa variar, costumo receber na caixa de correio uns sacos de plástico vazios, e instruçoes de uma ONG para encher o tal saco com roupa velha ou sapatos que já nao sirvam. Por um lado é uma maneira prática de me livrar de coisas que já nao quero - por exemplo roupa do miúdo que já nao lhe serve e muitas vezes ainda está em boas condiçoes - e ao mesmo tempo ajudar alguém. No entanto estas acçoes sao tao espaçadas, que para estar a guardar as coisas até que alguém venha recolhê-las leva a uma grande acumulaçao de tralha, ao longo do ano. Ora há uns tempos reparei que também há uns contentores espalhados pela cidade, onde se pode entregar essa roupa e sapatos, e ainda roupa de cama ou toalhas (embora nao perceba o conceito de dar roupa de cama e toalhas, a nao ser para situaçoes específicas). Como há um desses contentores perto da minha casa, passei a depositar lá as coisas.
Há uns dias atrás, estava a ver num canal qualquer de televisao um programa da BBC. Nao vi desde o início, mas basicamente havia um tipo que andava pelos países subdesenvolvidos a tentar comprar tecido típico dos locais, que depois enviava para Londres, para estudantes de moda fazerem um vestido com os tecidos que ele enviasse. Até aqui tudo bem. No entanto, na passagem por países africanos deste homem, ele deparou-se com uma realidade interessante. Por um lado, foi-lhe extremamente difícil encontrar os tais tecidos tradicionais. Por outro lado, os mercados desses países vendiam roupa tipicamente ocidental. Marks & Spencer, Adidas, Nike, tudo aquilo que nós temos acesso por aqui. E os africanos compravam ali tudo o que havia. O que parecia estranho eram os preços: uma t-shirt Calvin Klein custava 50 cêntimos de euro. Isto porque a roupa vendida nesses mercados é roupa em segunda mao, que foi doada por europeus como eu. O senhor que estava a procurar os tecidos tradicionais foi falar com alguém do governo do país. E descobriu que a indústria têxtil do país estava em declino devido a estes mercados, e que a única preocupaçao do governo seria no futuro proibir a venda de roupa interior nesses mercados - o político entrevistado achava nojento alguém usar as cuecas que já outra pessoa tinha usado.
A seguir ao programa, algo fez click na minha cabeça. Alguém anda a recolher a roupa e calçado que eu dou, de graça, e a ganhar dinheiro à custa disso. Se fosse uma ONG como por exemplo a Cruz Vermelha, que é uma das organizaçoes que deixa o saco na minha caixa do correio uma vez por ano, óptimo. Mas aquele negócio é grande demais para ser apenas resultado da Cruz Vermelha e outras ONGs venderem a roupa que recebem.
Fui ver o caixote de recolha onde costumo entregar estes itens. Tem afixada uma etiqueta. Aliás, duas. Uma diz que quem for apanhado a roubar o que estiver dentro do contentor será obrigado a pagar uma multa de 25€. A outra diz "por favor ajude" e tem um número de um telemóvel.
Ao tentar telefonar para o número indicado, a indicaçao é de que o número nao se encontra atribuído. Ou nunca existiu, ou foi desactivado. O facto de ser um telemóvel, leva a crer que alguém anda a fazer negócio com a minha boa vontade, e a boa vontade de outros. Agora nao sei o que vou fazer com a roupa e calçado que já ninguém usa cá em casa. Mas uma coisa é certa. Nao vai parar aos contentores espalhados pela cidade.
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sexta-feira, junho 03, 2005

Conversa de corredor

Um espanhol, para mim.
"Estive em Lisboa no fim de semana. Fez-me lembrar Madrid há 20 anos atrás."
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Às compras

