quinta-feira, setembro 30, 2004

Muçulmanos na Holanda

Link, no Diário Ateísta. vale a pena ler.
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quarta-feira, setembro 29, 2004

Céu limpo


Era disto que eu estava a precisar...
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Grande neura

Estou com a mosca. Acho que é por não ter mais de 5 miutos de sol por dia há 10 dias. Hoje odeio este sítio. Não posso com a minha colega de trabalho, irrita-me ouvi-la praguejar por tudo e por nada, irrita-me ouvi-la dizer merda 20 vezes por dia (pelo menos). Irrita-me o toque do telemóvel dela, e irrita-me ouvi-la ao telefone a toda a hora. Irrita-me o ela estar sempre à espera que eu lhe resolva os problemas, sem que sequer peça que a ajude.
Irrita-me o trabalho particularmente difícil e demorado que tenho estado a fazer, que me parece tão inútil e desprovido de interesse. E, acima de tudo, irrita-me pensar que isto pode não melhorar nos próximos dias.

Preciso de sair daqui.
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domingo, setembro 26, 2004

Spyware

E por falar em spyware, é impressionante a quantidade de coisas cada vez que corro o spybot ou o ad-aware. Ainda nem passaram 24 horas desde que formatei o disco, ontem corri ambos mais que uma vez, e agora, acabo de correr o ad-aware outra vez, e encontrei mais 4 "objectos críticos". É demais!!!
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O mundo maravilhoso da Internet

Pois... como se não bastasse ter passado horas e horas do fim de semana passado a instalar a placa gráfica, RAM e software, este fim de semana tem sido passado a "limpar" o computador e instalar tudo de novo.
Há uns dois dias instalei mais um software para detectar problemas, como certos vírus ou programas malware. Ele logo detectou pelo menos uns três dialers, que, suponho eu, são programas que se instalam no nosso computador com o objectivo de se (nos) ligarem a um outro provedor de internet que não o que utilizamos habitualmente. Bem, eu não posso ter a certeza absoluta do que aconteceu, apenas sei que no dia seguinte apercebi-me que o ícone da ligação à internet tinha desaparecido. Muito estranho. Só me apercebi disso porque tenho o hábito de me desligar na net quando não a estou a utilizar, apesar de ter uma ligação DLS com flat rate...
Por outro lado, a causa do problema pode ter sido uns mails que recebi do hotmail que tinham um aspecto muito esquisito... mas como não fiz download de nenhum ficheiro, não deve ter sido isso.
Bem, o que se estava a passar é que quando eu me tentava ligar à net, apareciam as caixas de diálogo do costume, tudo normal, menos o ícone no quick launch... Mas, ao verificar no sistema operativo qual a ligação que estava activa, não era nenhuma das que eu tinha.... Não consegui modificar nada, pelo que recorri à solução mais drástica: formatar o disco e instalar tudo de novo.
Cometi um erro grave... Em vez de instalar o anti-vírus logo a seguir ao windows, instalei primeiro a net... E claro, testei se estava a funcionar. Resultado, assim que o anti-vírus correu os updates, já havia uns 3 vírus no PC. Incrível. De seguida instalei mais dois softwares de pesquisa de adware, malware e outras coisas, e encontrei logo uns 20 problemas. Incrível.
Agora ainda tenho um problema por resolver. Não consigo definir manualmente a ligação à internet, pelo que tenho que usar a porcaria do software do meu provedor (que é horrível, tem poucas funcionalidades e me liga automaticamente à página deles, sem que seja possível alterar a página inicial).
Nem sei se hei-de de instalar tudo de novo (ainda me falta instalar a maior parte dos programas que costumo usar) ou correr o risco de perder tempo agora e mais tarde ter que instalar tudo de novo na mesma...
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sábado, setembro 25, 2004

Estamos todos ricos...

Recebi isto hoje no mail, e não resisti a pôr aqui... :-)


A Opinião de Nicolau Santos
No meu bairro está tudo rico!

