quarta-feira, agosto 31, 2005

Calúnias, calúnias...

Desde 1979 que os nomes dados aos ciclones em cada ano são retirados de uma lista em que os metade dos nomes são masculinos e a outra metade femininos (wikipedia). Antes de 1979 todos os ciclones tinham nomes de mulheres, e provavelmente elas não gostaram nada disso (se bem que eu não percebo porquê, há lá nada melhor que ter reputação de má?) e arranjaram maneira de a coisa ser igualmente distribuída.
A partir dessa altura, podemos ver na lista dos nomes de ciclones que ficarão para a história como os mais devastadores, que os nomes dos furacões tanto podem ser masculinos como femininos. Por exemplo, nos últimos 5 anos, os rapazes mais destruidores foram Keith, Fabian, Juan, Charley e Ivan. O mais devastador foi mesmo um rapaz, o Charley, com 14 biliões (americanos) de dólares de prejuízos.

Já agora, sabiam que a palavra typhoon vem parcialmente do português tufão (wikipedia)?
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Figos

Nunca fui grande amiga de figos. Quando estava em Portugal raramente os comia - excepto se houvesse figos secos com nozes ou amêndoas, pelo Natal ou noutra altura do ano - e achava que a minha mãe era doida por gostar tanto deles. Agora que não encontro figos "a pontapé", acabo por apreciá-los, quando tenho possibilidade. Sou perfeitamente capaz de pedir um figo "flambé" neste sítio, só porque sim, porque me lembra de Portugal, e da minha mãe. Sou capaz de comprar um cesto de figos secos com amêndoas ou nozes no Natal, não pelo sabor, mas porque me faz lembrar o meu pai e os meus avós, que comiam dessas coisas como quem come tremoços. E por falar em tremoços, na minha família comer tremoços é mesmo "como quem come tremoços", aquilo é aos baldes de cada vez.

Não sei bem porquê, talvez seja por causa da chuva e da falta de calor, por cá nunca vi figos alemães à venda. E no outro dia, encontrei uns figos da Turquia, lembrei-me da minha mãe, e comprei 3 figos roxos, gordos, e com bom aspecto. Pensei que o preço indicado era o preço por quilo, e achei razoável. Quando a caixa me fez a conta, é que percebi que o preço era por figo. Saiu-me um bocado cara a brincadeira. Tão cedo não volto a comer figos. Mas enquanto os comi, vieram-me à cabeça recordações da minha mãe, dos meus avós, do terreno a que eles chamavam "chão", que tinha um poço coberto por lajes de pedra escura onde eu gostava de subir, e no topo, uma figueira. E do sol abrasador no verão, e mais amigo no outono, das laranjeiras que davam umas laranjas pouco doces que comíamos cortadas às rodelas e com açúcar por cima. Só por isso, os figos valeram o dinheiro.
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terça-feira, agosto 30, 2005

Insectos

Não percebo lá grande coisa de insectos. Sei que deviam viver no campo, mas na realidade são uns bichos extraordinários que aparecem por todo o lado.

As moscas em particular, fazem-me alguma confusão. Não sei porquê, volta e meia invadem o local a que chamo "casa". Isso não seria nada de especial, se as moscas fossem normais. Mas estas são tamanho gigante, pretas, duras (sei porque as ouvi bater contra os vidros), barulhentas... e nojentas.

A culpa deve ser minha. No tempo da chuva, matei ou expulsei de casa todas as aranhas que encontrei. Algumas eram bem grandes e gordas. Agora que aparece o Verão (veio no domingo, incrível!) as moscas entram por todas as portas e janelas entreabertas. E com as moscas, vêm também abelhas e vespas.

Em dias de sol como estes, a minha casa é invadida por toda a espécie de insectos. "Minha" casa, é como quem diz, eu tenho a impressão que a casa é mais deles que minha, e que a razão pela qual voltam de cada vez que o sol brilha, é para me expulsar e ocupar o local que legitimamente lhes pertence. No entanto, enquanto eu tiver força para empunhar um mosquiteiro, as coisas não serão bem assim.

Há uns dias, estas bestas não me queriam deixar dormir. Eu ainda perdoo àqueles insectos que se restringem a outras áreas que não o quarto, mas a minha hora de dormir é sagrada, e não é nenhuma mosca gigante que a vai importunar. Tive que declarar guerra. E não foi um espectáculo bonito. Umas moscas estavam meias sonolentas, e foram rapidamente dizimadas. Umas vespas/abelhas (ou lá o que eram aqueles insectos amarelos com riscas pretas, ou seriam pretos com riscas amarelas) ainda conseguiram escapar, mas outras foram condenadas à morte.
Resumindo, o que aconteceu foi um massacre. No meio desta carnificina, safou-se um exemplar de joaninha, que tinha a particularidade de ser de cor castanha clara e amarela, em vez do habitual preto e vermelho. Essa teve direito à liberdade, mas ainda assim, foi expulsa da janela onde se passeava.

Mas o animal que mais me fez sofrer foi uma mosca de tamanho normal, que decidiu atormentar-me a noite toda. Nunca tinha tido contacto com uma mosca tão atrevida. Tão atrevida, tão atrevida, que me tentou entrar pela narina acima (não estou a exagerar!). Tive que fungar com força para a monstra sair da minha narina. Mas nem depois da fungadela a mostrenga desistiu. Aproveitou as sombras, e saltitou de um dos meus pés descalços para o outro. Aí é que foi a última gota. Depois de tantos ataques, teve o destino que merecia - acertei-lhe com o mosquiteiro - à primeira - e depois mandei-a pela sanita abaixo, just in case... esta já não me volta a chatear.
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segunda-feira, agosto 29, 2005

De quem é a culpa?

Este post também se podia chamar "vantagens de ser gaja". Podia pôr-lhe ainda outro título, mas alguns leitores poderiam não gostar, e hoje está um dia lindo e não me apetece entrar em discussões.