Depois de vários dias de calor, cheguei à conclusao que precisava de roupa. Roupa fresca, arejada - ou seja, saias e tops. Nunca se têm saias ou tops a mais.
Assim, depois do trabalho, fui à Santa Catarina cá do sítio, procurar aquilo que precisava. Ora algumas das lojas de roupa que há por aqui sao muito pequenas - podem até ter vários andares, mas a área por andar é minúscula, e as cabines de prova também sao minúsculas (uns 80 cm por 40-50cm?). Passei por uma destas lojas bem pequenas, que têm a roupa à mostra logo a meio centímetro da porta de entrada,e chamou-me a atençao um conjunto qualquer, pelo que entrei. Ao entrar, veio um tipo atrás de mim. Eu nem me apercebi, apesar de a loja só vender roupa de mulher. O tipo tinha um ar estranho, uns 40 anos talvez, roupa esquisita, uma máquina fotográfica do tempo da minha avó a tiracolo. Se nao era, parecia. E nao é que vem logo falar comigo? Perguntou-me se era espanhola - big mistake - e quando eu lhe disse que era portuguesa falou do que conhecia de Portugal, até foi bem simpático. Depois contou que tinha por hábito ir nadar em Starnberg (um grande lago que fica perto e tem óptimo acesso por comboio), principalmente em dias meio chuvosos ou nublados porque tinha menos gente. Depois perguntou se eu nao estava interessada em ir com ele nadar, um dia desses, ou entao a um concerto ao ar livre que havia nessa noite. Eu podia ter cortado logo a conversa ali, mas lembrei-me da minha manita. De como ela tortura os rapazes que lhe aparecem pela frente. De todas as vezes que ela diz que se chama Ernestina ou Hermenegilda ou outra coisa qualquer, sem se rir. E aí, nao dei nenhum corte ao russo - acho que se chamava Alex. Disse que nao sabia se ia poder ir. E ele aproveitou para me pedir o número de telefone, para depois combinarmos um encontro. Eu concordei. Disse que nunca sei o meu número de telefone de cor, e que tinha que ver na agenda. Pego no telemóvel, e saco do número. Ele copiou para o telemóvel dele, deu-me também o número dele, e foi embora contentíssimo da vida. A empregada da loja ficou a olhar para mim, completamente banzada, como é que eu tinha dado o meu número a um tipo qualquer, que nao conhecia de lado nenhum, russo, com aspecto estranho. E eu desatei a rir. A empregada continuava estúpida, mas eu nao lhe disse nada. É que o número de telefone que dei ao russo era o de uma velhota de 70 anos. :)
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Hoje

Ando com umas calças tamanho 34. Nada como os números alemães para levantar o ego.
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Blog do dia

A lista de compras. Porque qualquer gaja que se preze tem sempre uma lista, em permanente actualização. É giro, vão lá ver.
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Educação sexual?

Eu não posso dizer que tive a educação sexual que devia ter tido. Nem educação sexual, propriamente dita, nem em casa nem na escola. Os meus pais pouco falavam dessas coisas, e se falassem era apenas para dizer que eu não me devia meter nisso. E isto é pôr as coisas em termos muito leves.
Para além das aulas de biologia, onde se aprendia a morfologia dos órgãos sexuais e pouco mais, a única fonte de informação era a revista maria. Dá para a acreditar? E a maria nem era uma revista que a minha mãe comprasse, eu e as minhas amigas é que a líamos à socapa sempre que arranjávamos uma!
Claro que sabia que havia preservativos. Mas não sabia muitas outras coisas. E ainda hoje é provável que não saiba, embora hoje haja uma diferença muito grande. Se tiver uma dúvida sei a quem perguntar.
Como adolescente, a informação era pouca, manifestamente insuficiente, e isto, provavelmente, porque aquilo que se esperava dos adolescentes é que não se pusessem para aí a ter sexo uns com os outros. As únicas coisas que se ouvia dos adultos era para não fazer, e não como fazer - isto no sentido de como evitar gravidezes indesejadas e DST. E isto, na minha opinião, é muito pouco razoável. É natural que os adolescentes queiram descobrir os seus corpos. Uns mais cedo, outros mais tarde, uns muito devagar, outros muito depressa. E dizer-lhes apenas que não devem fazer, ou que não façam, não é de todo a melhor maneira de os ajudar a crescer.
Não sei se entretanto as coisas em Portugal mudaram. Suponho que muito pouco, porque o principal - a mentalidade - não mudou. E a taxa de gravidezes adolescentes continua a ser das mais altas, senão a mais alta, da Europa. É por isso que estou do lado da educação sexual nas escolas. A informação é um bem precioso, em todas as áreas, e nesta, que toca directamente a vida de todos nós, também. E porque não acho que a maria seja o melhor meio de esclarecer as dúvidas dos adolescentes. E porque nem todos os pais sabem ou querem esclarecer os filhos.
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Vantagens de fazer listas

Só por ter feito uma lista daquilo que me faz falta, dei por mim a procurar algumas dessas coisas. Um companheiro do blogspot (que não conheço propriamente, embora passe pelo seu blog muitas vezes) ajudou-me a obter uma delas. O meu muitíssimo obrigada ao Jorge!
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quinta-feira, junho 02, 2005

O que me faz falta

Discos de música portuguesa. Por exemplo, Ritual Tejo, D'age, e um qualquer que tenha aquela música dos Ecos da Cave, chamada Desejo. E ainda, aquele disco ao vivo do Fernando Pereira que tem a música da Miquelina. E a Flauta Mágica, do Rao Kyao.

Livros. Todos da colecção Uma Aventura, mais os da colecção Viagens no Tempo, mais os da Alice Vieira. Para ler com o meu miúdo.

