quinta-feira, novembro 30, 2006

É Natal, tralalá

Num dia maravilhoso como este, em que ainda não chegaram as temperaturas negativas apesar de ser já quase Dezembro (viva o aquecimento global), não arranjei ninguém para almoçar comigo. Também não procurei muito, aproveitei que a malta do costume se cortou, e fui às compras, à baixa, com a intenção de trazer 3 coisas que precisava lá para casa. Uma delas, não havia. Outra, esqueci-me o que era. Felizmente trouxe uma das coisas que estava na lista - mental, vê-se bem, se tivesse escrito num papel como o meu pai me está sempre a repetir, não me tinha esquecido de nada - um creme de dia para o meu namorado, que isto de continuar a ser jeitoso não é só sê-lo, é preciso tratar de si um bocadinho. No entanto, esqueci-me de experimentar o creme, pelo menos na mão, só para lhe sentir o cheiro, pelo que não tenho a certeza se fiz bem ou mal. Como é que me havia de ter lembrado de experimentar uma coisa que não é para mim, penso eu, em jeito de desculpa, e ao mesmo tempo torturo-me com um "como é que me esqueci de experimentar o creme, se a razão pela qual o fui comprar é que o anterior - quase a acabar, felizmente - tem um aroma não muito agradável". Enfim, uma mulher não é de ferro, isto de andar às compras a 25 dias do Natal não é fácil, apesar de as lojas estarem mais vazias à hora do almoço do que mais ao fim da tarde - ao sábado é para esquecer.
Para quem queria comprar 3 coisas, não encontrou uma e se esqueceu de outra, meti-me no comboio de volta ao trabalho com sacos a mais... Pois, é que não resisti a umas coisinhas (2 prendas de Natal já cá cantam, eheheh) que encontrei, e tal, e tinha que trazer alguma coisa para comer, claro, afinal é a hora do almoço. Descobri as minhas bolas de Berlim favoritas* - de chocolate com chocolate por cima - e claro que tinha que comer uma, não sem antes confirmar que o recheio era mesmo de chocolate, que eu já fui enganada muitas vezes com recheios de baunilha ou de licor de ovo, e eu não quero cá dessas bolas da treta, eu gosto é de chocolate com chocolate. É preciso aproveitar, que normalmente só há destas bolas na altura do Carnaval, não sei como é que se lembraram de as fazer agora, mas ainda bem, por mim comia-as todo o ano. Para compensar o bolo, trouxe ainda 4 clementinas de uma das vendedoras de rua, que aidna vinham com folhas e tudo, frias como se tivessem estado no frigorífico (e não, estavam só em exposição para o freguês ver, mas na rua está um bocadinho frio). Pode não ser lá grande almoço, mas um dia não são dias, e o que interessa é que depois disto tudo, sinto-me muito bem. E ainda me vou sentir melhor quando chegar a casa e mostrar aos meus rapazes as coisas que lhes trouxe.

* na Alemanha, as minhas bolas de Berlim preferidas são as de chocolate por dentro com chocolate por cima, mas em Portugal não quero outras coisas senão as bolas de Berlim com creme de ovo/de pasteleiro e se me vêm cá com bolas de chocolate o meu estômago tem um desgosto que demora uma semana a passar
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quarta-feira, novembro 29, 2006

Feito em casa

À custa de várias tentativas, finalmente percebi que há coisas que não é suposto eu fazer. Partir de uma receita qualquer e fazer um bolo melhor do que os que se vendem no supermercado ou pastelarias é uma coisa. Adaptá-lo, à custa de tentativas e erros, e combinar com partes de outras receitas - por exemplo fazer um bolo A com a cobertura do bolo B - também é relativamente simples.
O difícil é... fazer bolachas. Depois de algumas tentativas, montes de trabalho, e resultados muito aquém do esperado, anuncio oficialmente que desisto. A partir de agora, bolachas, só as do supermercado ou de alguma delikatessen. Em casa, nunca mais.
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terça-feira, novembro 28, 2006

To do

O livro de anedotas está por acabar, e entretanto comecei o projecto conquistar o mundo, também conhecido por Civilization IV. E acabo de me lembrar que deixei o DVD a gravar um programa de televisão ontem à noite e me esqueci de o parar hoje de manhã. De modos que, quando chegar a casa, tenho aí umas 20 horas de telelixo à minha espera.
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segunda-feira, novembro 27, 2006

007

Eu não vi - nem vou ver - o novo filme do James Bond. Ainda assim, e a propósito do actor que interpreta o novo 007, ficou-me no ouvido o comentário da minha instrutora de aeróbica, dona dos abdominais mais espetaculares que já vi na minha vida, apesar dos seus cinquenta anos (que eu nunca teria adivinhado): o homem é gordo, aquilo é só banha, falta-lhe um 6-pack. E a "boca" que me fez rir mais foi esta: as mamas do tipo estão descaídas como as de uma velha...