Desde quinta-feira vai uma enorme euforia no meu bairro. Foi logo a seguir ao ministro das Finanças ter dito a Judite de Sousa, na RTP-1, que são os 30% mais ricos deste país que investem em PPR, PPR-E, PPA e CPH. É que, a ser assim, 90% desses 30% vivem no meu bairro. E o certo é que o foguetório não tem parado, já se organizaram várias festas de ricos e já houve muita gente do meu bairro que não trabalhou sexta e sábado (os ricos, como se sabe, têm a mania de não trabalhar aos sábados). O sr. Joaquim da mercearia convenceu a mãe, há dez anos, a fazer um PPR, tendo em conta que a Segurança Social pública não anda lá muito católica e seria bom prevenir o futuro da senhora. Desde quinta, o sr. Joaquim fechou a mercearia e só espera pela herança que a mãe, que não anda bem de saúde, lhe vai deixar. E ele que não sabia que era filho de uma das pessoas mais ricas de Portugal!
O sr. João da padaria convenceu-se, há três anos, que era bom fazer um PPR-E, porque o filho ia bem no liceu e depois quereria certamente não só concluir um curso universitário, como também tirar talvez um MBA. Nessa altura, o PPR-E daria jeito. Agora está com um problema em casa. O miúdo ouviu o Bagão Félix, dizer que o pai está entre os 30% mais ricos de Portugal e agora já não quer estudar. Diz que não precisa. Chatices de ricos...
A sra. Ana, ajudante na farmácia, resolveu começar a colocar uns trocos numa Conta Poupança Habitação, visando a compra de uma casinha quando chegar aos 30, ela que têm agora 24. Desde quinta que não aparece no emprego e mandou dizer que não consta que os ricos trabalhem. Acha estranho que a conta bancária continue próxima do zero no final do mês. Mas se o dr. Bagão disse que ela é rica, é porque é verdade.
Quanto ao José, empregado de uma agência imobiliária, que passa o dia a mostrar casas a clientes, resolveu há uns anitos arriscar uns dinheiros num Plano Poupança Acções. Ouviu o dr. Catroga dizer que era uma forma de reanimar o mercado de capitais, que daria uma boa rentabilidade os investidores. Agora que soube que está rico, já escreveu ao dr. Catroga a agradecer a indicação.
E assim a festança não pára no meu bairro. Mas ando preocupado. Soube que o eng. Belmiro se estava a preparar para fazer um PPR e poupar no seu IRS e agora já não o vai poder fazer. O eng. Jardim Gonçalves, que tem muitos filhos e netos, ia apostar nos PPR-E. Também já não vai a tempo. O dr. Artur Santos Silva, que é muito forreta, estava a pensar fazer um CPH no banco de que é presidente - só para poupar 127 euros no IRS! Não pode, porque o dr. Bagão lhe topou os intentos. E finalmente o eng. Mira Amaral ia colocar a sua choruda reforma em PPA. Vai ter de gastá-la noutro sítio.
E eis como finalmente temos um ministro que acaba com os ricos para dar aos
pobres. Bem haja, dr. Bagão! E assim já não precisa de investir no combate à fraude e à evasão fiscal, nem investigar a sério o rendimento das profissões liberais, nem combater 50% das empresas que declaram prejuízos, nem estabelecer uma colecta mínima para restaurantes, mercearias e outros pequenos negócios para os quais, como é óbvio, não há qualquer possibilidade de controlo fiscal. Carregue nesses 30% de ricos que investem em PPR, PPR-E, PPA, CPH - e vai ver como resolve o défice e a justiça fiscal desce sobre este país! Força! Que não lhe doam as mãos!
20 Setembro 2004
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sexta-feira, setembro 24, 2004

Política :-)

Descobri que, politicamente falando, me encontro mais perto de Gandhi, Nelson Mandela e Dalai Lama, do que de políticos como Schröder (bem, este eu percebo porquê) ou Tony Blair (também percebo)... Tenho de investigar onde é que se situam os actuais líderes políticos portugueses, e talvez encontre algumas respostas a certas perguntas...

Veja qual a sua posição no quadro político em politicalcompass.

