sexta-feira, fevereiro 24, 2006

Manias?!

Eu andava caladinha que nem um rato, a ver se me escapava desta, mas a Exdruxulina apanhou-me. Reza a cadeia que tenho que enumerar 5 manias, embora haja muita gente que anda por aí a fazer batota e a contar 7, ou até mais, dessas tais manias.

Quanto às minhas manias? Eu não tenho manias. Sou mesmo boa.

1. Quando quero comprar alguma coisa verifico sempre o preço em várias lojas, e compro onde for mais barato. Isto é válido para electrodomésticos, jogos electrónicos, software, DVDs e livros. Pelo menos. Quanto a roupa, só comparo o preço dos tops de alcinhas. De resto, não se pode comparar duas peças de roupa diferentes, não é?

2. Não faço fretes. Se não gosto de alguém, não lhe vou fazer companhia, nem pelas alminhas. Se me convidam para uma festa e eu acho que vou apanhar seca, não ponho lá os pés. Claro que isto tem enormes vantagens. Quem tiver dúvidas de que gosto das pessoas com que estou, pode ter a certeza de que eu não estou a ser simpática. Divirto-me genuinamente com as pessoas com quem estou, e passo óptimos bocados com elas.

3. Uso sempre os caminhos mais curtos. Isto inclui cálculos ao passo. Por exemplo, sei exactamente qual a porta do comboio em que tenho que entrar para andar menos até à saída na estação onde descer. Isto é ainda mais notável porque depende do tamanho do comboio, que não é sempre o mesmo. Mas felizmente, vem sempre indicado nos placards das estações.

4. Não consigo usar uma sanita sem me sentar. Primeiro limpo o tampo, puxo o autoclismo, e depois cubro completamente o tampo de papel. Às vezes é um problema fazer descer todo aquele papel higiénico cano de esgoto abaixo. Adoro casas de banho com spray desinfectante, dão muito menos trabalho.

5. Sou incapaz de resistir a um brinquedo fixe. Nisto sou muito pior que o miúdo. Se vejo alguma coisa que eu gostava de ter tido em miúda, trago-a para casa, quase sempre. E depois... eu é que brinco com ela...

6. Adoro coisas novas. Projectos novos. Ideias novas. Mas raramente chego ao fim de alguma coisa. Ou melhor, tenho tendência a escolher projectos que não têm fim. Ou a fazer alguma coisa durante uns tempos e depois deixar de a fazer.

Na sequência do "passa a outro e não ao mesmo", nomeio aqui a malta do beutifull sea, o ups, o tiago, a pollie e a ana.

Regulamento: Cada bloguista participante tem de enumerar cinco manias suas, hábitos muito pessoais que o diferenciem do comum dos mortais. E, além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher cinco outros bloguistas para entrarem igualmente no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogues aviso do "recrutamento". Ademais, cada participante deve reproduzir este "regulamento" no seu blogue.
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quarta-feira, fevereiro 22, 2006

Equilíbrio

Fiz a má acção do dia: mandei os "amigos dos animais" bugiar. A 2 metros deles, fiz a boa acção do dia: ajudei um velhote que tremia que nem varas verdes, que com uma canadiana e dois sacos numa mão tentava agarrar-se ao corrimão das escadas rolantes. Se ninguém o ajudasse era bem capaz de se ter estatelado escadas abaixo.
Cheguei à conclusão que prefiro ajudar velhotes do que animais.
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Why I published those cartoons

Pelo editor do tal jornal dinamarquês onde se publicaram os cartoons polémicos. Aqui.
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às compras