Não fui eu que disse. E quem disse, tem abdominais como nunca vi a mais ninguém. Mas ainda assim... é forte. O Bond provavelmente não merece tanta descascadela.
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Mr. Charm

Um homem, daqueles que só aparecem nos filmes, bem vestido, com fato preto, e camisa, branca talvez, sem gravata.
Um casarão, rés do chão e primeiro andar, com uma escadaria imensa, a fazer lembrar um palácio, mas sem as alas, sem os criados, sem ninguém. Em frente à casa, uma praça com algumas árvores mas deserta de gente. No primeiro andar, uma varanda enorme. O sol a bater.
E o homem, é só charme, só falinhas mansas, voz grave, de rádio, não precisa de convencer ninguém porque só de o olhar e o ouvir por breves instantes o mundo fica convencido que ele é que é, não o maior, mas o melhor, irresistível, inebriante, viciante. Dá vontade de o agarrar e trazer connosco para casa, para a rua, para todo o lado, para os melhores lados. Não se consegue sentir-lhe o cheiro, como a qualquer homem saído de um filme, mas sabe-se, só de olhar, e apreciar, que cheira a qualquer coisa viciante, um cheiro a que não se quer nem se pode escapar.
E a mulher, vestidinho preto, saltos altos, ela sabe bem que o quer e que não se consegue libertar dele, enquanto ele a quiser ela vai fazer tudo e mais alguma coisa para estar com ele mais uns segundos. E aquela viagem, só para o ver mais uma vez, em primeira classe, conseguida com os pontos das milhas de tantas outras viagens que nem tinha querido fazer, soube-lhe a ansiedade e a lágrimas, porque sabia, apesar de fora dela, que aquele não era homem para ninguém.
Encontram-se na varanda, com vista para a praça e falam, mas não os consigo ouvir. A mulher tenta convencê-lo a ficar com ela, mas sabe bem que essa é uma batalha perdida. Faz uma cena, chora, e vai-se embora. Corre pela varanda fora, e ao chegar à escadaria, olha para trás disfarçadamente, a ver se ele veio atrás. Ele veio, meia batalha ganha. Pelo caminho, por algum estranho motivo ele mudou para uma camisa amarela, ou alaranjada, e vai apertando os botões enquanto a segue, escadas abaixo. Ao chegar ao fundo das escadas, ela vê outra mulher chegar. E sabe que está tudo perdido, e acabado, ele não vai continuar atrás dela.
Ainda assim, nunca se poderá zangar com ele a sério. Por pior que as coisas corram, ao menos este homem faz tudo com estilo, mesmo aquilo que não faz. E o charme irresistível, a voz irresistível deste homem acabará sempre por levá-la a sonhar com o passado e a aceitar qualquer migalha do futuro.

E eu, que só sonhei com isto tudo, não consigo tirar este homem - que não conheço, nunca vi, e provavelmente nem sequer existe - da minha cabeça.
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sexta-feira, novembro 24, 2006

É só rir...

Antes do fim de semana, aqui fica um exemplo das tais anedotas (retirada daqui).

Um polícia de vigília na auto-estrada vê um carro a 24 km/h. Entra no carro-patrulha, manda o infractor encostar e vê cinco senhoras de idade, pálidas e de olhos esbugalhados. Visivelmente confusa, a mulher ao volante diz:
— Mas, senhor Agente, não compreendo, eu vinha dentro da velocidade limite: vinte e quatro quilómetros à hora!
Tentando não se rir, o polícia explica que 24 não é a velocidade limite, mas sim o número da auto-estrada. Um pouco envergonhada, a mulher sorri e agradece ao polícia por fazer-lhe ver o erro.
— Antes de seguirem viagem, digam-me, por favor, se está tudo bem — diz o polícia. — As suas amigas parecem aterrorizadas e não disseram uma palavra.
— Não se preocupe, senhor Agente, ficam boas não tarda nada — assegura ela. — É que acabámos de sair da Auto-Estrada 300.
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Projecto Natal

