sexta-feira, junho 03, 2005

Às compras

Depois de vários dias de calor, cheguei à conclusao que precisava de roupa. Roupa fresca, arejada - ou seja, saias e tops. Nunca se têm saias ou tops a mais.
Assim, depois do trabalho, fui à Santa Catarina cá do sítio, procurar aquilo que precisava. Ora algumas das lojas de roupa que há por aqui sao muito pequenas - podem até ter vários andares, mas a área por andar é minúscula, e as cabines de prova também sao minúsculas (uns 80 cm por 40-50cm?). Passei por uma destas lojas bem pequenas, que têm a roupa à mostra logo a meio centímetro da porta de entrada,e chamou-me a atençao um conjunto qualquer, pelo que entrei. Ao entrar, veio um tipo atrás de mim. Eu nem me apercebi, apesar de a loja só vender roupa de mulher. O tipo tinha um ar estranho, uns 40 anos talvez, roupa esquisita, uma máquina fotográfica do tempo da minha avó a tiracolo. Se nao era, parecia. E nao é que vem logo falar comigo? Perguntou-me se era espanhola - big mistake - e quando eu lhe disse que era portuguesa falou do que conhecia de Portugal, até foi bem simpático. Depois contou que tinha por hábito ir nadar em Starnberg (um grande lago que fica perto e tem óptimo acesso por comboio), principalmente em dias meio chuvosos ou nublados porque tinha menos gente. Depois perguntou se eu nao estava interessada em ir com ele nadar, um dia desses, ou entao a um concerto ao ar livre que havia nessa noite. Eu podia ter cortado logo a conversa ali, mas lembrei-me da minha manita. De como ela tortura os rapazes que lhe aparecem pela frente. De todas as vezes que ela diz que se chama Ernestina ou Hermenegilda ou outra coisa qualquer, sem se rir. E aí, nao dei nenhum corte ao russo - acho que se chamava Alex. Disse que nao sabia se ia poder ir. E ele aproveitou para me pedir o número de telefone, para depois combinarmos um encontro. Eu concordei. Disse que nunca sei o meu número de telefone de cor, e que tinha que ver na agenda. Pego no telemóvel, e saco do número. Ele copiou para o telemóvel dele, deu-me também o número dele, e foi embora contentíssimo da vida. A empregada da loja ficou a olhar para mim, completamente banzada, como é que eu tinha dado o meu número a um tipo qualquer, que nao conhecia de lado nenhum, russo, com aspecto estranho. E eu desatei a rir. A empregada continuava estúpida, mas eu nao lhe disse nada. É que o número de telefone que dei ao russo era o de uma velhota de 70 anos. :)
3 comentário(s)

3 Comentário(s):

ahahaha
eu acho que me desmanchava logo a rir

By Blogger esdruxulina, at 6:24 da tarde  

Era a vizinha do soutien de desporto?

By Blogger Rita Dantas, at 7:29 da tarde  

Nao... mas para a próxima já sei quem vai ser a vítima!!! :)

By Blogger Snowgaze, at 7:36 da tarde  

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