Há umas semanas atrás, ao passar no supermercado para as compras de fim de semana, passou-me uma ideia maluca pela cabeça. Se calhar fui fazer compras quando estava cheia de fome (toda a gente sabe que nestas situações saímos do supermercado com mais coisas do que tencionávamos comprar), ou então tinha sido algum chá envenenado por algum colega que não aprecia tanto a minha compania como eu supunha. O que é facto, é que passei pela secção das "plantas", que na realidade é apenas um cantinho com uns 50cmx50cm que tens uns vasitos com ervas aromáticas para cozinhas e meia dúzia de flores em vasos. Se calhar foi a cor que me atraiu. Há certas cores às quais não consigo resistir. De qualquer forma, naquele instante esqueci-me das toneladas de plantas que matei na minha vida, umas à bolada, outras com uns "toques acidentais" (vulgo, pontapés), outras à sede, outras afogadas, outras que apenas votei ao esquecimento e que subsequentemente se suicidaram.
Ao pagar, a caixa achou tão extraordinário encontrar alguém que gostasse daquelas plantas, que logo me perguntou o é que eu fazia com elas para que não morressem. É que ela, pelos vistos, já tinha tentado de tudo, mas as plantinhas teimavam em mirrar. Subitamente, apercebi-me da barbaridade que acabara de cometer. É que até hoje, o único vegetal que conseguiu sobreviver nas minhas mãos (quer dizer...) foi um bambu, ou melhor, dois paus de bambu comprados no IKEA, que só não morreram porque aparentemente conseguem passar muito tempo, mesmo muito, sem água.
Entretanto já passaram umas duas ou três semanas, nem sei bem. As flores vermelhas começaram a ficar castanhas nas pontas, algumas folhas começaram a secar, e outras a ficar também castanhas. Por mais que lhes ponha água filtrada, para que o calcário não lhes bloqueie as veias e lhes provoque algum AVC, não me adianta nada. Tenho que me conformar: eu e as plantas não fomos feitas umas para as outras.
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Olhos no chão

Há uma espécie de pessoas que me faz confusão. Não sei se são tímidos, envergonhados, ou indiferentes, se preferem viver num mundo só seu onde ninguém poderá em tempo algum entrar. São pessoas de difícil acesso, que nunca esboçam um sorriso, ou dizem sequer olá. Confundem-me. Escondem-se tanto, que quando realmente são forçadas a abrir a boca, o potencial que têm para surpreender os outros é enorme. Só o facto de falarem já é uma novidade. Mas quando são realmente boas em qualquer coisa, é como se fossem uma das maravilhas do mundo. Raras e inacessíveis, calam uma audiência que absorve sofregamente todas as palavras que saem desas bocas.
Conheço algumas pessoas assim. No extremo, nem sequer conseguem olhar para os interlocutores, preferindo olhar para a parede ao lado, ou para o chão. E que nunca cumprimentam ninguém, mesmo que os cumprimentemos. Parecem ficar completamente embaraçados se encontram alguém conhecido (suponho que reconheçam as pessoas pelos sapatos que usam), encostam-se à parede mais próxima, encolhem-se, baixam ainda mais a cabeça. É como se tivessem sido apanhados nús em público. (isto se não fossem alemães, para os alemães ainda não descobri algo equivalente... talvez ir a um restaurante com os filhos e estes começarem aos berros à frente de toda a gente)
Não entendo estas pessoas. Será que têm medo do mundo? Será que têm medo que um simples "olá" os faça desintegrar? Será que são extra-terrestres a tentar passar despercebidos?
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Têm copos?


Há exactamente um ano, instalei o contador do sitemeter no blog. Através dele, descobri alguns blogs giros, pesquisas loucas que vêm aqui parar, e que há uma data de gente que visita este espacinho. Cerca de 20.000 visitas num ano, é muito. E nem sequer percebo porquê. De qualquer forma, está na altura de abrir o champanhe!
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terça-feira, fevereiro 21, 2006

Chegou a primavera

Então isto é assim*: há uma semana que parou de nevar, e as temperaturas subiram. Por outras palavras, já não estamos abaixo de zero, e o meu casaco comprido (bem... agora são dois, mas isso é outra conversa) tem ficado no armário. Os alemães andam felizes como se tivesse chegado a primavera, mas ao mesmo tempo com ar de quem não consegue gozar este tempo maravilhoso completamente, porque sabem que isto é apenas o inverno a tirar umas feriazinhas, foi ali tomar café e já vem. Sim, as ilusões são de pouca dura.
Eu não podia estar mais contente com esta pausa, já estava mais que farta da neve e do gelo, e do desporto matinal - raspar o gelo do pára-brisas do carro durante 5 minutos, ligar o carro para ir derretendo o resto, e rezar para que nenhum alemão chame a polícia porque isto, claro, como qualquer outra coisa que me facilite a vida, é proibido). Além do mais, comprei um casaco nos saldos (em Portugal) que pensei que só poderia usar lá para Abril ou Maio, e afinal, surpresa das surpresas, tenho podido usá-lo nestes dias. A vida não podia ser melhor. Quer dizer, poder podia, tudo pode sempre melhorar, mas já é um começo.
Por outro lado, as férias no ski foram canceladas, já que os doidos dos alemães (e dos austríacos, e dos suíços, e dos franceses) resolveram todos ter férias na neve ao mesmo tempo e os preços dos hotéis subiram em flecha, para níveis impensáveis nas categorias dos hotéis em questão. Eu já disse que detesto os hotéis alemães/austríacos? São estupidamente caros, muito pouco amigos dos clientes, e, basicamente, não valem o dinheiro que custam. Comparando, um hotel de 5 estrelas na Madeira custa menos que um hotel foleiro de 3 estrelas na Áustria. Ou na Alemanha, ou em Itália.
Assim sendo, parece mais barato, e ainda por cima com maiores probabilidades de me fazer feliz, umas férias ao sol, tipo lagartixa. Ou então, continuar a trabalhar, há lá coisa que eu goste mais do que levantar-me de madrugada (antes das 9 é sempre madrugada) para me sentar à frente de um écran que é só para mim? Aliás, adoro o previlégio de não ter que partilhar o computador com ninguém, como tinha que fazer nas aulas de informática, e que se tornou um trauma para a vida. Só por este pequeno prazer já tenho vontade de saltar da cama todas as manhãs.
Já estou a divagar. Eu só queria dizer que está um belo dia (nublado), o calor que se faz sentir é maravilhoso (6 graus positivos), e não há nada que eu preferisse estar a fazer que não seja aquilo que estou a fazer (a não ser, claro, estar de férias). Pensamentos positivos.