Não sou de fazer as coisas da maneira mais fácil - pelo menos, algumas coisas. Às vezes até que posso facilitar aqui para poder passar mais tempo ali, mas no fundo, gosto das coisas bem feitas, e o "despachar" incomoda-me.
Ando a fazer as compras de Natal há uns dias. Não tenho passado tempo nenhum nas lojas, desde que se encheram de gente em Novembro que não me atrevo a pôr lá os pés, mas a internet tem sido minha aliada. Nas escolhas, nas ideias, nas compras. Amazon e ebay, e uma data de sites que me têm ajudado a preparar uma prenda muito especial. Não há nada mais fácil do que comprar as prendas de Natal, é só ir à loja e escolher qualquer coisa, ou digitar um endereço conhecido e aceitar alguma sugestão de compra venda.
Só que desta vez, apeteceu-me fazer uma coisa especial para o puto. Impagável. Um livro de anedotas. Escrevi algumas, pedi emprestadas outras, copiei uma data delas da internet e modifiquei-as porque nem tudo é próprio para a idade dele, e algumas anedotas sexistas ou discriminatórias podem facilmente ser alteradas para algo inócuo e ainda assim divertido.
O problema é que isto dá um trabalho descomunal, já ando a trabalhar no livrito há mais de uma semana e não consigo ver o fim a aproximar-se. Como o miúdo é doido por anedotas, no fim vai ser só rir. Mesmo depois de 100 páginas, ainda vai querer mais. E depois é que me vou arrepender.
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quinta-feira, novembro 23, 2006

Agrafos

Durante quatro anos tive um agrafador que se portava mal. Muitas vezes recusava-se a agrafar, quase sempre entortava os agrafos, e muito raramente fazia o seu trabalho bem feito. Tinha duas posições de agrafar: a normal, em que as pontas do agrafo ficam uma virada para a outra, e outra posição, em que as pontas dos agrafos ficam a apontar para longe uma da outra. Ainda para mais, eu nunca podia utilizar a posição normal, pois na maioria das vezes o agrafador encravava com a porcaria do agrafo lá preso, e tinha que sacar daquele objecto metálico que serve para tirar agrafos do papel, para retirar os agrafos do agrafador....
Por estes motivos, nunca gostei do agrafador. Irritava-me, fazia-me andar às voltas, e, acima de tudo, era um preguiçoso que dava sempre problemas nas alturas em que devia trabalhar. Apesar disso, nunca gostei de deitar fora coisas que funcionam - mesmo quando funcionam muito mal - e o agrafador foi ficando. Passados quatro anos de tortura, o agrafador deu o berro. De repente, deixou de agrafar. Eu juro que até tentei repará-lo, mas não consegui. Não percebi se foi alguma peça que se desencaixou - embora não tenha conseguido encaixar as peças que me pareceram poder estar soltas - ou se alguma coisa partiu. O agrafador deixou de encaixar como dantes, e deixou de agrafar. E eu finalmente não tive outra opção senão arranjar outro.
O meu novo agrafador é um bocadinho mais pequeno, mais bonito, e, acima de tudo, é eficiente. Funciona sempre à primeira. Não tenho que carregar com força para que os agrafos não fiquem presos no agrafador em vez de no papel. O novo agrafador nunca me deixa ficar mal. Ainda bem que o velho avariou. Que descanse em paz numa lixeira qualquer.
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quarta-feira, novembro 22, 2006

O meu amigo, o vídeo

Mais do que queixar-me da porcaria dos programas que dão na televisão, ou das horas tardias e impossíveis de adivinhar a que são transmitidos os programas realmente bons, tornei-me adepta do vídeo. Há uma data de anos, ia para a cama à meia noite e deixava uma cassete a gravar o que desse na TVI, na esperança que o Seinfeld acabasse antes das 3 da manhã, já que a cassete só tinha 3 horas. Depois de algumas tentativas falhadas, passei a pôr o vídeo a gravar em modo LP, que sempre me dava mais umas horitas e aumentava a probabilidade de poder ver o episódio dessa noite madrugada. O horário de transmissão era por volta da meia-noite, mas na prática, não só nunca se sabia a que horas é que ia dar o Seinfeld (e outras séries, claro, isto é só um exemplo), como nunca se podia ter a certeza de que ia dar.
Passados uns anos, chegou um programa que mais uma vez provou a utilidade e versatilidade do vídeo. A versão portuguesa do quem quer ser milionário enervava-me. O homem fazia a pergunta, e a resposta parecia nunca mais sair da boca do concorrente, que possivelmente ficava mais inteligente a cada minuto que passava. Não sei porquê, mas naquele estúdio quanto mais se engonhasse, melhor. E em casa, os telespectadores desesperavam, o programa até poderia ter o dobro da duração que ninguém saía dali respondendo a mais de 6 perguntas fáceis, ou duas difíceis. Por isto, eu gravava o programa, e depois via-o em FWD, ou seja, bem acelerado. Pergunta, resposta, pergunta, resposta, acabou. (Já agora, em comparação, o quem quer ser milionário alemão não é esta pasmaceira. Ou o concorrente sabe, e responde logo, ou não sabe, e despacha logo aquilo na mesma, nada de engonhar a ver se o apresentador lhe oferece a resposta, é sempre a aviar, como deve ser. E o prémio realmente torna as pessoas milionárias, é um milhão de euros.)
Hoje em dia, com os intervalos publicitários que nunca mais acabam, só me apetece ver DVDs. Ou então, gravar todos os programas e só ver depois, para poder passar todos os intervalos à frente. E a diferença de som quando vem a publicidade? É de irritar qualquer um... Eu lembro-me de ser miúda e pôr a televisão mais alto durante o intervalo, para ir à casa de banho ou à cozinha, pra saber quando o programa recomeçava. Hoje em dia, o som da televisão fica automaticamente mais alto durante a publicidade, mas quando o programa recomeça não dá para perceber imediatamente. Claro que na era da tecnologia, isto tinha que dar para os dois lados. Por causa deste fenómeno, há agora gravadores de DVDs que cortam os anúncios quando estamos a gravar o nosso filme ou série preferidos. Wunderbar... :)
Esta conversa toda porque há uns dias apanhei o aviator na televisão, vi metade, e deixei a outra metade a gravar, para ver no dia seguinte pois já era tardíssimo. E apesar de ter programado o aparelho para gravar durante duas horas, tramei-me. As duas partes restantes não couberam nessas duas horas, e não pude ver o fim. Bolas.
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Matinal