É interessante verificar que Tony Blair, G. Bush e Schröder se encontram no mesmo quadrante político. E cá para mim, Schröder só não se aproxima mais de Bush e Blair porque não pode, dadas as circunstâncias do seu país, como a forte contestação sindical e a tradição social.
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quarta-feira, setembro 22, 2004

Blogs

Finalmente consegui roubar tempo para vir até aqui! Melhor ainda, consegui ler todas as mensagens e no fim ter tempo para inserir a minha primeira mensagem num blog!
Eu nem sequer sou fã de blogs... nunca tinha lido nenhum e até me recuso a comprar (e ler) os livros com compilações de blogs de sucesso.
Mas admito que isto talvez possa mudar a minha vida.
Para estreia não me quero alongar muito, até porque posso correr o risco de escrever algo longo demais e que seja uma verdadeira seca.
Prometo que volto e que farei todos os comentários possíveis.
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Flops

O homem que chegou à presidência da República sem ser eleito, pode ter vindo da câmara de Lisboa também sem ter sido eleito (link).

Cada vez estamos mais parecidos com os Estados Unidos...
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terça-feira, setembro 21, 2004

A Fuga

Encontrei um post interessante no bloguítica, sobre a fuga do governo... Após a fuga de Durão Barroso para a Comisão Europeia, será que o resto do novo governo se prepara para fugir também? Será que há assim tantos tachos?
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Fundamentalismos

Notícia(s) do dia: na Catalunha, a pílula do dia seguinte é distribuída gratuitamente, com o objectivo de diminuir o número de gravidezes indesejadas em adolescentes entre os 14-18 anos (link); nos EUA há médicos e farmácias que recusam o acesso a meios contraceptivos (pílula anticoncepcional) por o considerarem uma forma de aborto (link).

É engraçado como o país supostamente mais avançado do mundo às vezes se encontra tão perto dos países mais atrasados do mundo...
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Sims 2

Muito fácil. Imprimi a lista de placas gráficas recomendadas para o jogo, e fui à loja. Escolhi a mais barata das que tinha mais memória (256MB), e aproveitei para comprar mais uma placa de RAM (512MB), a ver se resolvia alguns dos problemas do PC. O resultado final é óptimo, por 1/3 do preço de um PC novo (dos mais baratos, e sem monitor), fiquei com um PC que, não sendo novo, aguenta concerteza mais um ano, ou um ano e meio. O jogo corre muito bem, e devido ao aumento da RAM, consigo até trocar entre o jogo e outros programas.
A instalação da placa gráfica foi muito fácil (encaixar no único sítio possível, aparafusar, e depois instalar a partir do CD), e a da RAM, mais fácil ainda (só é preciso encaixar no sítio).

Neste momento pergunto-me quão difícil seria montar um PC desde o início, começando pela motherboard, processador e disco...
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sexta-feira, setembro 17, 2004

Absentismo

Li agora mesmo isto no Público: a taxa de absentismo em Portugal é das mais baixas da Europa (8,4%).
Sabendo dos constantes ataques na ecoados na imprensa às chamadas "baixas fraudulentas" (que concerteza existem, não estou a negar isso), parece-me surpreendente que a taxa de absentismo seja então tão baixa. Afinal as baixas não podem justificar a tal "falta de produtividade" de que os trabalhadores portugueses são constantemente acusados. Será que na Finlândia, que tem uma taxa de absentismo de 24% as baixas fraudulentas são muito superiores às que se verificam em Portugal? E na Alemanha, onde a mesma taxa é de 18,3%, ou a Holanda (20,3%)? Mas esses países supostamente têm uma produtividade superior à de Portugal. Como explicar isto?

Será que estas baixas estão relacionadas com o clima/horas de sol que cada país tem? Portugal, Espanha, Itália e Grécia têm as taxas mais baixas, e os países nórdicos taxas de absentismo mais altas. Por outro lado a Irlanda também pertence ao clube dos países onde há menos baixas, pelo que pode não ter nada a ver com isso.

Outra conclusão deste estudo que me pareceu bastante interessante foi que os homens ficam mais dias em casa do que as mulheres na Europa dos 15 (15,5 por cento contra 13,3 por cento), sobretudo na Grécia (8,9 por cento contra 3,5 por cento), Áustria (20,4 por cento contra 12,1 por cento) e Luxemburgo (21,4 por cento contra 11,1por cento). O mais surpreendente é o diferencial entre homens e mulheres nestes 3 países. Dá que pensar...
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quinta-feira, setembro 16, 2004

be brave


Do everything you fear
In this there's power
Fear's not to be afraid of.

james

Aliás, neste momento estou mais com o espírito virado para a versão cantada ao vivo:

Do everything you fear
In this there's power
Power's not to be afraid of.