*(estas 4 palavras são dedicadas à minhoca)
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segunda-feira, fevereiro 20, 2006

Power Point

Nada como fazer uma apresentação para uma audiência que não percebe absolutamente nada do assunto. O stress de cometer um erro passa para níveis tão baixos que nunca antes o teríamos imaginado. O facto de ninguém se interessar pelo assunto, também diminui a preocupação de explicar tudo muito bem, e ao pormenor. O único senão é que tenho que fazer esta apresentação em alemão. Vão ser os 5-10 minutos mais longos da minha vida. E de certeza que vão dar direito a humilhação pública pelo professor logo a seguir. Só quero que passe depressa.
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Blog do dia

Encontrei-o por acaso, e achei a ideia engraçada. O 1001 maneiras de poupar não só nos ensina a ser um pouco mais forretas económicos, como acaba por proporcionar, pelo menos, uns sorrisos. Eu garanto que sou incapaz de seguir todas as ideias propostas neste blog. E por isso mesmo, acho-o ainda mais engraçado. Se calhar a ideia até era muito séria... mas julguem por vocês próprios!
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quinta-feira, fevereiro 16, 2006

Querida Desesperada...

Parece-me que já usaste as soluções diplomáticas. Podes ainda experimentar contar até 100, bem devagar, fazer meditação, ou soltar gases perto do rapaz depois de um almoço de feijoada. Se isso não resultar, convida o teu amigo para um café ou um chazinho, e põe-lhe laxante na bebida. É remédio santo, o tipo vai passar tanto tempo na casa de banho que não vai ter tempo para te incomodar.
Outras alternativas, a longo prazo, poderão passar por espalhar a cuscuvilhice de que ele foi apanhado na casa de banho com o teu colega gay (o que provavelmente é verdade), ou convencer outro colega mais inocente de que esta melga é o melhor colega de trabalho, tão maravilhoso, que o colega inocente tentará por todos os meios aproveitar todas as oportunidades em que possa trabalhar com o melga, deixando-te assim menos vagas para os maravilhosos grupos de trabalho com este espécimen. Na mesma linha, podes contar ao novo colega que mal pode esperar para ser promovido, que o melga é a escada de acesso ao patamar seguinte na sua carreira.
Espero que pelo menos algumas destas medidas surtam efeito. Não vale a pena mudares de trabalho por causa disto, porque melgas, chatos, oportunistas, azelhas, idiotas, etc., há em todo o lado. Mais tarde ou mais cedo vais ter que aprender a lidar com eles.
Boa sorte,

Manel
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Querido Manel...