A modéstica não é uma das minhas qualidades, na verdade nem sequer é uma qualidade.
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Supreendente

Há coisas que me surpreendem todos os dias. Por exemplo, vir até aqui ao tasco e verificar quanta gente cá veio nos últimos dias. Quer dizer, até percebo que algumas pessoas cá venham... há por aí espalhados uma meia dúzia de posts úteis e relativamente intemporais - se bem que hoje em dia não há nada intemporal, já que tudo muda tão depressa. Na verdade, há uns dias até me deu para ler uma parte do meu arquivo (tudo não que não há tempo para essas coisas), e reconheço que de vez em quando até escrevo uns posts giros. Para mim, pelo menos, que é o que interessa, "se eu não gostar de mim, quem gostará". Se calhar é isso.
O que me surpreende ainda mais é reparar que há quem me ouça/me leia e grave na memória alguns dos meus pensamentos. A esses, um grande beijinho, eu não mereço.
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sexta-feira, novembro 17, 2006

Running nose


O nariz a correr...
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Parasitas

Há uns dias, tive uma surpresa muito desagradável (e isto é um eufemismo). O meu puto chegou a casa a tentar explicar-me que tinha um problema na cabeça. À primeira vista, eu não conseguia descortinar qual era o problema, já que não via curativos, nem sangue, nem nada que parecesse que tinha que ir a correr com ele para o hospital. Perguntei-lhe se era um galo, se alguém lhe tinha batido. E ele, que não, vai buscar o dicionário para me explicar o problema. Não teve que encontrar a palavra. Cheguei-me à beira dele, e ao olhar-lhe para o cabelo percebi o que é que se estava a passar. Ou melhor, a passear. Uns bichinhos pequenos, parecidos com mosquinhas da fruta mas mais pequenos, a passear pela cabeça do meu querido filho, e só me sai um “que nojo” bem alto, e começo logo eu própria a ficar cheinha de comichão. Piolhos. Que nojo. Eu nunca tinha visto os bichinhos ao vivo e a cores (quer dizer, eles eram pretos...), fiquei completamente enojada e meti o puto logo na banheira, juntamente com os piolhos todos, e um bom champô anti-piolhos por cima daquela cabeleira farta. Felizmente estava prevenida com o champô, que comprei quando houve um surto de piolhos lá na escola (embora dessa vez o miúdo não tenha apanhado nada), por isso nem tive que ir às compras nem nada, mal o puto chegou a casa enfiei-o logo na banheira e pronto.
Havia montes daqueles animais naquela cabecinha, como é que ninguém tinha reparado naquilo, quanto tempo será que aqueles parasitas precisaram para crescerem e se multiplicarem daquela maneira?
Apesar de tudo tive sorte em isto ter acontecido num dos dias em que eu estava em casa, assim tive tempo para dar logo cabo daquele viveiro horroroso, passar uma hora a lavar a cabeça ao puto e a penteá-lo com um daqueles pentes com um espaçamento entre os dentes bem pequenino, enquanto ia mostrando os bichos ao miúdo e dizendo “que nojo” de vez em quando, pois estava toda arrepiada e incomodada com a situação. Enquanto isso equacionava a razoabilidade de lhe cortar o cabelo bem rente, para acabar com aquela praga, mas a verdade é que com o Inverno à porta, achei melhor tentar outros métodos e só optar por essa solução radical se for mesmo necessário. Passei a tarde a lavar a roupa toda dele (e da cama dele) a 60 graus, e a verificar se ainda havia alguma coisa naquela cabeça.
Entretanto, mesmo com aquele sururu todo, o miúdo não ficou lá muito incomodado, e só lhe dava para fazer perguntas difíceis, como de onde vêm os piolhos (os que vivem nas cabeças das pessoas só sobrevivem mesmo nas cabeças humanas, sobrevivendo à base de células do couro cabeludo e cabelo) e a partir de onde é que veio o primeiro piolho, se os piolhos só vivem nas cabeças das pessoas (mas eu sei lá!!! a esta nem a wikipedia respondeu). A melhor coisa dos piolhos foi aproveitarmos para conversar, e claro que tomar conta do miúdo como se ele fosse um bebé também teve a sua piada. Afinal, já há muito tempo que ele não só não me deixa dar-lhe banho, como se recusa a mudar de roupa à minha frente. E agora que os bichos já estão todos mortos - falta saber se há ovos, mas de qualquer maneira a segunda aplicação do champô deve dar cabo de qualquer resquício que tenha sobrevivido - estou como os macacos, e passo horas de manhã, à tarde e à noite, a inspeccionar o cabelo do miúdo à cata de bicharada.
Ainda assim, se pudesse tinha trocado com alguém para acabar com aquilo por mim, meteu-me cá uma impressão. Só de ver os bichinhos, comecei logo a ficar cheia de comichão (é psicológico), aliás, só de pensar nisso começo logo a coçar-me toda. Claro que verifiquei se eu também tinha alguma coisa, mas não encontrei nada, pelo menos para já. Ainda assim, para prevenir, também ando a lavar a minha cabeça com o champô mal cheiroso que dá cabo dos piolhos e lêndeas. As coisas que uma mãe passa. Na sala do meu miúdo havia mais 5 miúdos infestados... que horror... Só espero que isto nunca mais volte a acontecer.
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quinta-feira, novembro 16, 2006