Hoje está sol. Um sol lindo, maravilhoso, que aquece a pele, e põe toda a gente mais leve. Como tal, a saia saiu do armário, juntamente com um top vermelho com um decote que nunca mais acaba. E, coincidência ou não, o gajo que me fez a conta do almoço enganou-se. Pôs a vírgula onde não devia e eu paguei só 10% do preço. Claro que se eu tivesse reparado, tinha-lhe dito para corrigir. Mas não reparei, a não ser bastante mais tarde quando alguém estava a brincar com o talão.
Podia ter lá voltado. Mas não me apeteceu. E por suspeitar da razão pela qual ele se enganou, acho que o homem não merece que eu volte lá.
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sábado, agosto 27, 2005

Despedida de casados

Já tinha ouvido falar em pessoas que festejam o divórcio. Mas uma despedida de casados como esta é, no mínimo, original. A nao perder, no puta de vida.
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Gelado de pêssego
(da minha autoria)


400 gr pêssegos maduros (descascados e em pedaços)
180 gr açúcar
400 ml leite
2 colheres de sumo de limao

Desfazer tudo num recipiente alto com a varinha mágica. Meter na máquina de fazer gelados durante cerca de meia hora. Colocar no frigorífico umas horas.
Et voilá, um gelado maravilhoso, delicioso, sem corantes nem conservantes, de comer e chorar por mais. Mais fácil que isto, é difícil!

(Podem deixar os agradecimentos na caixa de comentários. Ou entao mandem chocolates.)
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sexta-feira, agosto 26, 2005

Milagroso
(ou: publicidade descarada)



Nao há nódoa que nao tire. Relva, chocolate, terra, óleo, sangue, chocolate, vinho, sujidade nao identificada, nao sao obstáculos. Ainda nao encontrei nenhuma nódoa que fizesse frente a este pozinho milagroso. E pode-se usar na máquina de lavar roupa. :o)
Quem é amiga, quem é?

(Já agora, acho que a versao portuguesa se chama Blanka oxi action. Mas nao garanto. A foto é de um site holandês, mas o nome e a embalagem sao os mesmos na Alemanha.)
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Azul de Verao

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Isto não é normal

É a primeira vez que me acontece estar preocupada com o Natal em Agosto. Já decidi as prendas de quase toda a gente, e agora estou a planear quando as comprar. Aqui é que a porca torce o rabo. Se fazer planos com tanta antecedência tem as suas vantagens - posso dividir os custos pelos 4 meses que faltam - por outro lado não tem piadinha nenhuma ter que esperar tanto tempo. É o que dá não ter a sensação de ser Verão, nem aulas a começar em Setembro. Tenho que arranjar um hobby novo...
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Não se pode ter tudo...

...mas pode-se tentar.
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quinta-feira, agosto 25, 2005

O jogo do frigo
(ou: como fazer uma minhoca feliz)

Para a curiosa insaciável da minhoca aqui vai uma foto do conteúdo do meu frigorífico. Grande sorte ela ter-se lembrado desta parvoíce cusquice uma semana depois de eu ter feito a limpeza bi-anual ao dito. Se tivesse sido há duas semanas só se veria comida em decomposiçao. Os animais fungos sao nossos amigos.


Lá dentro: na porta, caldos Knorr, chocolate Ritter Sport (meu), coelho de chocolate da Páscoa (do meu filho, ele obriga-me todos os anos a comprar um e nunca o come, e eu guardo-o até que acabe a validade), chocolate de leite Milka (de quem o apanhar), uma garrafa de Martini, um litro de leite gordo, um litro de água, um litro de leite meio gordo. No congelador, gelado de baunilha, gelo, um magnum 5 sentidos, ervilhas congeladas. Nas prateleiras: Ferrero Rocher, um compal de tutti frutti, azeitonas pretas, iogurtes de pedaços de maça e pera, manteiga, compota de morango e de cereja, sumo de laranja (a partir de laranjas espremidas, nada de concentrados), 3 compais light manga-laranja, molhos para a comida (ketchup, maionaise,molho de alho) e para as panquecas (chocolate, frutos silvestres, morango, baunilha). É tudo. Claro que fiz batota. Como este frigorífico é muito pequeno, temos outro, onde estao guardados os vegetais, as pizzas, o fiambre e queijo, ovos, e umas garrafitas de vinho. Mas esse está a aguardar limpeza, por isso nao o fotografei! :)
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CONSEGUI!!!

O blog segue dentro de momentos.
Entretanto obrigadinha aos comentadores que deixaram mais sugestoes de lazer. Assim é que nao faço mesmo nada... ;)
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Quebra a Cabeça

Este problema de Sudoku do Times, está-me a partir toda. A culpa é minha claro, quem é que me manda armar em boa e começar logo pelo mais difícil que tinham? De qualquer forma, não descanso enquanto não o resolver. Até lá, não sei se vou escrever mais posts. Só de precisar de uma pausa.

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Há coisas que eu não percebo. E não me importo nada de não perceber.
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quarta-feira, agosto 24, 2005

Inundações

Em Munique passa o Isar, um rio de águas gélidas quer de Inverno quer de Verão. Existem umas praias de seixos, e árvores nas suas margens, onde o pessoal faz de conta que está num país mediterrânico quando o tempo o permite, onde se fazem umas festas loucas (para os parâmetros alemães), com bebidas directamente do frigorífico (o rio), e churrascadas pela tarde/noite fora. E onde os convivas se podem apresentar sem roupa.
Acabou-se a brincadeira dos habitantes de Munique (muniquenses?). O Isar transbordou, e bem. A praia desapareceu, os troncos das árvores também, só se vê água castanha e furiosa que atravessa a cidade com uma rapidez surpreendente. E no meio dessa água castanha sobressaem umas coisas verdes - os ramos das árvores. Felizmente, o rio corre a um nível que está uns bons metros abaixo do nível da cidade, por isso a inundação fica por ali. Pelo menos para já.
Esta manhã, as pessoas paravam na ponte para tirar fotos a este espetáculo insólito. Tiro-lhes o meu chapéu. Ao menos conseguem aproveitar de alguma forma este Agosto deprimente. Quanto mais não seja, ficam com umas fotografias invulgares.