Trabalho com uma carrada de idiotas. Palermas, chatos, burros, lentos, preguiçosos, tenho colegas com todas as virtudes e feitios. Normalmente ignoro-os, desvio-me do caminho deles, evito-os, evito fazer parte das mesmas equipas que eles, e fujo dos projectos onde estas melgas entram. Infelizmente, isto nem sempre é possível. O último cromo que me saiu anda a mexer com os meus nervos. Além de ter a mania que sabe tudo, tem a mania de que é chefe (e não é), e gosta de semear a intriga e fazer queixinhas. Enfim, sintomas de pila pequena, nada a que não esteja habituada. O que me incomoda é que tenho que enviar relatórios a este palerma, que depois mos devolve, sem os ter lido, a dizer que tenho que fazer x, y e z, que eu, evidentemente, já fiz. Aliás, se fosse apanhada em falta, por não ter desempenhado bem as minhas tarefas, eu seria a primeira a humildemente pegar o relatório, refazê-lo como deve ser, sem me revoltar ou incomodar, e aproveitando a lição para a próxima vez.
Já não tenha paciência para gajos que estão tão ansiosos por pisar os outros que acabam por fazê-lo sem motivo nenhum. Para me prevenir, quando tenho algum caso mais bicudo, falo com o nosso chefe antes de enviar seja o que for para esta cobra venenosa, para que mais tarde ele não me meta em sarilhos.
Querido Manel, que mais posso fazer?
Antecipadamente agradeço uma resposta,

Desesperada no trabalho.
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Chuva, chuva e mais chuva

Odeio chuva. A sério. Não me tanto muito se estiver em casa, porque dentro de casa não chove, mas de resto, não gosto nadinha de chuva. Quando chove fica tudo molhado, óbvio, as calças sujam-se com qualquer coisinha, fico desconfortável e corro para o aquecedor mais próximo, para secar a roupa. Não gosto de usar gabardinas, e os guarda-chuvas só impedem a cara de ficar molhada, e isto nos dias em que a chuva não está muito violenta.
Ontem choveu imenso durante a noite. Não acordei, mas enquanto dormia ouvia a chuva bater no telhado, e a neve a escorregar para baixo. É engraçado, às vezes a chuva pode ser bem sonora, ouve-se a ricochetear com força no telhado, mas o som de uma massa de neve a escorregar consegue ser ainda mais audível. Hoje de manhã, ainda mais chuva. Está tudo meio alagado, com as placas de neve compactada a impedir o escoamento, e água e mais água por cima da neve misturada com gravilha. À beira-rio, onde há uma grande extensão plana, criou-se um lago que (não) corre ao longo do Isar. Nessa zona, há neve, neve e mais neve, e por cima a água, este lago esbranquiçado com margens ainda brancas.
Eu não gosto de chuva. Mas já estava tão farta desta neve "velha" que vem e nunca mais se vai, que desta vez até gostei.
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quarta-feira, fevereiro 15, 2006

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Manias

"Por vezes tenho um qualquer nó na barriga que não me deixa ter um dia alegre e tenho de me sentar a percorrer o dia na cronologia inversa, até descobrir o que é. Quando descubro, tomo uma decisão a esse respeito e fico bem outra vez."

Eu também.
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terça-feira, fevereiro 14, 2006

S.Valentim

Hoje é dia de S. Valentim, e por isso peço ao puto que vá para a cama sem grandes fitas, porque hoje é dia de namorar. Mas o miúdo é que sabe. É que o Valentim é da turma dele, e por isso é mas é dia do meu puto e ele é que manda. (tirano, ditador, déspota, já para a cama!)
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Química

Devia haver um detector de mau cheiro nos elevadores, que ligasse automaticamente uma mangueira, que deitaria não água mas tinta vermelha para cima do atrevido conspurcador do ar comum. E devia haver purificadores de ar em todos os elevadores.
Acabo de entrar (e sair, muito rapidamente) num elevador que cheirava pior que uma bomba de mau cheiro. E não tinha ninguém dentro, portanto, alguém com os interiores podres deve ter sido o atrevido que largou este gás nauseabundo. Se o encontro, FUJO!
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segunda-feira, fevereiro 13, 2006


(roubado do random precision)

Eu acho este cartoon engraçado. E com piada. Mais piada do que aquele em que meteram o preservativo no nariz do JP2. Se calhar é porque já não me lembro do que é que deu origem ao papa do preservativo no nariz. Ou então, porque acho este cartoon muito "make peace not war". E com alguma lógica. Pena que tenha sido utilizado por certas pessoas para provocar mais uma batalha.
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Quem tem vergonha passa mal

E quem não é honesto também.

Bottom line: se não gostas da comida, é melhor assumires perante toda a gente.
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Anedota ?

Numa escola primária, a professora pede a um miúdo para ler uma palavra escrita no quadro. E ele sai-se com isto:
- Um P e um A, PA, um T e um O, TO, PA-RRE-CO!

Agora, quem percebe esta, que se acuse...
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sexta-feira, fevereiro 10, 2006

I'm a Dodge Viper!