Competitividade

Enquanto o salário mínimo é agora aumentado (será?) para 400 euros por mês, os espanhóis já em 2004 pagavam, no mínimo 460. E continuam a aumentá-lo em 5,4% ao ano. Assim sendo, Portugal continua a bater Espanha aos pontos, quando se trata de competitividade. E quem se queixa (quem são eles? quem são) pode sempre aprender espanhol e ir trabalhar para o outro lado da fronteira, afinal não é assim tão longe, é virarem-se para este, e são, no máximo, uns 200-250km, sempre em frente.
(fonte)
Ninguém tem inveja dos espanhóis (já do IVA espanhol ou dos preços da gasolina em Espanha, isso é outra conversa), ninguém espera que o Sócrates um dia se torne no Zapatero, mas lá que às vezes dá vontade de bater ao Afonso Henriques, lá isso dá. Afinal de contas, sem ele, nada disto teria acontecido.
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Há coisas divertidas não há?

Por exemplo, ver pessoal a discutir por email. Desde que não me metam ao barulho, acho-lhes imensa piada. E no fim, ou acaba tudo zangado, ou acabam a pedir desculpas uns aos outros.
Nesta era tecnológica, já não é preciso uma pessoa sair de casa, ou até levantar o rabo da cadeira, para se meter em discussões. É possível que duas pessoas que se davam bem, de um dia para o outro deixem de se falar, chegando a fazer figuras ridículas quando estão na presença uma da outra, só porque uma delas se lembrou de pregar uma partidinha por email. Tipo meter a cabeça do amigo numa foto de outra coisa qualquer (aliás, uma foto completamente decente, passível de ser mostrada a miúdos e tudo), com uma legenda sugestiva.
Eu conheço pessoas assim. Estes últimos já não se falam há bem mais de um ano. Começo a duvidar que ainda se lembrem porquê. Tão amigos que eles eram... (e a foto teve montes de piada, eu juro que se fosse comigo não me tinha zangado)
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quarta-feira, novembro 15, 2006

Sonhos

Volta e meia sonho que estou outra vez a fazer o décimo segundo ano. Muitas das vezes são sonhos aflitivos, porque apesar de eu ter plena consciência de que já fiz aquilo, e bem, uma vez, durante o sonho tenho a sensação de que não percebo nada de nada , o ano já vai a meio ou quase no fim, e eu não faço ideia como recuperar a matéria dada durante um ano lectivo inteirinho e preparar-me para os testes ou os exames finais.
Esta noite foi diferente. Voltei a sonhar que estava no décimo segundo ano, mas desta vez fui mais "eu". Foi tudo muito calmo, não estava nada preocupada com os exames, os testes ou a matéria a aprender - eu bem sabia que já tinha feito aquilo uma vez e não tinha achado difícil, por isso estava calmíssima - desta vez o que eu queria era aproveitar o tempo para fazer outras coisas. E assim, lá organizei (mais uma vez) um jornal da escola, com notícias, curiosidades, e ainda um espaço para problemas de matemática daqueles engraçados que não aparecem nas aulas. E foi um sucesso. Fosse qual fosse o trauma, já o devo ter ultrapassado, pois desta vez acordei muito bem disposta.
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Sniff