(para mais fotos, clicar aqui ou aqui)
Alguns updates via Blog de Munique (em alemão).
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terça-feira, agosto 23, 2005

A propósito de heroínas

Para mim, a heroína de ontem foi aquela velha, bem velha, que apareceu num dos telejornais, com 2 garrafões de 5 litros com que estava a (tentar) apagar o fogo. E por mais que a mandassem dali para fora, ela não desistia.
E a outra velha, muito velha, vestida de preto dos pés à cabeça, que com uma enxada apagava outro fogo.
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Que é que queres ser quando fores grande?

A propósito das séries americanas de advogados, jornalistas, detectives e outras que tais (post inspirado pela Rita).
Eu gostava mesmo de ver uma série (sim, que um filme não é a mesma coisa) sobre uma engenheira civil. Desde que li a história da Rita (outra Rita), ela passou a ser a minha heroína.
A Rita é, ou vai ser dentro de pouco tempo, engenheira civil. Um dia teve que sair do gabinete para fazer um "trabalho de campo" - não sei se é assim que se diz - mas estava de saltos. Claro que isso, para uma eng. civil heroína não é nada. Sacou as botas do jipe, e pronto. A partir daqui passei a ver com outros olhos as engenheiras civis! :) Uma mulher que não se atrapalha em nenhuma situação só pode ter estatuto de heroína, no mínimo! :)
Infelizmente já vou tarde, senão mudava a profissão da minha vida para engenharia civil. Afinal de contas, eu sempre gostei de obras, de construções, de grandes projectos. Deve ser por isso que quando era miúda estava sempre a brincar com legos, e hoje em dia me dedico a construir casarões nos SIMS. E a planear vizinhanças inteiras, centros comerciais, piscinas subterrâneas, discotecas e restaurantes. E ainda a construir parques de diversões inteirinhos no Rollercoaster Tycoon.
Quando era miúda divertia-me em prédios em construção. Havia lá nada melhor que andar nos andaimes, ou saltar de uma varanda para um monte de areia. E jogar às escondidas? (À parte disto ainda roubava pedia emprestadas tábuas com os meus amigos para fazer carrinhos de rolamentos. Devia ser a parte de engenheira mecânica que há em mim. ;) Mas isso fica para outro post...)
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Litradas

Na região dos Alpes (a uma hora daqui, mais ou menos), nas últimas 24 horas cairam 122 litros por metro quadrado (link).

Durante um ano, o Porto costuma(va) ter cerca de 1150 litros de água por metro quadrado. Num ano. Distribuídos em cerca de 150 por mês no inverno e 20 por mês no verão.
Em Faro, caem 521 litros de chuva por metro quadrado por ano, 80/mês no inverno, e 1/mês no verão.

Estes valores são valores médios, mas no último ano em portugal choveu um terço do normal (link). Ou seja, chove nos alpes mais em 2 dias de verão do que choveu no Algarve durante um ano. Incrível, hem?

Bottom line, 'bora exportar chuva? :)

Nota 1: litros por metro quadrado é o mesmo que milímetros cúbicos, mm3

Nota 2: Post escrito com a colaboração do meu mais que tudo.
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É assim meus amigos, cada um tem o que merece. Em Portugal, são os fogos, os céus cinzentos de fumo e de cinza, o desespero da população que realmente é afectada pelos fogos, que os outros ficam a ver telejornais. Por cá (e arredores) é a chuva ("o verão mais chuvoso dos últimos 60 anos", diziam ontem num telejornal), e as inundações.
Uns sofrem por falta de organização. Outros sofrem de organização a mais?
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segunda-feira, agosto 22, 2005

Trabalho trabalho trabalho

Esta segunda feira está a ser caótica. A quantidade de trabalho não pára de aumentar, e as perspectivas são excitantes. Quem é que nunca sonhou ver o seu nome no jornal? Bem, confesso que prefiro de longe que isso não aconteça, principalmente se for por causa de ter feito sido obrigada a fazer asneira.

Para me vingar em alguma coisa, podia fazer mais uns desenhos de minhocas. Tenho uns de minhocas a fazer pára-quedismo, a dormir, a trabalhar (quer dizer, sentada à secretária), e mais coisas. A minhoca é o meu animal preferido para desenhar, são só umas curvas e pronto! É pena é não ter uma caneta/tapete para desenhar no PC. Aposto que de vez em quando, para destressar era isso que fazia.

(Não, este post não é uma provocação à minha amiga virtual.)
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domingo, agosto 21, 2005

Minhoca suicida

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O jogo da mala

Quando era miúda, um dos meus passatempos favoritos era espreitar a carteira da minha mae. Ela trazia lá tudo e mais alguma coisa, e por mais vezes que eu me dedicasse a essa cusquice, nunca perdia o interesse. Havia lá sempre uma surpresa.
Para satisfazer a curiosidade da minhoca, tirei uma foto às coisas que trago dentro da minha carteira. Falta dizer que ultimamente ando com uma carteira pequena, de modo que nao cabem lá livros nem coisas que vao para lá do absolutamente indispensável.


O que vêm é o seguinte: um porta-cartoes (onde guardo todos os cartoes de cliente das lojas) vermelho, oferta da Ives-Rocher; um porta-ID do carro (oferta do stand que mo vendeu), óculos de sol, uma carteira preta (oferta das manas), um baton do cieiro de cereja , um lip gloss, cartao de identificaçao e chaves do gabinete (porta-chaves do leao oferecido pela mana), chaves de casa (porta-chaves do Didl), chave do carro (porta-chaves LEGO), boiao pequenino de creme para as maos. Falta o telemóvel, mas estava a carregar... :)
E vocês? O que é que trazem na vossa carteira?
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sexta-feira, agosto 19, 2005

Blog do dia

É o beautifull sea, por esta pérola que roubei:
"A sombra da inteligência persegue-me mas eu fui mais esperto: despistei-a..."
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Verde e amarelo


Esta é de outras férias de Verão, tirada numa praia maravilhosamente espaçosa aonde ainda não consegui voltar.
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Azul


Enquanto não tenho paciência para postar alguma foto das férias de Verão, fica aqui mais uma tirada na Madeira. Lá ao fundo, uma réplica da nau Santa Maria (clique na foto para aumentar).
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Hoje é Verão!
(ou: É hoje, o Verão!)