You're all about raw power. You're tough, you're loud, and you don't take crap from anyone. Leave finesse to the other cars, the ones eating your dust.


Take the Which Sports Car Are You? quiz.

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Sushi a fugir

Descobri um sítio onde o sushi vai correndo em filinha, o pessoal senta-se numas mesas ao lado, abre uma janelinha, e vai tirando o que quer comer. Nao tem só sushi (eu até nem como, dá-me a volta ao estômago), há também sopa, carne, vegetais variados, frutos do mar, camaroezinhos, e sobremesas - o pudim é uma delícia. E nao é muito caro, para os standards de Munique claro. E ainda para mais, all you can eat, embora a mim nao me faça diferença nenhuma. É um sítio divertido para ir com os amigos, pode-se sempre lutar pelos pratinhos, e experimentar coisas que nunca vimos antes (algumas muito boas, e outras absolutamente horríveis). Faz lembrar quando comecei a ir aos restaurantes chineses, com a vantagem de uma pessoa nao se acanhar a tirar um pratinho qualquer e comer, ou nao, consoante o sabor. Mas é muito divertido, principalmente se tivermos uma boa posiça estratégica e pudermos ser os primeiros da fila e assim ter acesso antes dos outros, àquilo que gostamos mais. Eu nao deixo passar nenhum pudim amarelo!
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Fantástico

Desconfio sempre das pessoas que dizem que o que faço (ou que outros fazem) é óptimo, fantástico, magnífico. Em primeiro lugar, porque sei que ninguém é perfeito, e como tal, não se pode agradar sempre a toda a gente. Por outro lado, porque as pessoas que dizem sempre a mesma coisa, ou comentam sempre da mesma maneira aquilo que lhes é apresentado, não são aquilo que parecem. Ninguém é tão estúpido a ponto de pensar mesmo que tudo o que os outros fazem é óptimo. E se se pronunciam desta maneira, é porque não lhes interessa que saibamos a sua verdadeira opinião.
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quinta-feira, fevereiro 09, 2006

Os 4

Obrigada, ups, estava mesmo sem saber o que postar...

4 empregos que já tive na vida:

* Dei explicaçoes
* Trabalhei numa rádio local
* Trabalhei em investigaçao, em dois sítios diferentes
* e agora faço outras coisas


4 Filmes que posso ver vezes sem conta:

* Nenhum. Raramente vejo um filme mais que uma vez, até porque estaria a perder tempo que poderia passar a ver outro filme que ainda nao tenha visto, ou a fazer outra coisa irrepetível. Ainda assim, vi alguns filmes infantis duas vezes (a dobragem em português e o original), por exemplo o Shrek e o primeiro Harry Potter. E vi a Amélie duas vezes, uma com os meus amigos e outra com o meu namorado, porque na segunda vez que o vi nao havia nada de jeito, e de qualquer modo nao tinha apanhado as piadas todas da primeira vez.


4 sítios onde vivi:

* Na terrinha.
* Porto.
* Munique.
* Uma data de sítios, por períodos muito curtos. Há quem lhe chame "férias".


4 séries televisivas que não perco:

* Desperate Housewives (quer dizer, já acabou, mas quando começar a segunda série...)
* Britcom (marcha quase tudo)
* Queer Eye For The Straight Guy (os originais, achei a imitaçao da SIC deprimente. Aliás, quanto mais via aquilo mais gostava do meu gajo...)
* Morangos com Açúcar (isto conta como série?)


4 sítios onde estive de férias:

* Londres (adoro)
* Barcelona (a minha cidade preferida)
* Roma
* Veneza
* Munique, Porto, Gerês, Algarve, Alentejo (Milfontes again and again, nem que seja só por causa dos gelados ao kilo, maravilhosos, mas também outros sítios), Sardenha, Paris (odeio), Áustria, Suíça, Madeira (espetacular), e provavelmente mais uns sítios que agora nao me lembro.

Quando andava na faculdade ouvia os meus colegas que foram de Erasmus contar as suas aventuras pelo centro da Europa, e como eles passavam a vida a passear de um país para outro, para ver os amigos e conhecer novos sítios. Agora é a minha vez. Viver aqui no frio tem as suas vantagens. ;)

4 dos meus pratos preferidos:

* Bacalhau (de muitas maneiras)
* Feijao frade com atum
* Salada russa
* Bifinhos de vitela da minha mae, ou da minha mana.

4 websites que visito diariamente:

* Google;
* Gmail;
* praticamente todos os blogues que estao linkados, e mais alguns...