Café Delta. Faz sempre falta. Já encontrei por cá café Nicola, mas eu gosto mesmo é do Delta. Não é por acaso que é líder de mercado em Portugal.

Bacalhau. Embora consiga passar sem ele a maior parte do tempo, até porque para um bacalhau cozido com batatas e verduras há o Lisboa Bar, no Verão gosto de bacalhau com grão de bico. Já encontrei o grão de bico, falta o bacalhau.
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NON e UE

Por já se ter falado tanto por aqui no tratado da constituição europeia, aqui
fica o link para um resumo da mesma, e a versão integral.

Só por curiosidade: A Letónia aprovou hoje em 'Assembleia da República' o tratado da Constituição.

Boas leituras.
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Estranho

Como o acto de escrever um post para me fazer rir acaba por ter o efeito desejado. Afinal, posso nao ser capaz de fazer cócegas a mim própria, mas ainda assim os meus dedos conseguem, através do teclado, aquilo que nao conseguem ao roçar na minha barriga. E assim descobri uma forma de descarregar as energias negativas que se tinham acumulado. À próxima já sei. Toca a escrever barbaridades no blog.
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Cheiros

Andam por aí certas e determinadas pessoas a falar de cheiros que gostam e de que nao gostam. Pois há quem goste do cheiro da terra a seguir à chuva. Acham que fica tudo limpinho. Pois eu nao gosto nada. E ainda para mais fico com dificuldade em respirar. Deve ser da falta da poluiçao. Eu preciso do pó no ar para sobreviver. Assim um cheiro que eu gosto é do cheiro a Verao. É o cheiro do mar misturado com os cremes solares. Ainda ontem fui à Karstadt (um dos grandes armazéns cá do burgo) à procura desse cheiro.
Eu que nunca na vida gostei de perfumes, acabei por acumular milhentos frascos nos últimos tempos. Lá para o Natal lá me decidi a gastá-los, porque pensei, bem, se me oferecem tantos perfumes é porque eu devo cheirar mesmo mal. Se calhar cheiro a terra depois de chover, eu percebo que isso nao seja nada agradável. E, muito a custo, lá consegui acabar com os 427 frascos de perfume. Aquilo ao início foi difícil, que eu nao estou habituada ao álcool. Mas depois a minha pele foi-se habituando, e agora nao quer outra coisa. Agora que só já tinha um frasquito dos pequeninos, tive que ir comprar um perfume novo. É que quando uma pessoa cria habituaçao a qualquer coisa, depois nao pode passar sem ela. E eu já estava a entrar em pânico só de pensar que o meu último frasco podia acabar e eu sem mais nada em casa. Portanto, lá fui eu à perfumaria da Karstadt - ou seria Kaufhof? Confundo sempre as duas... Indo na hora do almoço aquilo sempre estava mais calmo, e podia ter a loja quase só para mim, e para as outras 4519 pessoas que tinham tido a mesma ideia brilhante. Sei que a ideia era brilhante pela quantidade de pessoas que a tiveram precisamente no mesmo dia e à mesma hora que eu. Estava eu entao na perfumaria, a experimentar alguns perfumes que nao conhecia, e entao vem uma senhora, que nao devia trabalhar lá, pois foi muito simpática e perguntou se podia ajudar. Toda a gente sabe que os alemaes, regra geral sao muito antipáticos, principalmente nas lojas, e é por isso que esta senhora nao podia trabalhar na perfumaria. Mas é pena. É pena, porque ela tinha jeito. Perguntou-me se eu andava à procura de alguma coisa em especial, e eu expliquei-lhe que queria um perfume que cheirasse a Verao. A praia, a bronzeador, essas coisas. Ela pôs-me um bocadinho de um na mao. Eu já tinha visto alguém a experimentar um perfume, parece que tem que se abanar bem, e só depois cheirar. É que os perfumes só ficam activos depois de se abanar. Passados uns 4, 5 minutos, lá inspirei o aroma. Cheirava a laranja, e eu disse isso à senhora. Ela corrigiu-me, disse que aquilo cheirava a citrinos, nao era nada a laranja. Bem, eu nao queria um perfume que cheirasse a citrinos, por isso fui-me embora. Mas passei o resto do dia a verificar o cheiro. À medida que o tempo ia passando, nao sei se foi a pele que se começou a viciar, ou o nariz talvez, mas aquilo já me cheirava a laranja misturada com pêssego. A laranja nao é bem um fruto de Verao, ensinou-me a minha mae, mas já o pêssego é toda uma outra história. O pêssego é, sem sombra de dúvida, um belo representante do Verao. Nao há pêssegos no Inverno. Só os de lata, mas esses toda a gente sabe que nao valem nada. Por isso tive que voltar à loja. Claro que a senhora que me tinha ajudado já nao estava lá, pois claro, devia estar no emprego dela. Entao tive que pedir a uma empregada mal encarada o perfume que eu queria. Ela fez a conta, quer dizer, registou o perfume, pois se eu comprei só uma coisa nao há conta a fazer, nao é verdade?, e ia-me deixar vir embora sem me dar nenhuma amostra de nada. Eu aí pensei, alto e pára o baile, quer dizer, ela até pode ser mal encarada e tal e coiso, mas eu comprei qualquer coisa, tenho que ter uma amostra seja do que for. Entao lá lhe expliquei que queria outros perfumes, para testar. Claro que na altura nao me ocorreu que uma amostra é um "muster", e também nao me lembrei que perfume se diz "duft" e entao usei o francês "parfum". Devo ter dado uns 27 pontapés na gramática, e mais uns 45 pontapés na língua alema, mas a mulher entendeu o que eu queria. E deu-me duas amostras. Snowgaze 1, antipática 0.
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Importa-se de repetir?