Há alturas em que acho que era capaz de fazer tudo. Agora mesmo é uma delas.
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Marketing

Muito estranho... É suposto que o jogo Sims 2 saia na próxima semana. Há uns dias, encomendei-o na amazon, pensando que chegaria depois da data de lançamento, mas na verdade o jogo chegou ontem. Claro que fiquei contente, mas não percebo bem porquê. Será que a amazon tem previlégios que outras lojas não têm (incluindo a loja oficial da marca EAgames a que pertence o jogo)?

Por outro lado há outra coisa que não percebo. Porque é que quando se compra um jogo para o computador, na parte de trás do jogo vêm os requisitos mínimos para jogar? Os requisitos mínimos apenas servem para enganar, porque ok, o jogo corre, mas na verdade não há pachorra para jogar àquela velocidade! Muito mais que os requisitos mínimos, deviam indicar quais os requisitos recomendados, e eventualmente quais as coisas mais importantes desses requisitos. Pois se o meu processador é 3 vezes mais rápido que o mínimo, isso pelos vistos não chega para que o jogo corra a uma velocidade que não seja irritante. Será que o mais importante é aumentar a capacidade da placa gráfica ou aumentar a RAM (que no meu computador correspondem ao mínimo indicado)?
Os jogos de computador andam a milhas de distância dos computadores em si (o meu PC tem um ano e meio!!! Como pode já estar tão desactualizado?!). Cada vez gosto mais da Playstation.

Resumindo e concluindo, não sei o que é preciso fazer para efectivamente poder jogar (sim, que enquanto a imagem andar a passo de tartaruga, não me parece que vá perder tempo com o jogo). Prevejo horas de investigação para ficar a saber tudo sobre placas gráficas, que é o meu primeiro palpite. Como ultimamente tive que investigar tantas peças do computador, aprender a montar e a configurar tanta coisa, parece-me que dentro em breve serei especialista em PCs :-). Do mal o menos...
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quarta-feira, setembro 15, 2004

O utilizador-pagador

Por Pedro Vitória, retirado dos comentários do blog Barnabé.