É aproveitar para tirar uma saia do armário, um par de sandálias e um top daqueles mesmo reduzidos, que hoje é um dos poucos dias de verão disponíveis este ano, pelo menos por aqui. Só não digo que hoje vai ser o último dia de verão para não agourar... é que em Setembro costuma haver dias quentes (com noites frias, mas não deixam de ser dias quentes), e em calhando alguns durante a Oktoberfest, podem ser dias mesmo muito bons.
Aposto que o Isar está cheio de nativos nús! :)
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quinta-feira, agosto 18, 2005

Como enfrentar o mau humor

Se o mau humor é o nosso próprio, é esperar que passe. Ou então, se estiver demorado ou for caso de vida ou morte (de todos os que se encontram num raio de 100 metros):
1 - Ir para o ginásio. De preferência, um daqueles que têm sacos de boxe. Dar uns murros fortes, não no instrutor, no saco. Se o mau humor for devido a um gajo qualquer que nos anda a atanazar a cabeça, visualizá-lo no lugar do saco de pancada. Ou então, colar uma foto dele. Há quem prefira atirar setas a um alvo, mas eu acho melhor o acto de esmurrar alguma coisa. Tem a vantagem de gastar mais calorias energia, e toda a gente sabe que quando estamos cansados não pensamos tanto nas coisas que nos chateiam porque adormecemos.
2 - Dedicarmo-nos a uma actividade que exija a nossa concentração. Por exemplo, limpar a sala, ou então cozinhar. Ou ainda desmontar a mota, peça a peça, do amor da nossa vida. Pode não ser permanente, mas enquanto estamos concentrados a fazer outra coisa, não pensamos nas mil e uma maneiras de matar o causador dos nossos problemas (isto, se tivermos a sorte de o mau humor ter uma pessoa responsável, toda a gente sabe que a culpa morreu solteira e às vezes as coisas não são assim tão simples).
3 - Imaginar alguma maneira de resolver o problema que nos pôs de mau humor. De preferência, uma que possa ser torcida de forma a fazer-nos rir. Ou então, pensar apenas em qualquer coisa que nos faça rir. Por exemplo, naquele gajo que ao receber uma chamada de telemarketing, resolveu fazer de conta que ele é que estava a telefonar... para uma sexline! :)

Se é o gajo do lado que está de mau humor, o meu conselho é fujam, o mais rapidamente possível. É que o mau humor é contagioso. Além do mais, arriscam-se a levar com algum objecto pesado em cima...

(Este post não passou pela censura. Por isso, o politicamente correcto "@" foi omitido.)
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Foi como veio

Assim de repente. Não há nada como uns raios de sol (para processar a vitamina D), um almoço delicioso e boa companhia. Gargalhadas à fartazana, e estou pronta para o que der e vier. :)
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Há dias assim

Hoje não estou para aqui virada. É um daqueles dias em que me apetecia ficar fechada em casa, sem ter que ver ou falar com ninguém. Mas não fiquei, e só me saem duques. Felizmente o sol lá se resolveu a dar um ar da sua graça, a ver se alguém se lembra que estamos em Agosto, mas eu acho que já vai tarde. O prognóstico para o fim de semana é de (mais) chuva, e eu já nem sei que fazer. Esta é supostamente a estação dos patins em linha, e das bicletas nos dias mais frios (hmm, quer dizer...), e das piscinas ao ar livre e dos churrascos no rio nos dias mais quentes. Pois. Mal posso esperar para me estender na espreguiçadeira a apanhar banhos de sol de chuva, com um livro a tapar o sol a ajudar a passar o tempo. Posso sempre ir para a banheira com o tal livro, tomar um banho de imersão cheio de espuma e tal e coiso (por cá não há seca, a falta de água é coisa de que nunca se ouve falar). E imaginar que é mesmo Outono. Com um bocado de sorte, quando o Outono vier, já vem transformado em Inverno, com frio a sério e neve, e aí já se pode sair de casa outra vez.
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quarta-feira, agosto 17, 2005

T-shirts

"I can please every woman, one at a time.
Today is not your lucky day.
Tomorrow doesn't look like it either"

(Lido numa t-shirt que andava a passear um gajo giro. Não posso é dizer se ele é convencido ou se tem razão...)
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Listas de 5 coisas

Calhou bem, logo agora que eu estava sem grandes ideias para postar. Obrigada à exdrulina.

Idiossincrasias - as 5 menos:
Falta de educação.
A porcaria de tempo em Munique, parece outono e estamos a meio de Agosto.
Natas e chantily em tudo quanto é comida.
Quase ninguém me mandar mails em Agosto.
Música pimba.

Idiossincrasias - as 5 mais:
As minhas manas e o meu filhote.
Gelados italianos (dos verdadeiros!).
O sol.
As férias, todo o tipo de férias.
Os amigos.