4 sítios onde gostava de estar agora:

* Num sítio qualquer, desde que tivesse sol, calor, mar, e um hotel de 5 estrelas que eu nao tivesse que pagar.
* Num sítio qualquer, com a família.
* Num sítio qualquer, com os amigos.
* Aqui também estou bem. Mas a precisar de férias urgentemente.

4 Bloggers que desafio a fazerem este questionário:

hmmm quer dizer... qualquer um dos que estao linkados, é difícil escolher. Por isso, é responder, pessoal! ;)
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A tochada

Vive num mundo à parte. Parece integrar-se na vida normal da sociedade, mas na verdade vive escondida. Recebe telefonemas em se limita a ouvir, e permite-se apenas responder sim ,não, ou talvez, escreve em código e protege todos os documentos com passwords. Em breve terá que encriptar todos os meios que utiliza para comunicar, porque a cada dia que passa a censura aperta ainda mais o cerco.

Os seus contactos sabem-no. Conhecem-lhe as conversas sobre o tempo, que na realidade versam sobre contratos de telefone, a chave pública com que encripta as mensagens, e que ao telefone apenas lhe podem fazer perguntas de sim ou não, sob pena de ela não lhes poder responder.
Eles estão por todo o lado, mas, que ela saiba, ainda não tem o telefone sob escuta. Mas como convive com eles diariamente, tem que manter as conversas ao mínimo, porque eles estão mesmo ali ao lado, ávidos para a tramarem.
Ela não cometeu nenhum crime, que ela saiba. Ainda assim, não pode fazer a vida de antigamente, porque os pides estão em cima dela. A moer, a moer, a ver quem parte primeiro.
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Para rir

Os alemães e o inglês... aqui.
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quarta-feira, fevereiro 08, 2006

O que faz falta

para animar a malta, é este post dos frangos para fora. Comigo resultou ;).
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Há dias assim

Estou farta de tudo. Não me apetece isto, mas também não sei o que me apetece. Quero dormir descansada, não quero ter que me levantar logo de manhã, quero-me lembrar do encontro para o almoço que marquei na semana passada e que já não faço a mínima ideia para que dia era. Quero ir para casa, deitar-me no sofá a ver televisão e adormecer, quero ver a luz do dia a partir das minhas janelas. Quero estar sozinha, sem ter ninguém nem nada à minha espera. Quero voltar a jogar no computador até ser de manhã, ser incomodada pelos passarinhos a chilrear quando amanhece e decidir que aí sim, são horas de ir para a cama. Quero que esta neve toda desapareça, quero que chegue o fim do mês e que chegue a primavera, preciso de férias da minha vida, desta vida que já não é minha.
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Trabalho

No outro dia baldei-me ao trabalho. Estava cansada, e decidi desperdiçar assim um dia de férias. Soube-me bem, muito bem. Dormi até tarde, arrumei umas coisa (no computador, ahahah), joguei uns jogos, empenhei-me em organizar o meu próximo projecto, e fui às compras. Descobri umas coisas sobre mim. Por exemplo, que adoro fazer bons negócios. E que posso parecer forreta, porque adoro gastar o mínimo possível numa coisa qualquer que vá comprar. Sou capaz de procurar os preços de alguma coisa em várias lojas (virtuais ou físicas), mesmo que isso dê um bocado de trabalho (principalmente no caso de ir às lojas tradicionais), e, às vezes, só para poupar um ou dois euros que podem nem sigificar muito no total da compra. Eu sou assim, que é que hei-de fazer. E nem sequer tenciono mudar, não há nada como a adrenalina a correr nas veias, e se esta é uma maneira de atingir esse estado, porque não?
No entanto, descobri mais uma coisa. É que não posso fazer isto muitas vezes. Ficar em casa a xonar pode ter efeitos indesejados, como gastar mais do que devia. É que não só tenho a possibilidade de ir às compras antes de as lojas encherem completamente, o que leva a que tenha mais tempo e vontade de escolher, experimentar e, claro, comprar sem ter que esperar numas bichas que nunca mais acabam, como também tenho a sempiterna internet ali à mão de semear.
Ao menos, nos dias em que trabalho, nem vontade tenho de pôr os pés numa loja.
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terça-feira, fevereiro 07, 2006

Piadinha

"É melhor que as previsões não se concretizem. Só podemos aprender com as previsões quando elas não se realizam."
Isto, vindo de um gajo que tem que planear a vida toda em função das previsões.
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segunda-feira, fevereiro 06, 2006

