segunda-feira, abril 02, 2007

Cidade Invicta

É estranho, voltar ao sítio onde vivi durante tantos anos, onde tive diversas moradas, e ter que escolher onde ficar. E aí apercebo-me de que nunca se conhece a cidade onde se vive de uma maneira suficientemente útil para quem vem de fora. Onde ficar? Nunca tive que passar a noite num dos hotéis da cidade onde vivi, pelo que me vejo reduzida à condição de turista num sítio que durante tantos anos foi a minha casa. Conduzir começa a tornar-se um desafio: há imensas estradas novas e muitas ruas mudaram de sentido, já não faço ideia quanto tempo se demora de uma ponta à outra da cidade - mas ainda me lembro de estar parada em filas de trânsito que simplesmente não andam, e levar horas a fazer um ou dois quilómetros - um desespero.
Não faço ideia como é que funcionam os autocarros - dizem que mudaram as linhas, mas ainda não comprovei - mas devem continuar tão atrasados como sempre. Ainda me lembro de estar enfiada num, atrasada para um teste, e ir a correr para a faculdade com esperança de ainda ter tempo para responder a tudo do início ao fim (tive sorte em o trânsito não ter prejudicado as minhas hipóteses e apesar de ter chegado quase meia hora atrasada saí-me com uma bela nota).
Nunca andei de metro - modernices que não havia ainda há pouco tempo. Acredito que seja melhor e mais fiável que qualquer autocarro, mas para poder andar de metro vou ter que conhecer as linhas com antecedência. Ainda bem que vivemos na era da internet.
Tenho que mostrar a cidade aos meus companheiros de viagem, pelo que a escolha para pernoitar vai recair sobre um hotel do centro. É uma boa escolha para durante o dia, perto da agitação, do pulsar da cidade, das lojas tradicionais (tão tradicionais que durante os anos em que aquela foi realmente a minha cidade raramente lá fui), dos monumentos que realmente vale a pena ver. O problema é que não faço ideia do que ali se passa à noite. Lembro-me de ter andado por aquela zona à noite algumas vezes desde que foi renovada, sempre de carro, e me parecer sempre uma zona morta - limpa e arranjada, fresca e iluminada, mas completamente estéril, sem alma e sem gente. Felizmente o centro é relativamente perto da zona que vibra durante a noite, pelo que as oportunidades de ir curtir e sermos assaltados durante a noite serão suficientemente altas. Não quero que falte nada aos meus companheiros de viagem. Ribeira here we go.
1 comentário(s)

1 Comentário(s):

Boa viagem ao Porto que não se esquece :)
beijinhos invejosos (tb quero!!!)
Ana

By Blogger correioverde, at 8:48 da tarde  

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