5 álbuns:
Xutos e Pontapés - descobri os álbuns há pouco tempo e finalmente percebi porque é que a noite dos Xutos nas queimas das fitas do Porto estava sempre tão cheia de gente. Os gajos são bons, mesmo muito bons.
Nelly Furtado - Folklore. É um dos que anda neste momento no carro. Gosto da mistura do inglês com o português.
Prince & NPG - Diamonds and Pearls
Guns'n'Roses - Best of (O regresso à adolescência)
Texas - Best Of. Comprei no outro dia e adorei.
Jack Johnson - In Between Dreams. Ouvi tantas vezes o "Sitting waiting wishing" na televisão (eu já disse que por cá a rádio não vale nada?), que tive que comprar. E gostei muito. Está cheio de guitarra acústica, que é um som que eu sempre gostei de ouvir. (e vão 6 ;))

5 canções:
Fairground Attraction - Perfect
Coldplay - Beautiful World
Nelly Furtado - Try
Ecos da Cave - Desejo
Xutos e Pontapés - Dia de S. Receber

E agora a batota, que já me chega de falar de música! :)

5 livros:
The Undomestic Godess - Sophie Kinsella
The Kalahari Typing School For Men - Alexander McCall Smith
Harry Potter - J.K.Rowling
Calvin and Hobbes - Bill Watterson
Chocolate - Joanne Harris

5 filmes:
Ocean's Twelve
Jantar de Idiotas
O Albergue Espanhol
Amelie
Três Homens e uma Perna

Os 5 blogs para onde isto segue:
hmmm pois, deixa cá ver... bem, vou fazer batota outra vez. Nomeio todos os blogs que estão linkados na barra lateral, que é para não ter que verificar quem é que já respondeu e quem é que não. Pode ser? :)
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terça-feira, agosto 16, 2005

A parte chata de ter comido o gelado mais delicioso da minha vida, é que agora não me sai da cabeça o "como". "Como" é que vou fazer um gelado igual???
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Não é assim tão mau quando as coisas correm mal. Se correm suficientemente mal para nos lembrarmos, não voltaremos a deixar que voltem a acontecer.
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Machismo moderno

No início do século XXI, o homem foi reduzido a um mero dador de esperma. Quem diz isto não sou eu, mas este senhor aqui, provavelmente com uma grande dor de cotovelo por ter uma chefe que o obriga a trabalhar como deve ser. Não sei, digo eu. Ele nem se deve ter ainda apercebido que (pelo menos dentro em breve) para uma mulher se reproduzir, nem sequer precisa do tal esperma (obrigado cientistas pela clonagem).
Eu como ainda tenho um chefe homem, e com no meu local de trabalho a grande maioria dos cargos de chefia são confiados a homens, não posso partilhar da opinião desse senhor. Mas acho-lhe piada, principalmente quando ele diz que as mulheres estão a expulsar os homens de casa. Ele deve ter razão. Eu se tivesse em casa um mero dador de esperma era capaz de o pôr na rua...
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segunda-feira, agosto 15, 2005

Balanço

2 livros
2 dias de sol e calor
1 dia de sol e calor, chuva e frio
piscina e compras
2 trovoadas
10 puzles "sudoku"

Loiras burras metem-me impressao. Mesmo quando nao sao loiras. Burrice em excesso tira a beleza (ou suposta beleza, neste caso era mais "yuck") a qualquer um.

A empregada de uma loja tentou convencer-me a comprar um bikini um número acima, porque senao viam-se demasiado as mamas, dizia ela. Besta quadrada. Eu devia era ter comprado o número abaixo. Eu é que decido quanto das minhas mamas é que deixo os outros verem.

Já percebi porque é que há tanta gaja a fazer topless. Quando a parte de baixo é bastante mais barata que a parte de cima, do que é que estao à espera? Com o que se poupa, dá para estar mais um dia de férias!
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sexta-feira, agosto 12, 2005

Quantos livros se conseguem ler em três dias?

Eu pensava 1, e meti na mala o "Angels and demons", do Dan Brown. Mas tive a bela ideia de sair do escritório à hora de almoço, e em meros 40 minutos consegui arranjar mais 5: um de sudoku (o meu novo vício), o novo da sophie kinsela (este era em tamanho gigante), um de uma autora que desconheço, para experimentar, e 3 (sim, três!) do Alexander McCall Smith, da colecção da "agência n°1 de mulheres detectives". É o que dá passar na secção inglesa da maior livraria daqui do burgo. Se me tivesse passado pela cabeça que se o tipo escreve em inglês, e que era natural que a colecção tivesse mais livros ainda não traduzidos para português, já tinha comprado estes 3 há mais tempo. Mas o Tico e Teco nem sempre funcionam a todo o gás, e têm muito com que se ocupar, coitados. Assim, em vez de 1 livro, levo para o fim de semana prolongado, 6. A ver vamos qual será o balanço na segunda à noite...
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Brincadeira

Já aconteceu terem que passar umas horas enfiados num carro com mais 3 ou 4 pessoas e não saberem o que fazer? Nessas situações, há quem se divirta a escolher uma cor e contar todos os carros dessa cor, ou a jogar jogos do género "eu estou a ver uma coisa que tu não vês e é de cor-de-burro-quando-foge" (se calhar este só os alemães é que jogam), ou ainda a fazer coisas tão divertidas como virar-se para trás e fazer as mais diversas caretas ao condutor que teve a sorte de seguir na traseira do nosso carro.
Eu gosto de "jogar" uma coisa diferente. na verdade não é preciso ser em viagem, pode ser em qualquer lado, a qualquer momento, desde que haja um rádio. Consiste em tentar adivinhar o nome da música e quem a toca/canta no mais rápido espaço de tempo. É giro, e além de ajudar a passar o tempo, tem duas utilidades. A primeira é que ficamos a saber identificar músicas de que gostamos (lá está, quando entrar na fnac já sei o que procurar). A segunda, é quando fazem aqueles concursos nas rádios do género "quem acertar primeiro no nome desta música ganha uma entrada para o concerto da banda" temos uma enorme vantagem competitiva em relação aos meros mortais. Claro que aí ainda falta ter sorte com o telefonema. Mas já é um bom começo.
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Eu e a música

Por causa desta menina, tive que fazer uma visitinha à amazon. Saí de lá com dois.
Eu já disse que adoro música? Compro CDs a torto e a direito. Tenho uma colecção grandinha, bem arrumada numas gavetas enormes. Copio os originais para tocar no carro, para não estragar os originais e para não correr o risco que mos roubem (se bem que, pelo menos em Munique, me sinto segura de que nada disso acontecerá). Gosto de muitas bandas, e às vezes só não procuro mais CDs porque não em lembro das músicas que gostei de ouvir, ou dos nomes das bandas que gostava quando era teenager. Quando morava em Portugal ouvia a RFM e a Comercial a toda a hora, e fixava os nomes das músicas e das bandas de que gostava. (Na altura não havia o "sic qual é?".) Hoje em dia, com as rádios da treta que há por aqui tornam tudo mais complicado. Isto porque passam relativamente pouca música, e a que passam é maioritariamente muito velha. Não tenho nada contra a música antiga, mas se era um hit nos anos 80 ou 90 e eu gosto, já tenho o CD de certeza, preferiria de longe que passassem coisas mais actuais para eu me sentir inspirada a passar numa loja de música (real ou virtual). Valem-me os clips que passam na TV de vez em quando (dos quais memorizo, sim, o cantor e o nome da música) para ir actualizando a colecção.
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A menina dança?