Mais uma para a categoria "estes alemães são loucos".
Um cidadão viu um homem ser colocado na mala do carro num parque de estacionamento de uma autoestrada, e, alarmado, alertou a polícia.
A polícia veio investigar, e encontrou na mala do carro um homem vestido com uma tanga de cabedal e uma coleira... Contra vontade do homem, obrigaram-no a viajar ao lado da mulher que o tinha posto na mala, pois viajar na mala é contra a lei... (link)
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Nee

No Jumento:

Como acreditar numa Europa onde um primeiro-ministro de um país vai pedir a compreensão do presidente da Comissão para a situação das contas públicas quando foi este o responsável por essa situação?
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quarta-feira, junho 01, 2005

Money makes the world go round
O multibanco

Ora aí está uma bela invençao. Nao precisamos de andar com montes de dinheiro na carteira, principalmente quando precisamos de comprar algo muito caro. Podemos transferir dinheiro de uma conta para a outra em qualquer caixa automática. Podemos mudar o código de segurança, verificar o saldo e os movimentos. Podemos depositar dinheiro e até cheques. Comprar bilhetes de comboio ou para concertos, carregar o telemóvel, pré-pagar tudo e mais alguma coisa, pagar todas as facturas e mais algumas. E ainda pedir um número VISA temporário com um valor à escolha. E isto em qualquer esquina de Portugal.
Na Alemanha nao é bem assim. Para levantar dinheiro, ou vou ao meu banco, ou tenho que pagar uma taxa, que pode perfeitamente ser de 3 euros. Pouca coisa. Quanto às outras operaçoes, sao mentira. Nem sequer posso imprimir um papelinho com o saldo, embora possa ver no écran o valor, desde que a máquina seja do meu banco. E agora a parte bizarra. Continuo a ter uma conta portuguesa. Com o meu multibanco português, posso levantar dinheiro em qualquer banco alemao, a custo zero. Sim, ZERO. Como a minha conta alema também é passível de ser movimentada pela internet, posso, a partir de casa, fazer aquelas coisas normais que em Portugal se fazem muitas vezes no Multibanco (mas claro que também se podem fazer na net). Como pagar as contas, e transferir dinheiro. De modo que, se for viajar, nem que seja apenas pela Alemanha, a maneira mais barata de ter dinheiro diponível é transferi-lo para a minha conta portuguesa, esperar uns 5 dias, e depois usar o cartao multibanco português. Aqui a coisa fica ainda mais bizarra. É que transferir dinheiro do meu banco alemao para o meu banco português, custa zero. E o contrário nao se verifica. Se eu quiser o dinheiro da minha conta portuguesa, o mais barato é levantá-lo numa caixa multibanco qualquer.
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A não perder

Os vários posts que têm vindo a ser publicados no briteiros, sobre a constituição europeia.
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Regresso à infância

Eu e as minhas manas somos dadas a ataques musicais quando estamos juntas. Assim de repente, sem mais nem menos, começamos a cantar a música que nos vem à cabeça. Estes ataques podem durar horas, e levam qualquer um que esteja por perto a uma de duas coisas: ou a fugir o mais rapidamente possível, ou a rir à gargalhada. Nunca houve quem nos tentasse acompanhar, possivelmente porque somos as únicas que sabem as letras não só das músicas que passam nas rádios, mas também outras como jingles de publicidade e músicas de programas de televisão. Hoje, que não tenho as manas por perto, a exdruxulina deixou uma prenda no blog dela. Quem não se lembra do D'artacão? Obrigada!
(Esta é uma das músicas que de vez em quando nos dá para cantar em coro. E claro que sabemos a letra toda de cor, passados estes anos todos. É da prática.)
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