Por estes dias, tenho andado à base de muito chazinho, muito paracetamol, muito xarope para a tosse, e mais uns comprimidos que nem sei o que são. As gotas para o nariz, nem sei porque é que as comprei, tinha que estar muitíssimo mal para as usar, blhéc. E por cá as farmácias oferecem sempre um pacote de lenços de papel quando lá vamos, o que dá um jeitaço quando se apanha uma constipação destas.
Com um bocado de sorte, amanhã já volto ao normal.
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sexta-feira, novembro 10, 2006

Indy

O gato dos meus vizinhos tem nome de herói de filmes de acção. Não fosse o guizo a denunciar a sua presença, e talvez ele pudesse realmente ter-se tornado num corajoso aventureiro enquanto cresceu. Este gato, no entanto, cresceu e transformou-se em algo um pouco diferente. Um actor. É que, para quem não o conhece, este gato pode tornar-se ameaçador. Afia as garras, olha-nos nos olhos, e ameaça saltar-nos à cara enquanto faz cssssssssssssss. A primeira vez que o gato me fez isto, confesso que fiquei assustada. Estava mesmo a ver o gato a atirar-se à minha cara, só porque eu queria passar no corredor e não havia maneira de não passar por ele. Raios para o gato que usurpou o território dos humanos e ainda para mais é terrorista, pensei eu. No entanto, isto é tudo uma farsa. O gato não é só um actor, é um cagarolas de primeira. Quem não conhecer o Indy, e não se intimidar com as ameaças do felino, e passar por ele, ignorando-o, está prestes a ter uma surpresa. Não, não são uns belos arranhões, que este gato não ataca ninguém. Se não houver saída possível, o cobardolas atira-se contra a porta mais próxima, tentando fugir. Medroso.
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Uma para a caixa

Se a blogosfera se ditasse pelos mesmo parâmetros que o meu blogue, eu diria que a razão para não ter lido nenhum post que valesse a pena enviar aos amigos nos últimos dias é o bom tempo. Em dias solarengos como estes, dias curtos de um outono quente em que só me dá vontade de dormir uma soneca ao sol como se fosse um gato, eu compreendo que mais ninguém esteja para aqui - os blogues - ligado. No entanto, sendo a internet uma coisa global, deve haver algum sítio do mundo, neste preciso momento, onde o tempo seja o mais propício para blogar. Mas onde?
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Acabou-se o que era doce

Acabaram-se os rebuçados de mel. Isto agora só lá vai à paulada, quer dizer, com antigripine ou coisas do género. E eu nem sei se há dessas coisas por cá...
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quinta-feira, novembro 09, 2006

Desejos

Estava-me mesmo a apetecer... rebuçados noivos! Daqueles com papel azul e branco, que já não há há muitos anos. De vez em quando dão-me destes ataques.
E já que não posso comer uns rebuçados noivos... uma cavaca já marchava. Mas por aqui também não há disso. E ia ficar a pensar nos rebuçados na mesma.
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Chá e Mel

Não estou doente, mas a garganta anda-me a incomodar. Não é que me doa, mas incomoda-me permanentemente, e nem os rebuçados de mel (nham nham) ajudam. Além disto, comecei a tossir que me farto, mas só de vez em quando. Se eu não fosse eu, diria que estou a fingir estar doente.
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quarta-feira, novembro 08, 2006