Não.
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quinta-feira, agosto 11, 2005

Harry Potter and the Half Blood Prince

Tive que roubar o livro à minha mana, a meio da leitura dela, para o poder ler durante as férias (obrigada mana!). Ao vê-lo, pobrezito, com menos umas 200 páginas que o anterior, tive uma certa pena. Ao acabá-lo, então, ainda tive mais. Onde é que ficaram as grandes batalhas, que tinham decorrido nos livros anteriores? Nem um encontrozinho com o Voldemort?! Dá para perceber que vem aí uma bomba - o próximo livro deverá ser o último - mas fiquei com a impressão que ainda há muita coisa por explicar. E que algumas explicações não convencem. Afinal, porque é que o Dumbledore sempre confiou no Snape? Tem que haver uma razão melhor do que aquela que vem no livro.
Fiquei um bocado desiludida com o "herói". Não sei se por falta de narrativa sobre as aulas, mas o Harry assume as suas falhas em matéria de feitiçaria. Oclumência não é com ele. Porque é que não treinou com os amigos? Com uma falha destas, a história ainda pode acabar mal. Ao mesmo tempo fiquei a pensar como é que o rapaz se safou das primeiras vezes, se a sua mente estava exposta a qualquer feiticeiro mais experiente? Ah e tal, o Voldemort estava fraco, e não sei quê. Pois pois... E agora o Harry anuncia que no próximo ano não irá para a escola. Como é que vai aprender o que lhe falta?

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Com uma série de livros com tantos pormenores, imagino o que será o escritório da autora. Se fosse eu a escrever, de certeza que teria espalhados pelas paredes cartazes enormes com as coisas que se repetem. Por exemplo, um com todos os feitiços e maldições. E um com todas as personagens, claro. E ainda, com toda a certeza, uns desenhos das casas principais onde se desenrola a história - as casas dos tios e dos Weasleys, e claro, o castelo. E ainda, Hogsmeade e a Diagon Alley.

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Há uns anos li "O senhor dos anéis". Só tinha o primeiro livro, e quando comecei a chegar às últimas 50 páginas comecei a ficar preocupada. Sabia que era uma triologia, mas não me tinha passado pela cabeça que a história ficasse a meio (ou melhor, a um terço) com tantas pontas por atar. Neste aspecto, o Harry Potter fica de longe a ganhar. Apesar do objectivo não ser alcançado, cada livro encerra uma história com princípio, meio e fim. Neste último ficou a faltar um ingrediente nessa história - a tal grande batalha contra outros feiticeiros.
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Música do mundo

Passo na saturn, uma loja de electrodomésticos/ computadores/ jogos/ CDs/ DVDs, para ver o que é que CDs se tornaram "velhos" nos últimos tempos, para finalmente os comprar a preços de ocasião ;). Saí de lá com 3 (um ano depois, o "best of" dos REM baixou de preço para menos de metade), todos da secção "oportunidade". Por curiosidade, dei uma espreitadela na secção "Weltmusik". Havia um único CD português. Da Amália.
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quarta-feira, agosto 10, 2005

Isto soube-me a pouco

Deve ser do tempo, mas tenho a sensaçao que as férias foram demasiado curtas. Nao deu para desenvolver saudades do trabalho (pois, também nao estava à espera), nem dos colegas, nem dos cafés (era difícil), nem dos loucos (os alemaes - mas isso também era difícil que eles estao por todo o lado), nem de casa. Do pc, isso sim, porque é a ligaçao a uma data de coisas giras que faço quase diariamente. À próxima tenho de inventar uma maneira diferente de ir de férias. Ou de ficar de férias. Ou entao, com um bocado de sorte, o aquecimento global acaba mesmo por transformar esta terra num país mediterrânico, e aí já nem sequer vou precisar de férias. Quer dizer, de férias do tempo horroroso.
Afinal, há mais nas férias do que fugir à chuva e ao frio (20 graus de máxima em Agosto continua a ser frio, digam o que disserem). Mas às vezes, ao voltar, acaba por ser o frio e a chuva que têm o maior impacto nas minhas primeiras impressoes pós-férias. E dao vontade de fugir daqui outra vez.
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Snowgaze, a assassina

Nos meus anos, houve um amigo que me trouxe uma prenda especial. Uma coisa que, se alguma vez ele tivesse lido este blog, tinha guardado para outra pessoa/ficado com ela/deitado fora.
A prenda era uma orquídea. Nos primeiros dois meses, as flores bracas e cor de rosa estiveram com óptimo aspecto. As instruções (sim, que por cá até as plantas vêm com instruções, senão como é que as pessoas saberiam o que fazer?) diziam claramente que a planta devia ser regada uma vez por semana, com pouca água.
Nunca tinha tido uma planta. E nunca tinha deixado uma planta sobreviver tanto tempo (as da minha mãe morrem de morte prematura - ainda este verão dei cabo de uma, deixei-lhe cair qualquer coisa em cima - manas, não me denunciem!).
Antes de ir de férias, pensei que a orquídea ia sobreviver. Afinal, se só precisava de água uma vez por semana, e pouca, devia-se aguentar. Só que me esqueci de a regar mais de uma semana antes de me ir embora. A pobre orquídea ficou cerca de um mês sem água. Quando voltei, as flores estavam murchas, mas as duas folhas grandes ainda estavam verdes, e a maior parte do caule ainda estava verde. Reguei-a, possivelmente uma última vez. Será que ainda se safa?
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terça-feira, agosto 09, 2005

zee germans
(ou blog do dia)