Princípio utilizador-pagador ou a lei do mais forte
Se percebermos bem o que este princípio quer dizer, compreendemos que apesar de pretender introduzir um princípio equitativo, esconde o projecto de instalar a desregulamentação selvagem.
Está nele subjacente a ideia de quem tem poder e dinheiro usufrui, quem tem fragilidades económicas, deixa de poder usufruir os direitos que também ajudou a estabelecer na sociedade.
Vou falar do aspecto mais discutível. O pagamento de portagens nas auto-estradas sem alternativas fiáveis para os cidadãos. As chamadas SCUT’S e posso também incluir a CREL, onde já se paga portagens.
Primeiro ponto: As empresas que construíram as auto-estradas de que se falam foram pesadamente financiadas por capitais públicos, vindos ou directamente do dinheiro dos contribuintes ou das contribuições da União Europeia que também derivam dos contribuintes europeus.
Digo isto porque ainda poderia admitir este princípio se se tratassem de projectos de capitais unicamente privados, o que não é definitivamente o caso. Utilizaram em grande medida de fundos do erário público e comunitário. Esta realidade implica obrigações sociais do estado na defesa dos seus cidadãos.
Pode-se esclarecer desde logo que, quando falamos contribuintes podemos quase excluir por completo os empresários, os profissionais liberais e os comerciantes. Veja-se a percentagem das suas contribuições do bolo das receitas orçamentais.A evasão fiscal, uma por fraude outra legitimada por uma legislação permeabilizada pelo legislador, é inegável e de dimensões assustadoras.Por exemplo, mais de 50% das empresas não pagou IRC o ano passado; as profissões liberais - médicos do privado, advogados e outros ainda pagam em média anual quantias irrisórias. Mas, pasme-se, são estes estratos da população que mais usufruem das auto-estradas…
Então, passa-se que os contribuintes que mais investem num projecto público, visto alimentarem o orçamento geral do estado, virão, e têm já nalguns casos, a ter dificuldades em usufruir desse projecto.
Serão antes os que menos contribuem que mais capacidades financeiras terão para o utilizar, talvez também por isso mesmo, por terem menos encargos com os impostos e terem mais possibilidades em acumular capital.
Segundo ponto: a ideia de haver investimento público é a de que, dentro de uma solidariedade nacional, assente na elaboração razoável das prioridades e interesses da generalidade da população, de acordo com a apreciação dos representantes eleitos, se realizem projectos que os privados não fazem por sua própria iniciativa - ou porque não são lucrativos ou por não terem capacidade financeira para tanto e terem de ser realizados com fundos estatais.
Assim, o estado realiza obras que são do interesse nacional retirando verbas do orçamento geral. Estas obras têm de beneficiar todos e não apenas os que têm uma maior capacidade financeira para tal, que repito resulta também, em parte, de não fazerem os descontos fiscais devidos. Perceba-se a injustiça da situação.
Se este princípio iníquo se começar a aplicar como é que as zonas mais pobres e desfavorecidas poderão ter equipamentos sociais? Estes utilizadores nunca conseguirão justificar o investimento necessário. E como se propaga esta ideia, todos começarão a dizer: quem quer serviços tem de pagar!
A solidariedade nacional desaparece. As regiões mais ricas e populosas, com mais votos também, se viverem sob este princípio utilizador-pagador deixarão de aceitar contribuir para as regiões mais desfavorecidas. Estas consequências serão inevitáveis. Mais cedo ou mais tarde, se for este o princípio que utilizemos nas relações sociais e económicas. Mas é isto mesmo que os instigadores pretendem, dividir para conquistar. Se se puserem todos uns contra os outros, poderão prevalecer. Essa é lógica selvagem do mais forte.É claro que uma via rápida para o interior é essencial mesmo que os utilizadores não a paguem por si mesmos, os cidadãos de outras áreas geográficas devem de ser solidários para com eles e através do orçamento geral viabilizar essas obras.
Mas também é verdade que, sendo o trânsito para Lisboa um caos reconhecido, causando sofrimento a centenas de milhares de pessoas diariamente, se exige solidariedade de todos os contribuintes para que uma via que circunde Lisboa exteriormente, CREL, seja o mais utilizada possível, precisamente quando não há alternativas.
O princípio utilizador-pagador é completamente iníquo e não equitativo como aparenta. Quem pode pagar pode utilizar os meios, por exemplo, as auto-estradas, que foram realizados, em grande parte, com verbas do orçamento geral do estado, que resulta, na quase totalidade, das contribuições dos trabalhadores por conta de outrem, que vão ser na sua maioria excluídos, pois, são os que tem o poder de compra mais baixo. Aliás, a própria ideia de estado e orçamento geral só é viável com um forte sentimento de unidade e solidariedade nacional.
Terceiro ponto: este princípio injusto é o maior ataque que se pode lançar à ideia de estado como regulador da economia, promotor do equilíbrio social. É o primeiro passo para a generalização da iniquidade a todas as outras áreas.
O direito à mobilidade dos cidadãos dentro do território nacional está consagrado e deve ser defendido por todos para que exista para todos.
Os que defendem e executam a destruição do estado-providência souberam utilizar e proclamar bem alto este direito de mobilidade quando legislaram que se aplicasse penas de prisão a quem cortasse estradas para protestar ou reivindicar.Defendem a liberdade de deslocação dos cidadãos para lhe retirarem o direito de serem ouvidos.Agora, não lhes interessa que se restrinja o direito de uma grande parte de utilizarem as vias de comunicação, que também foram construídas com capital que contribuíram fiscalmente, por não terem capacidade financeira para tal.Começam, nesta área, para depois generalizarem. Quem quiser utilizar as instituições de saúde, de educação, de direito. PAGA!
Gostava também de avançar uma ideia, em jeito de conclusão. É urgente que se faça uma nova e especial "concordata". Assim como foi necessário separar o domínio secular do civil, com regras claras, também agora é essencial separar definitivamente o público do privado.
A iniciativa privada tem de ser verdadeiramente privada, não pode ser apoiada de nenhuma forma pelo estado. O privado visa o lucro, portanto não pode ser ajudado, a sua recompensa será o lucro que obterá e nunca os subsídios e os apoios sob várias formas que poderá obter do estado, ou seja, dos contribuintes em geral.
Podem conseguir os apoios sem sequer o merecerem, através de tráfico de influências ou mesmo de suborno. Pois aí o mecanismo regulador do mercado não funciona de modo puro e as vantagens do sistema privado nem sequer se aplicam verdadeiramente. Não há sequer uma genuína concorrência. A apregoada grande vantagem do mercado.
Esta ideia estranha que se está a introduzir na política europeia de que quanto aos direitos dos cidadãos assegurados pelo estado tem de se ser ultra-liberal, quanto menos estado melhor, mas cada vez mais pedem dinheiro do estado para apoiar empresas privadas.
A economia portuguesa sem o investimento público é absolutamente medíocre como temos visto. Os empresários anseiam por mais subsídios estatais.
Unicamente associações ou instituições com interesse público e sem objectivo de lucros, este ponto é essencial, poderão ser apoiadas pelo estado, directa ou indirectamente.
Temos de denunciar o programa dos grandes grupos económicos que pretendem desregulamentar as relações sociais e económicas, para ser cada vez mais o seguinte princípio a dominar: quem pode pagar tem direito a usufruir, os outros são excluídos, mesmo que os equipamentos tenham sido construídos com seu contributo.
É a lei do mais forte, e não é novidade nenhuma, já existia antes de haver sociedade humana, não é preciso ser inteligente ou sensível para se elaborar esta lei ou princípio, basta sermos selvagens.Quanto mais esse princípio imperar, mais estaremos no caminho de uma sociedade mais fraca e menos justa, seremos cada vez menos humanos. No final todos acabaremos por perder, sem excepção, desde a base social até ao topo. Não tenhamos ilusões sobre isto.
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terça-feira, setembro 14, 2004

