quinta-feira, agosto 11, 2005

Harry Potter and the Half Blood Prince

Tive que roubar o livro à minha mana, a meio da leitura dela, para o poder ler durante as férias (obrigada mana!). Ao vê-lo, pobrezito, com menos umas 200 páginas que o anterior, tive uma certa pena. Ao acabá-lo, então, ainda tive mais. Onde é que ficaram as grandes batalhas, que tinham decorrido nos livros anteriores? Nem um encontrozinho com o Voldemort?! Dá para perceber que vem aí uma bomba - o próximo livro deverá ser o último - mas fiquei com a impressão que ainda há muita coisa por explicar. E que algumas explicações não convencem. Afinal, porque é que o Dumbledore sempre confiou no Snape? Tem que haver uma razão melhor do que aquela que vem no livro.
Fiquei um bocado desiludida com o "herói". Não sei se por falta de narrativa sobre as aulas, mas o Harry assume as suas falhas em matéria de feitiçaria. Oclumência não é com ele. Porque é que não treinou com os amigos? Com uma falha destas, a história ainda pode acabar mal. Ao mesmo tempo fiquei a pensar como é que o rapaz se safou das primeiras vezes, se a sua mente estava exposta a qualquer feiticeiro mais experiente? Ah e tal, o Voldemort estava fraco, e não sei quê. Pois pois... E agora o Harry anuncia que no próximo ano não irá para a escola. Como é que vai aprender o que lhe falta?

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Com uma série de livros com tantos pormenores, imagino o que será o escritório da autora. Se fosse eu a escrever, de certeza que teria espalhados pelas paredes cartazes enormes com as coisas que se repetem. Por exemplo, um com todos os feitiços e maldições. E um com todas as personagens, claro. E ainda, com toda a certeza, uns desenhos das casas principais onde se desenrola a história - as casas dos tios e dos Weasleys, e claro, o castelo. E ainda, Hogsmeade e a Diagon Alley.

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Há uns anos li "O senhor dos anéis". Só tinha o primeiro livro, e quando comecei a chegar às últimas 50 páginas comecei a ficar preocupada. Sabia que era uma triologia, mas não me tinha passado pela cabeça que a história ficasse a meio (ou melhor, a um terço) com tantas pontas por atar. Neste aspecto, o Harry Potter fica de longe a ganhar. Apesar do objectivo não ser alcançado, cada livro encerra uma história com princípio, meio e fim. Neste último ficou a faltar um ingrediente nessa história - a tal grande batalha contra outros feiticeiros.
2 comentário(s)

2 Comentário(s):

Eu não gostei muito do fim... provavelmente porque estava à espera da tal grande batalha que não aconteceu... Também tive a sensação que o Harry não aprendeu nada de novo neste ano... Parece que foi outra pessoa que defrontou o Voldemort no livro anterior.
Como tu, estou à espera de ver como é que o Harry se vai arranjar para encontrar todos os ox(qq coisa) do Voldemort...

By Blogger Paulita, at 2:17 da tarde  

Eu achei o livro muito fraquinho, coitadinho. Aquele romance foi de toca e foge, achei também estranha a situação com o Snape, uma falha enorme os alunos do primeiro ano poderem ser escolhidos para a equipa de Quidditch quando isso não era permitido no primeiro livro, fez-me pena não ver nada sobre as aulas com o Snape, achei a explicação sobre o "Half-Blood Prince" muito arrevezada, bem como a forma como a Tonks se foi abaixo em duas semanas (lembrar que a história começa duas semanas depois do fim do livro anterior), etc, etc, etc. E ainda achei pena uma coisa: que os nomes das personagens novas não sejam tão interessantes como os das iniciais. Ainda que Slugghorn seja um achado.

PS - em relação à satisfação, é verdade que o Harry Potter deixa maior no fim de cada livro. Mais ainda se pensarmos que O Senhor dos Anéis é constituído não por três, mas por 6 livros (editados em 3 volumes). Ainda assim, o livro do Tolkien deixa qualquer obra da Rowling a léguas de distências. Muitas léguas mesmo.

By Blogger JSA, at 3:39 da tarde  

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