Via minhoca (obrigada, obrigada), encontrei uma sushi lover. Eu que até nem gosto de sushi (dá-me a volta ao estômago, é isso e tripas), adorei os posts da série "sushi lover & zeee gerrmans", isto é material de qualidade, melhor que qualquer gato fedorento, atrevo-me a dizer. (Gatos, se passarem por aqui, isto era uma brincadeira, mas se nao gostarem, paciência azar o vosso.) E ainda para mais é tudo verdade verdadinha, ou eu nao me chame snowgaze.
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Dúvida existencial

Cada vez mais gosto de gajas. De gajas a sério, com G grande, que não têm vergonha de ser gajas, que riem alto, que se vestem como lhes apetece, que se estão nas tintas para o que os outros pensam. Que têm ideias sobre (quase) tudo e mais alguma coisa, e que falam de tudo e mais alguma coisa (do gajo bom que encontraram no comboio, da camisola linda que compraram na Zara, de política, de economia, de gestão - de tempo, de dinheiro, do circuito de compras-, de carros, de bicicletas, de aviões, de música, de filmes, de livros, do namorado que às vezes é um chato, da amiga que fuma haxixe e conduz como uma maluca mas nunca teve um acidente, do amigo que se recusa a tirar a carta de condução).
E gosto, cada vez mais, de blogs de gajas. Destas Gajas, que estão ali na barra lateral, e de outras Gajas, que por aí apareceram em posts "blog do dia". E de outras Gajas, que escrevem blogues a meias com gajos, dos quais eu acabo por praticamente só ler as entradas femininas. Será que isso faz de mim sexista?
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Compras III
(ou como comprar roupa sem ter que experimentar muito)

Já repararam naquelas lojas de roupa, tipo Zara, Mango, Bershka e Pull&Bear, onde as gajas às vezes vão em romaria, levando os pobres dos namorados atrás? Nos centros comerciais há-as às toneladas (lojas, gajas e respectivos), e provavelmente por esse motivo, algum génio do marketing lembrou-se de introduzir, em algumas dessas lojas, umas cadeiras ou sofás para o pessoal os gajos se sentarem enquanto esperam pelas suas chatas adoradas namoradas. Uma dessas lojas, num desses centros comerciais, tinha (tem?) até, em vez do vulgar sofazito ou cadeirita, uma zona, em frente às cabines de prova, com cadeiras e mesas de esplanada de café. (E se eu conheço uma loja assim, deve haver mais, é procurar...) Provavelmente a ideia era que enquanto a gaja experimentava a roupa, o namorado/a mãe/ a amiga que está tesa, esperasse sentadinh@ até que a gaja saísse da cabine com a roupa que tinha acabado de experimentar.
Um dia em que a loja estava cheia de gente, um daqueles dias em que há filas enormes para tudo, desde experimentar a roupa até pagar, as prateleiras todas desarrumadas, e gajos a bocejar nas cadeiras, tive uma ideia brilhante. É que nestes dias, a vontade de experimentar seja o que for é pequena, e a vontade de esperar para pagar também. Como minimizar o esforço?
Simples. Em vez de procurar roupa, esperar na fila para as cabines (máximo 5 peças??? Que horror!!! Assim vou ter que me meter na fila 3 vezes!!!), experimentar, trocar algumas peças, voltar a experimentar, e esperar (meia hora) na fila para pagar as 2 peças que ficavam bem, arranjei maneira de diminuir a quantidade de coisas a experimentar. Em primeiro lugar (já pareço o Sócrates a falar) sento-me com os gajos. Não porque eles sejam alguma coisa de especial, ali a parte interessante são as gajas. E isto porquê? Porque mesmo em frente, nas 6 cabines de prova, há 6 gajas (pelo menos) dispostas a fazer o meu trabalho: experimentar a roupa, e mostrá-la ao pessoal. Assim vejo logo como é que fica, se gosto de ver as coisas no manequim, e o que é que vale a pena tirar da prateleira e experimentar mais tarde. Não há nada como uma passagem de modelos para uma gaja tirar dúvidas. Quando me fartar, apanho as tais 2 ou 3 peças, experimento (claro, não me ia safar sem experimentar nada, não é?), e está feito. Se bem que para mim, para isto ser mesmo o método de compras ideal, eu saía da loja sem nada (ou seja, evitava a fila para pagar), dirigia-me ao computador mais próximo, e mandava vir as coisas pela net. Ou então, em vez de empregadas enjoadas que estão mais preocupadas em conversar umas com as outras em vez de despachar o pessoal, passava as etiquetas por uma máquina, que desactivava o alarme, e pagava à máquina. Muito mais rápido e eficiente. Pois, eu sei que sou visionária (obrigada, obrigada).
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segunda-feira, agosto 08, 2005

Carlitos

Por falar em assobiadelas e assédios vários, um amigo mandou-me isto por mail. Cliquem lá, de preferência se não estiverem no emprego, e liguem o som. :)

Carlitos, o machista gay.

A parte que eu achei mais piada foi a do velhote que pega na bengala e... (vejam lá! é engraçado!)
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Estes alemães são doidos

Mais uma para a colecção. Onde mais é que isto poderia acontecer?