Call center

A aventura de telefonar para um call center, no Público de hoje. Faz-me lembrar as inúmeras vezes que tive que telefonar para a Optimus.
"Estou sim boa tarde daqui fala o X, tenho o prazer de estar a falar com quem?"
E eu a contragosto lá lhes digo. E depois, lá vem a pergunta inevitável.
"Boa tarde Sr.a Y, como está, passou bem?"
Claro que não passei bem, se passasse bem não tinha que perder o meu tempo com perguntas idiotas. Às vezes, principalmente nos dias em que me fazem esperar mesmo muito tempo, é mesmo essa resposta que levam.
Odeio este tipo de "tratamento personalizado". Infelizmente, esqueço-me do nome da pessoa que me atende no instante seguinte a ela mo dizer. Infelizmente, porque às vezes apetecia-me fazer queixa do tratamento que me dão. Mas no fundo no fundo, não interessa nada.
Falta a outra pergunta (a terceira na lista deles, parece-me), totalmente idiota, que me fazem sempre. "Qual é o seu número de telefone?" Quer dizer, já me pediu o nome, sabe que sou cliente (está na base de dados), o telefone de onde me atendem indica o número de telefone de onde estou a telefonar, que é o meu, que é da Optimus, porque raio é que tem que me perguntar qual é o meu número de telefone? É só para me irritar?
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um passo à frente, um passo atrás

Hoje, no Público: a Turquia prepara-se para criminalizar o adultério. Em que pé é que ficam na relação com a UE? Um país tão diferente do resto da União, que claramente afirma que os seus objectivos principais em juntar-se aos 25 são financeiros, poderá algum dia convergir o suficiente para entrar no clube?
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segunda-feira, setembro 13, 2004

Testing 1-2-3

Tentativa 1 e 3/4 de possibilitar a inserção de comentários no meu blog... vamos lá ver se funciona…
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O tal cartoon da Visão


Siga a Marinha!
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domingo, setembro 12, 2004

Onde está o cartoon???

Queria acrescentar aqui o cartoon desta semana da Visao... mas para já nao pode ser, porque ainda nao está online... e eu tenho muita preguica para digitalizar a imagem. Pode ser que eu me lembre de o fazer quando estiver online.