Fim de semana alucinante

Nao queiram ir fazer ski comigo. Eu nao sou perigosa. Nunca acertei em ninguém a grande velocidade. Já dei uns toquezinhos nos infelizes que têm o fado de me acompanhar para as estâncias, mas sempre a baixa velocidade e que nunca originaram dores a ninguém.
Há pessoas que comecam a fazer ski e que sao um desastre. Têm medo de cair, caem a toda a hora, aleijam-se de vez em quando. Uns pontos. Há lá coisa mais divertida do que ver alguém a rebolar pela neve abaixo? Eu que o diga, que semanalmente vejo o meu puto desenvolver uma técnica extraordinária, de cair, escorregar montanha abaixo sentado, e, ainda no processo de cair, pôr-se em cima dos skis e continuar como se nada se tivesse passado. Ele diz que está a fazer uma pausa. Pois... a culpa é toda minha. A minha maior queda até foi bastante divertida. Ia a descer com alguma velocidade, pois em frente tinha uma subida, que eu gostaria de ultrapassar sem ter que utilizar os bracos. Só que estava um bocado de nevoeiro, e portanto nao se via lá muito bem a estrutura da neve. Lá ia eu, a grande velocidade (para os meus standards!) a descer a montanha, comeco a subir, e, como havia uns altos aqui e ali, a abanar toda... até que a parte da frente dos skis se enfiou num desses altos, eu eu caí de frente para a neve. A minha cara nunca esteve tao fresquinha. Felizmente nao me magoei, e nao ganhei nenhum medo em particular... para além do que já tinha.
É que estas montanhas sao inclinadas. Muito inclinadas. E muitas vezes, ao lado das pistas (de uns metros de largura), há uns precipícios que metem medo a quase qualquer um. E eu nao tenho pressa nenhuma de morrer, nem vontade de partir um braco, uma perna, ou ambos os bracos ou pernas. Só ontem, na Suíca, houve 100 acidentes de ski. Todos os fins de semana há pessoas sao evacuadas de helicóptero das montanhas. Por muito divertida que possa ser uma viagem de helicóptero (e a atencao extra!) nao me parece uma boa maneira de terminar o fim de semana. É que normalmente estas coisas levam umas semanas a curar, para além de imensa gente ter partes do corpo danificadas para sempre. E eu gosto muito de desporto, em geral, para estar a dar cabo do único corpo que tenho, definitivamente.
De qualquer forma, por um motivo racional ou por um medo irracional, a verdade é que, ao contrário de algumas pessoas, eu nunca tirei os skis e subi a montanha a butes, de volta às cabines. No entanto já levei mais de meia hora a descer montanhas que outras pessoas descem em 5-10 minutos. Claro que o miúdo se diverte a inventar novas maneiras de esperar por mim. Cair de maneiras inovadoras, por exemplo.
Eu muito raramente caio. E quando caio, porque um ski se meteu debaixo de outro e eu estava distraída a olhar para a nova maneira de cair do meu filhote (e a babar-me toda...), demoro um pouco a levantar-me e a seguir caminho. Tanto que, quando finalmente me ponho de pé, já nao vejo a minha gente. E aí, sinto-me perdida. Mas onde é que eles se meteram? Por onde é o caminho? (Para baixo, directamente para baixo...)
O que eu acho mais extraordinário de tudo, é quando chego ao fim de uma pista (ou páro a meio) e olho para cima. Eu desci aquilo tudo? Aquela montanha tao inclinada? Quem é que foi o doido que me obrigou?
Sim, enquanto estava lá em cima, aquilo também parecia inclinado e assustador. Por isso é que deixei de olhar para baixo. Eu desco as montanhas metro a metro, com calma, e muita forca de pernas. É por isso que chego a segunda feira a precisar desesperadamente de um fim de semana.
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sexta-feira, fevereiro 03, 2006

Resumos

Às vezes, quando não tenho que fazer, leio os resumos dos episódios dos morangos com açúcar. Já que não posso ler as revistas de fofoquices, compenso assim.
Já não sei viver sem internet. E não gostava nada de ter que viver sem ela. Para quem emigrou antes da era dos computadores, as coisas deviam ser bem mais difíceis.
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quinta-feira, fevereiro 02, 2006

Sabes que tens o emprego errado quando...