O Natal é lindo

Lá-lá-lá-lá...
Falta pouco mais de um mês e eu já não penso noutra coisa. Não é por causa do consumismo das prendas, nem é por causa da comida (bem...), é por causa das festas e do espírito. E o espírito deste ano disse-me que tenho que comprar as prendas antes do fim deste mês (antes que fique frio a sério e as lojas estejam tão cheias que já não se consiga lá entrar - não que elas estejam vazias por agora, que no fim de semana passado estavam todas tão lotadas que perdi logo a vontade de fazer compras) e usar o resto do tempo para preparar as brincadeiras de Natal. Pois, que o puto é exigente e tem que ser entretido com mais do que umas simples prendas que se podem encontrar numa qualquer loja. Não isso não serve. Portanto para além do vídeo do Natal do ano passado - a parte que revela quem é a mãe Natal não pode ser vista pelo miúdo por razões óbvias - ainda é preciso organizar algumas brincadeiras para o entreter, como a "busca das prendas". E ainda tenho que convencê-lo a aprender uma canção ou a fazer um teatrinho connosco, coisas que podem ser reutilizadas de umas festas para outras.
Apesar de já ter começado o processo de convencer o miúdo a fazer alguma coisa - afinal está a crescer e não podemos ser nós a fazer tudo por ele, começa a ser hora de o miúdo nos entreter a nós - está difícil. Ele gosta de resistir, e eu acho que ele faz disso um desporto. Ontem afirmava categoricamente que não gosta de cantar. E eu insistia que era uma boa ideia, e ele insistia que era uma seca. Se eu não soubesse que o puto dá autênticos espetáculos na banheira, festivais da canção em que ele faz de conta que é todos os participantes, se eu nunca o tivesse visto e ouvido a tentar acompanhar (cantando) músicas que nunca antes tinha ouvido, eu até acreditava nele.
E depois, veio-me com a desculpa de que não consegue decorar um teatrinho. Ele, que no ano passado não só sabia as falas dele no teatrinho que fizeram na escola, sabia também de cor todas as outras falas dos outros meninos.
O miúdo não é bem um mentiroso. É mas é um preguiçoso.
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Amarelo

Não escrevo post-its, mando-me mails. Mesmo que não tenha tempo para ler os mails que me mando, sei que mais tarde ou mais cedo eles lá estarão, pacientemente, à minha espera. Nessa altura vou fazer aquilo que não queria esquecer. Pode ser comprar qualquer coisa na net. Pode ser descarregar um ficheiro. Pode ser fazer um convite ou um postal. O post-it, posso perdê-lo na carteira. O email, não.

E por falar em post-its na carteira, coisa que costumo utilizar apenas para listas de compras (que depois me esqueço de consultar no supermercado), ontem utilizei pela primeira vez o google mobile. É muito giro, muito giro, e a ideia de ir ao supermercado e procurar uma receita na net enquanto se compram os ingredientes até pode ter a sua piada. Mas uma coisa é utilizar a net a partir de casa a um preço acessível, outra coisa é usar a net a preços ridículos para coisas que não são verdadeiramente necessárias. Ainda não é desta que deixo de fazer listas de compras.
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terça-feira, novembro 07, 2006

Génio

Às vezes o puto surpreende-me. E desta vez, fiquei sem perceber se ele é um génio, se vai para político, ou se apenas herdou o gene optimista inveterado da mãe. Face a um acontecimento menos bom, que ele procurou resolver (à sua maneira), informou-me "Mãe, tenho resultados negativos, e ideias positivas". Por outras palavras, não conseguiu o que queria, mas pensou em alternativas para o conseguir. E eu a ouvir aquilo e a babar-me e a pensar ao mesmo tempo, mas onde é que ele aprendeu isto...
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Dúvida

Há alturas em que não sei bem o que me está a acontecer. Por um lado, sei o que aconteceu, mas por outro, não sei o que isso significa. E se, na maioria das vezes, deixo andar a ver no que dá, sem me preocupar muito, desta vez ando com uma coisa a fazer-me macaquinhos no sótão. Não sei se uma certa pessoa me anda a beneficiar ou a prejudicar. E duvido que esteja a ser neutra. E se abro a boca, estou lixada.
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Apagão? Que apagão?

Não vi nada...
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sábado, novembro 04, 2006

Borat

Ontem fui ver este filme. Podia contar a história, mas não o vou fazer. Resumidamente, passei hora e meia a rir-me como há muitos anos não me ria a ver um filme. Ri-me até as lágrimas me virem aos olhos, e continuei a rir quando já me doía a cara. Eu, e a sala toda. Vão ver o filme do Borat. É cómico, e a maior parte das vezes, de forma que normalmente não se vê em filmes. Imperdível.
Já agora, se há por aí alguém que conheça algum filme mais engraçado que este, que avise. Eu não me consigo lembrar de nenhum.
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sexta-feira, novembro 03, 2006

Líquidos

Já não bastava a paranóia dos vôos de e para os EUA, agora mesmo nos vôos europeus as restrições são cada vez maiores e, na minha opinião, exageradas. Até pode ser que a razão para não se poderem transportar líquidos na cabine sejam a possibilidade de serem líquidos explosivos. Mas também pode ser que esta seja apenas uma maneira de os restaurantes dentro da área de segurança do aeroporto facturarem mais, porque não são 100ml de água que vão matar a sede a ninguém.
Uma coisa é certa. Eu antigamente gostava muito de andar de avião. Quando passei a viajar frequentemente, ainda gostava. E com o passar dos anos, o serviço a piorar, o preço a aumentar, os tempos de espera cada vez mais longos, as restrições da bagagem (peso e conteúdo) de mão ou de porão, a falta de empregados para fazer um check-in rápido e eficiente, a eternidade que se tem que esperar até que a mala de porão apareça no destino (e só uma vez nestas viagens todas é que não apareceu), a quantidade de malas estragadas pelo transporte (uma data delas) e consequente perda de tempo e dinheiro, somando ainda os atrasos constantes dos aviões (é raríssimo que um avião saia ou chegue a horas, pelo menos nos meus vôos), têm vindo a, gradualmente, aniquilar o meu prazer de viajar em vôos comerciais.
Os aviões são fixes, a comida de avião não presta (e eu antes até gostava da comida de avião, no tempo em que ninguém imaginava fazer uma viagem de avião e não receber uma refeição durante o vôo), o serviço é uma porcaria, os transbordos são mais que muitos, o estacionamento nos aeroportos é caríssimo e os transportes públicos que nos podem lá levar demoram imenso tempo.
Eu nasci foi para andar de jacto privado.
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Preguiçosos...

