quarta-feira, janeiro 17, 2007

It breaks my heart

O meu namorado é um amor. Ficou muito contente com a compilação de músicas que lhe arranjei para andar no carro - bem melhor do que ter milhares de músicas no leitor de mp3 e ouvi-las em modo "random", apesar de ele não entender a diferença entre baralhar as músicas e ordená-las sem qualquer critério de musicalidade, ou passar horas a ouvir músicas para escolher aquelas que realmente encaixam umas nas outras para que mais tarde não tenha que carregar no forward ao apanhar um susto - ou sou só eu que sou sensível e não aguento músicas que pura e simplesmente não têm nada a ver umas com as outras?
Dizia eu - que cada vez mais tenho destes ataques em que me apetece escrever frases infinitas, apesar de saber muito bem que isso não se deve fazer pois pode baralhar os leitores e ao tornar a leitura mais difícil e provocar que de vez em quando se tenha que voltar atrás para saber afinal do que é que se estava a falar - que o meu mais que tudo é um querido. Amoroso. Ele aprecia verdadeiramente - já não consigo dizer/escrever verdadeiramente sem me vir à cabeça o Sócrates - todo o trabalho que eu tive para lhe reunir a compilação perfeita. Isto, já para não falar do esforço extra de copiar as músicas de um CD para outro. Felizmente já não estamos nos tempos da cassete, em que ainda se tinha que contar o tempo de cada música e calcular uma selecção que ocupasse exactamente os 30 minutos (ou 45) de cada lado.
O mais importante para mim era fazer o meu homem feliz. E consegui. Ontem à noite, ele admitiu que aquela compilação é genial. Especialmente a música 16, que tem uns baixos excelentes que fazem com que se ouça o barulhinho (uma ressonância qualquer) que a porta do carro só fazia às vezes. Agora já pode levar o carro ao mecânico sem fazer figura de asno, pois pode sempre reproduzir o tal barulho. E anda uma gaja a esforçar-se tanto, para isto. Hmpf.
1 comentário(s)

1 Comentário(s):

Eu a pensar onde este texto iria parar, e foi logo parar aí! lol... Provavelmente ele gostou muito mais do que foi capaz de mostrar:)

Mas partilhar música pode ser obtuso. O que nos diz a nós é sempre pessoal e pode não ser transmissível, por mais que se queira.

A compilação em cassete...! Era uma arte. Estou inteiramente de acordo contigo, combinar músicas não é sinónimo de randomize. É preciso ouvir na cabeça uma e sentir o efeito da entrada da seguinte e avaliar bem a mistura. Fica bem? Eu redescobri a arte da compilação no natal, quando fiz a minha primeira compilação de músicas em anos e anos, agora em mp3 (para um leitor de mp3 que ofereci à minha mais-que-tudo - mas que só irá ouvir quando abrir a época das piscinas:P ).

No tempo das cassetes havia até quem tornasse a decoração da dita numa forma de arte.. Eu nunca fui por aí. Mas uma compilação musical minha chegou a inspirar um livro. Orgulhava-me das minhas criações, sim senhor.

Beijoca

By Blogger Bratt Jones, at 10:51 da tarde  

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