1 - passas dia e noite no trabalho
2 - o escritório já não é a tua segunda casa
3 - quando chegas a casa é de noite e já está toda a gente a dormir
4 - às vezes não passas a noite em casa... porque adormeceste no escritório
5 - já não te lembras quem são os teus amigos
6 - só recebes emails de trabalho
7 - o teu chefe lê os teus emails todos
8 - o acesso à internet está bloqueado
9 - cortaram-te a água e tu só notaste passados 15 dias
10 - quando chegas a casa, continuas a trabalhar
11 - a tua família esqueceu-se que tu existes
12 - tens que escrever relatórios do que fazes em cada intervalo de 15 minutos
13 - tens prisão de ventre e já nem sabes o que hás-de escrever no relatório naqueles minutos em que tiveste que ir à casa de banho
14 - vais trabalhar mesmo que estejas muito doente
15 - os teus colegas fazem o mesmo, e por isso durante todo o Inverno ouve-se gente a tossir a cada 15 segundos
16 - almoças em meia hora e com papéis de trabalho a fazer-te companhia
17 - pagam-te mal, mas não te importas porque não tens tempo para gastar o pouco que ganhas
18 - a empresa é que decide quando tens férias, e mesmo que estejas de férias tens que estar disponível para trabalhar
19 - sentes-te tão controlado que nem sequer tens coragem para procurar outro emprego
20 - achas que vender gelados na praia é um emprego de sonho
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quarta-feira, fevereiro 01, 2006

Sobressalto

Fez as malas com cuidado, guardou toda a roupa e objectos necessários, e chamou o táxi. Entretanto, à última hora, decide mudar de carteira, já que aquela que costumava utilizar não combinava bem com a roupa. Gajas...
Aeroporto, check-in, avião, viagem sem sobressaltos, tudo na maior. Chega ao destino, espera-o o amor da sua vida, e vão para casa. Antes de dormir, o sobressalto.
Ao trocar de carteira, tinha-se esquecido de mudar a pílula também. Procura por todo lado, não encontra, telefona para casa, e dão-lhe a notícia esperada: a pílula está na outra carteira, a rir-se dela.
Pânico. O que fazer? À primeira vista nem parece assim nada de especial. A embalagem ia a meio, mas basta comprar outra e continuar a partir de onde estava. Tem 12 horas para o fazer, e para já mais vale dormir descansada.
No dia seguinte, levantam-se cedo, e correm até à farmácia mais próxima. Neste país não é possível comprar medicamentos sem receita médica, e o farmacêutico recusa-se a ajudar. Felizmente, do outro lado da rua há outra farmácia, onde a farmacêutica talvez esteja disposta a cooperar. A senhora é impecável. Compreende a situação complicada, e procura nos compêndios qual a pílula que corresponde à que seria a certa. Não existe nenhuma igual, com a mesma dosagem de hormonas. Bolas. Não há nada a fazer, pelo menos na farmácia.
Correm ao hospital. É uma emergência, resta apenas hora e meia para acabar a protecção. O hospital parece vazio. Um edifício enorme, branco, antigo, de tectos altos, e, surpreendentemente, quase sem cheiro a hospital. Preenchem uma ficha, são atendidos em menos de meia hora, e explicam o problema. Inexplicavelmente, o que mais surpreende a médica é que a hora regular da toma da pílula seja tão tarde. Ironicamente, foi essa a razão pela qual ainda tinham uma hora para resolver o problema. Isso, e o diferente fuso horário. Receita-lhe uma embalagem de pílulas mais forte que a normal, e aí vão eles, a correr até à farmácia mais próxima (nenhuma das duas anteriores).
Cansados, contentes, saiu-lhes um peso de cima das costas. Agora podem gozar as férias sem preocupações.
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Perigo

Gajo (ou gaja, aqui não há discriminações) que se atreva a acordar-me corre perigo de vida. Não importa se é de manhã, de tarde, ou de noite, se já dormi uma hora ou oito horas. A minha sesta é de duas horas, e quem me acordar antes disso morre. Não quero saber se é urgente, seja o que for de certeza que pode esperar mais umas horas, não há nada tão urgente assim e se houver, concerteza que não tem que ser resolvido por mim.
Acordar-me é correr um risco tão grande como acordar um urso em plena hibernação. Ou talvez maior ainda. Quando me acordam, não é a mim que me estão a acordar, é a um monstro feio, irracional, e perigoso que pode e vai atacar a qualquer instante. E depois, quando eu aparecer, vou estar mal disposta, cansada, ensonada, e totalmente inútil seja para o que fôr.
Deixem-me dormir.
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