Esta semana os miúdos têm férias escolares. Durante uma semana inteirinha, estão livres de livros, de aulas e de professores. Não sabia, até agora, o que é que os pais faziam com os miúdos nestas semanas de férias intercalares. Até hoje, pensava que aproveitavam para irem de férias, para a neve ou para o mar - normalmente uma ilha povoada de turistas e de onde os nativos há muito que fugiram. Como nestas semanas a quantidade de automóveis em circulação diminui drasticamente, teria lógica que muita gente simplesmente desaparecesse da cidade. Afinal, não é (só) isso. Nas semanas de férias intercalares os alemães vingam-se de terem as lojas fechadas aos domingos, todos os santos domingos do ano. Nas férias intercalares, os alemães andam todos às compras com as respectivas proles, e os centros comerciais estão a abarrotar. As lojas de roupa para putos estão tão desarrumadas e cheias de gente que só dá vontade de fugir. É caso para perguntar, mas esta gente não trabalha?
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quarta-feira, novembro 01, 2006

Mais um add-on

O cooliris, que permite prever os links de uma página, também é fantástico. Por exemplo, quando se está a navegar um blogue e se quer ler os comentários, sem ter que abrir a página dos comentários.
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Batatas

As coisas que se aprendem a ver televisão alemã...
Se é mais ou menos conhecido que os fabricantes de automóveis fazem estudos e protótipos que têm por objectivo dar um som agradável ao fechar de uma porta do automóvel, por mais irrelevante que isso possa parecer à primeira vista, ou até que, pelo menos em tempos, os fabricantes de telefones levavam em conta que as pessoas não gostavam de certos toques (pelo menos no tempo dos telefones analógicos era assim), ainda assim nunca tinha pensado que o mesmo efeito pudesse ocorrer com as batatas fritas. Pelos vistos, os consumidores alemães (pelo menos) associam o barulho que o pacote faz quando se abre com a frescura e qualidade das batatas fritas, e até com o sabor. Por isso, os produtores/fabricantes investem pipas de massa para obter o som perfeito que iluda os compradores e os leve a crer que aquelas batatas são as melhores de todas.
Das batatas que se podem comprar por cá, as minhas preferidas são as lays light sem sabor, provavelmente iguais às que se podem comprar em Portugal. Será por causa do barulho que o pacote faz quando o abro? E, se sim, porque é que eu não gosto das lays light com sabor a paprika (pimento)? Devem ter o mesmo barulho, não?
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Chegou o inverno

Não é que tenha mesmo chegado ainda, mas está anunciada a sua chegada para sexta. Ora eu ainda ontem andava por aí de manga curta (sim, na rua, que dentro de casa é sempre verão) e não conseguia acreditar nestas notícias. No entanto, hoje a temperatura baixou drasticamente (mas ainda não chegámos aos graus negativos), o sol foi-se (por pouco tempo, espero), e já não me custa tanto a acreditar que, com mais uma destas descidas abruptas de temperaturas a neve chegue mesmo na sexta. Não faz mal, já estamos em Novembro, e eu já só penso nas compras de Natal, nas festas de Natal (que começam logo no início de Dezembro), nos mercados de Natal... you get the picture...

[Adenda:] Estão nove graus à sombra, e o sol apareceu! Se calhar aquilo da neve na sexta é mesmo uma grande treta...
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Fantástico!

Estou-me a repetir, mas há notícias que têm que ser partilhadas com o mundo. Os dicionários do firefox são fantásticos! Agora já posso ter devidos acentos nas palavras, pois o dicionário detecta automaticamente os erros e propõe correcções, tal como estamos habituados com outros programas, por exemplo o MSword. Assim sendo, mesmo a partir de PCs que não têm os acentos todos (como este com um teclado alemão que estou a usar agora) já não há desculpas para não escrever as palavras correctamente.
Como dizia o senhor do anúncio: estou maravilhada. :)
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