(sem acentos suficientes neste pc...)
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quinta-feira, setembro 09, 2004

Mentirosos

Afinal, tanta coisa porque lei é lei, e no fundo no fundo estavam era a ver se enganavam toda a gente. A bordo do Borndiep é (eventualmente, se as condições necessárias e suficientes forem reunidas) administrado um medicamento que não está em venda em Portugal (por ser contra a lei), o Mifepristone. O segundo medicamento que teria que ser administrado já em território nacional (em casa), ao contrário do que tem vindo a ser divulgado na imprensa, é o Misoprostol, medicamento à venda em Portugal, que está em conformidade com as leis existentes. Mais informações no site das agitadoras.
Será pedir muito que as pessoas antes de abrirem a boca para deixar sair o fundamentalismo, ou antes de escreverem nos meios de comuicção social coisas sérias, no mínimo se informassem devidamente?
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quarta-feira, setembro 08, 2004

Hello :-)

Fantástico, fácil e rápido!!! www.hello.com (ah pois, esqueci-me de dizer a palavra mágica: grátis) disponibiliza um software para fazer upload das fotos para o blog. Muito muito fixe.

Melhor que isso, só uma conta no gmail... que eu também já consegui!!! :-))))) Mortais, roam-se de inveja...
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Sol no Atlântico
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Jogos Olímpicos

Bem sei que é tarde, mas quando os JO começaram eu estava de férias, e quando voltei tive muita leitura e outros afazeres para pôr em dia. Mas mais vale tarde do que nunca, e hoje encontrei, no site da visão, um diário dos Jogos Olímpicos vistos por um jornalista português. Emocionante, dá vontade de perguntar "mas o que é que eu posso fazer para ajudar os atletas portugueses a ganhar medalhas"? Sim, eu (e o leitor destas páginas), porque se é para estar à espera do Estado, mais vale estar quieto...
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Pílula abortiva

Na net, gratuita, por alguém que quer ajudar aquelas que não podem ir ao reino Unido ou à Suíça. "Especialidade de venda livre em França" (cito de cor).
E eu que pensava que bastava ir a Badajoz ou a Madrid... A seguir vão querer crucificar os franceses...
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Fazer ondas (sim, por causa do aborto)

Grande espetáculo ao largo da Figueira da Foz. Um barquito com meia dúzia de pessoas a fazer ondas tão grandes que é preciso um navio de guerra para o vigiar. Mas nem assim o barquito desiste. Os fanáticos gritam e esperneiam, mas isso só contribui para aumentar o espetáculo. E no fim, o grande golpe: podem não ter conseguido um dos objectivos principais, mas facilitam a vida a quem tem mais dificuldades em aceder à internet, facultando informação na televisão. Os fanáticos tanto gritam e esperneiam, que acabam por divulgar ainda mais a tal informação, que afinal, está disponível na net, agora no site do barquito, mas já antes disponível noutros locais.
É engraçado, as voltas que isto dá. Quanto mais radicais são os fanáticos, mais estragos fazem para a causa deles. Eu por mim, sou a favor da total liberdade de informação.
Quanto ao aborto, a decisão é de quem a toma, e as consequências também. Sei de mulheres que o fizeram, e não foi por ser permitido ou deixar de o ser que as suas decisões foram influenciadas. Mas sei que as suas famílias nunca teriam perdoado aos hipócritas que nos goveram se as consequências desses abortos tivessem sido a morte das suas filhas (felizmente não foi o caso).
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terça-feira, setembro 07, 2004

Mais uma semana

Hoje tenho a sensação de que é segunda, porque ontem não trabalhei, e de que é quarta, não sei porquê. Se calhar porque preciso de pôr o sono em dia, e o fim de semana, quando vier, vai vir mesmo a calhar.

A melhor notícia do dia (para já), é que vai voltar a dar o Seinfeld na SicRadical. Se isto for só um boato, não vou achar piada nenhuma.
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quarta-feira, setembro 01, 2004

Quase fim de semana

Pode ainda só ser quarta, mas também pode já ser quarta... Como vou ter um fim de semana estupendo, nada me pode desmoralizar...

Já agora - é normal ter-se ciúmes, mas não ter ciúmes, de todo, não será uma doença?
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