Um homem sai de casa e vai trabalhar. Entretanto o senhorio troca-lhe a fechadura e fecha a porta à chave. Já não chegava o homem ter deixado todos os seus pertences no apartamento, ainda para mais a namorada estava lá dentro, feita bela adormecida, e só acordou quando já era tarde demais. Resultado, ficou fechada lá dentro 11 dias! E como é que ela sobreviveu 11 dias? Fácil, com um método adaptado directamente dos países mediterrânicos, que consiste em atar uma corda a um cesto e descê-la pela janela. O namorado tratava de encher o cesto com comida, mas esqueceu-se que poderia ter chamado a polícia mais cedo... Só ao fim dos 11 dias é que o homem, provavelmente já farto de fazer compras, contactou a polícia, a quem bastou um telefonema para convencer o senhorio a abrir a porta. (link)
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As saudades que eu tinha disto II

Logo de manhã sou brindada com a visão de um carrinho de bebé a transportar um matulão que devia ter pelo menos uns 5 anos. E os pais alegremente a conversar com alguém, ao mesmo tempo que o miúdo se mantinha quieto e calado, como deve ser.
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As saudades que eu tinha disto I

Não há nada como uma autoestrada alemã. Especialmente naqueles (curtos) bocados em que não há limite de velocidade. Ah, a doce sensação de liberdade...
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MNG

O meu top roxo/violeta da Mango diz que se deve lavar à mão. Para não cair em tentação, corto a etiqueta, que assim quando meter aquilo na máquina nem sequer vou ter comichão na consciência. Entretanto encontro outra etiqueta, por baixo das instruções de lavagem, que diz "made in china". Isto não se admite. Se é made in china, ao menos devia poder ser lavado à mão. Ou será que por lá só se fazem roupas que se desintegram na máquina de lavar?
(não percam as cenas dos próximos capítulos: será que a snowgaze se vai esquecer que o top deve ser lavado à mão? e se entrar na fatídica máquina de lavar, será que o top perde a cor, se desintegra, perde as aplicações? Todas as incríveis aventuras do top roxo/violeta da Mango neste blog perto de si.)
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E agora para algo completamente diferente

Ainda bem que Portugal está de tanga. É a única maneira de aguentar os 40 graus à sombra.
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Compras II

Qualquer portuguesa já passou por isto. Vai ao centro comercial. Vê as montras. E de repente, vindos do nada, quatro marmanjos começam o assédio, e não há nada que os cale. É uma catrefada de "psst", "ó linda", "és tão boa", e coisas assim. Entre o embaraço, a vontade de rir, e o gozar mais um bocado a situação (que por cá não há destas más-criações, infelizmente ;)), acabo por me meter na Zara. Eu não queria, juro, eles é que me obrigaram. O facto de ter saído de lá com umas calças para a mana, uns tops para mim, e ter convencido a outra mana a entrar lá e depois sair cheia de roupa nova(com um ataque de "isto é tão giro", "olha que calças tão em conta", um "que sapatos tão bonitos", e vários "que casaco tão fixe, estou mesmo a precisar de um casaco assim"), roupa nova essa que não respeita nenhum dos critérios normais de compra de roupa da minha manoca. Mas acho que ela ainda não percebeu. É o que dá, beber uma bejeca antes das compras.
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Importa-se de repetir?

Face às palavras estranhas que encontro por aqui e por ali (não vou citar nomes, não quero envergonhar ninguém, mas se alguém quiser o crédito, que se acuse), de vez em quando, que me arranham o ouvido até quase deitar sangue, é possível que saiam aqui mais posts deste género. O que eu vou fazer é muito simples, consiste em apanhar uma palavra que me arranhe o ouvido, provavelmente na net, mas pode ser num jornal ou na televisão, e depois colocá-a aqui, com o seu significado (se o houver) e a intenção de quem a escreveu/disse.

Abdução (intenção de significado: do inglês "abduction")

abdução
do Lat. abductione

s. f., Anat., afastamento de um membro do plano médio ou dos dedos entre si;

Lóg., silogismo cuja premissa maior é certa e a menor provável;

Mil., acção de fazer passar, numa marcha, uma ou mais filas para a retaguarda.
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Compras I

Tendo estado em Agosto em Portugal, desta vez deu para apanhar umas coisas interessantes. Por exemplo, nunca me tinha apercebido da invasão das estradas portuguesas por veículos de matrícula estrangeira, principalmente francesa, luxemburguesa, e suíça. Quer dizer, claro que sabia que em Agosto vinham os emigrantes todos e tal. Mas não me tinha apercebido que eram tantos (euzinha incluída, claro). E o mais engraçado é que quando mais pequena for a aldeia, maior é a desproporção entre carros estacionados de matrícula portuguesa face aos estrangeiros (os carros, não os donos).
Outra coisa curiosa é a invasão dos supermercados (e hipermercados) pelos emigrantes. De repente isto ganhou um novo sentido para mim. Tal como eu, também eles se querem abastecer daquelas coisas que lhes fazem falta no país de onde vêm. Por exemplo, de leite condensado a sério, que o que há por cá é uma coisa líquida que não serve para nada (os nativos põem-no no café, enfim...), muito menos para fazer bolos, cremes para pôr nos bolos, ou baba de camelo...
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8 de Agosto, em Munique

Para aquele pessoal que se queixa dos 40 graus à sombra, da seca, e dos incêndios, não querem levar com 9 graus de mínima, 16 de máxima (talvez, por este andar duvido que lá cheguemos) e chuva a potes?

A minha vizinha é uma querida. Não consegue compreender como é que há pessoas que vão para Portugal jogar golfe, sabendo que por lá a água nem sequer chega para apagar os fogos, quanto mais para encher piscinas ou para os duches nas praias - por falar em duches nas praias, tenho que ver onde é que é isso, que não me lembro de algumas das praias onde costumo ir ter um único duche à disposição do pessoal.
Eu até compreendo quem vai. Afinal, se aqueles cujos recursos são parcos não se preocupam com o desperdício, porque é que um turista se há-de preocupar? Passados 15 dias volta para o seu país, e quando o sul de Portugal (ou Portugal inteiro) se tornar num deserto, não será por culpa dos turistas, mas sim pela falta de responsabilidade, de cuidado, de planeamento, de visão, de quem governa o país.
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domingo, agosto 07, 2005

Operacional

Mais hora menos hora, mais dia menos dia, isto volta menos ao normal. Das férias, posso dizer que tive tantas boas ideias, que o que me fez mesmo falta foi um computador, ou um papel e caneta para as registar. Mas nao há-de ser nada.
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